Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Começa o 3º Circuito de Quadrilhas Juninas de Rio Branco

Envolvendo vinte quadrilhas da capital, evento promete muita alegria



"Pula fogueira iá iá! Pula fogueira iô iô!". Chegou o meio do ano, época dos arraias e das quadrilhas de dança junina. A Liga das Quadrilhas Juninas Acreanas organizou, na quinta-feira, dia 28, a abertura do 3º Circuito de Quadrilhas de Rio Branco. O evento, realizado no Centro de Tradições Populares, indica o representante da capital para o Circuito Estadual de Quadrilhas Juninas. A quadrilha vencedora da etapa acreana participa do Circuito Brasileiro de Quadrilhas Juninas, em Fortaleza/CE.

Estiveram presentes na solenidade o presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Marcos Vinícius; o presidente da Fundação de Cultura de Senador Guiomard, Klowsbey Pereira; o coordenador de juventude de Rio Branco, Oteniel Almeida; o assessor do Deputado Federal Sérgio Petecão, Francisco Bezerra; representante da Fundação Elias Mansour, Assis Pereira; e o presidente da Liga das Quadrilhas Juninas, Aurimar Aragão.

Em sua fala, Oteniel Almeida destacou a importância de atividades como o circuito de Quadrilhas de Rio Branco, onde a diversão é garantida entre os participantes e admiradores desse tipo de evento. “O Circuito representa a alegria que é necessária para o bem-estar da comunidade.”, afirma o coordenador.

As quadrilhas juninas acreanas têm conquistado bons resultados no quadro nacional. Para Aurimar Aragão, as participações do Acre no circuito brasileiro são sempre marcantes. “Para nós, acreanos, é importante participar de eventos nacionais. Dessa forma, crescemos bastante. O Acre é tido como um dos movimentos mais agitados do Brasil. É gratificante!”, analisa Aurimar.

O encerramento da abertura do Circuito contou com as apresentações culturais do Grupo de Dança Facção; da quadrilha “Pega-Pega”, campeã estadual de 2008; da quadrilha “Matutos na Roça”, campeã do Circuito de Rio Branco de 2008; e da quadrilha “Sassaricando na Roça”.

Festa junina em Rio Branco

O 3º Circuito de Quadrilhas Juninas de Rio Branco acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio, no SEST/SENAT, a partir das 19h. O evento contará com a participação de vinte quadrilhas, além de atrações culturais, exposições artesanais, comidas típicas, bingos e brincadeiras diversas. A realização é da Liga das Quadrilhas Juninas, com apoio do Banco da Amazônia, Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Fundação Elias Mansour, Ministério do Turismo e Governo Federal do Brasil.

Conselheiros definem os editais do Fundo Municipal de Cultura de 2009

Fórum Setorial reúne 156 conselheiros das áreas de Artes, Patrimônio Cultural e Esporte para decidir os rumos da cultura rio-branquense

Produtores culturais e desportistas lotam o auditório do SEBRAE/Centro


O auditório do SEBRAE/Centro recebeu, na última quarta-feira (27), produtores culturais e desportistas de Rio Branco para o II Fórum Setorial do Conselho Municipal de Políticas Culturais de 2009. Discutir, deliberar, tirar dúvidas sobre os rumos das políticas culturais da capital são objetivos do encontro que reúne conselheiros das áreas de Artes, Patrimônio Cultural e Esporte.

Os conselheiros de Patrimônio Cultural presentes no Fórum elegeram quatro suplentes da área de Patrimônio Cultural para compor a Câmara Especial de Patrimônio Cultural. Os suplentes eleitos foram: Deusmar Dutra, Maria do Socorro Nascimento, Elisanilde Alves e Eliane Bonfanti.



Aurélia Peixoto foi eleita conselheira representante de Artes na Comissão Executiva


Outro ponto da pauta do Fórum se referiu à eleição do novo conselheiro representante titular da área de Artes para compor a Comissão Executiva. Para essa eleição, apenas os conselheiros de Artes tiveram direito a voto. Conselheira dos segmentos de Literatura e de Audiovisual, a professora Aurélia Peixoto foi eleita para a função. “A minha intenção é entender melhor o movimento político na cultura e isso só dará através da participação. Dessa forma, pretendo me engajar ainda mais nesse processo de construção de políticas culturais.”, afirma Aurélia.

Fundo Municipal de Cultura 2009

O Fundo Municipal de Cultura é um instrumento de financiamento das políticas públicas municipais nas áreas de Artes, Esportes e Patrimônio Cultural, previsto na Lei do Sistema Municipal de Cultura. A finalidade é democratizar o acesso aos recursos disponíveis por meio de editais que são definidos pela sociedade civil durante as reuniões do Conselho Municipal de Cultura, efetivando assim, a transparência no processo de apoio cultural.

Durante o Fórum foram decididos os formatos dos Editais de 2009 do Fundo Municipal de Cultura. Depois de algumas votações, os conselheiros definiram que serão dois editais no valor de R$150mil, lançados em junho e setembro, e contemplarão projetos destinados à produção, formação, circulação, intercâmbio, manutenção de grupos e pequenos apoios. O limite para os projetos é de R$8mil, com exceção dos projetos para pequenos apoios, onde o teto é de R$2mil.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mais Reuniões

Os ânimos do Fórum Setorial nem se acalmaram e o trabalho continua. Nessa última sexta-feira do mês, a Câmara Temática de Historiografia se reúne na Fundação Garibaldi Brasil para analisar o segmento e produzir um diagnóstico para o Plano Municipal de Cultura. Não esquecendo que neste mesmo dia acontece uma reunião extraordinária de Turismo, para discutir a criação da Associação Brasileira de Barechal de Turismo (ABBTUR/AC). A Câmara se encontra na Escola de Educação Profissional Campos Pereira.


Sexta-feira, dia 29


Historiografia Acreana, às 16h, na Fundação Garibaldi Brasil
Turismo (extraordinária), às 18h, na Escola de Educação Profissional Campos Pereira.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Hora de Levantar o Crachá*


Na próxima quarta-feira, dia 27, os conselheiros se reunirão em mais uma Plenária do Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC de Rio Branco. É o II Fórum Setorial Integrado de 2009, com a participação das três áreas que compõem o Sistema Municipal de Cultura - SMC. Novamente os conselheiros e conselheiras vão, com seus crachás em mãos, pensar, debater e votar, decidindo os rumos que a cultura rio-branquense deve tomar.

O local continua sendo o Auditório do Sebrae/Centro. O espaço já está virando uma casa de discussões do nosso Conselho. Uma casa emprestada, mas já cheia de memórias. Afinal, foi neste espaço que decisões importantes foram tomadas na área cultural rio-branquense. Propostas foram defendidas, debatidas, excluídas, retomadas, defendidas de novo, e de novo, e de novo, até que não houvesse dúvidas na hora da votação. Lá foram decididas propostas, políticas e editais. Lá as Câmaras Temáticas, o coração do Sistema, se comunicam umas com as outras, às vezes concordando, outras discordando, mas sempre debatendo e exercitando o olhar para a coletividade.

E quem costuma ir aos Fóruns Setoriais sabe muito bem como é a dinâmica da reunião. Os encontros no hall, a procura do nome da lista, a hora de receber o crachá (que dá ao conselheiro o direito de voto) vermelho, azul ou amarelo, dependendo da área de atuação do conselheiro. Os informes, a apresentação de propostas, a participação dos conselheiros. Os famosos 3 minutos de fala, que sempre acabam se estendendo um pouco mais, dependendo do conselheiro, muito mais... Mas que falem mesmo! Porque, afinal de contas, lá é o nosso espaço. É no Fórum que podemos falar para todas as áreas, para todos os conselheiros e mostrar nossa visão, nossas idéias e contribuir, de alguma forma, da nossa forma, para a construção de uma cultura mutável, diversificada e tão especial.

Especial porque é feita por várias mãos, por várias vozes e por vários olhares. Algumas vezes não concordamos com algumas decisões. Mas votamos. Porque mesmo que naquela reunião o voto não seja o mesmo que o da maioria, sabemos que é muito melhor ser um voto vencido do que voto nenhum. Na hora de levantar o crachá e votar, queremos estar presentes. Participar. E você? Também quer?

Então vamos a outro Fórum. Vamos nos encontrar de novo no hall do Auditório do Sebrae, rever aqueles amigos que só vemos ali – parceiros de debates – os rostos que já são conhecidos e os novos, mas com vontade de discutir e participar. Vamos procurar os nossos nomes na lista. Vamos pegar os nossos crachás, sejam eles vermelhos, azuis ou amarelos. Vamos apresentar nossas propostas. Vamos defendê-las. Vamos discutir. Vamos ter os nossos 3 minutos que sempre conseguimos aumentar um pouquinho. E vamos votar. Chegou a hora, mais uma vez, de levantar o crachá!


*Texto publicado originalmente na coluna Cultura RB no jornal Página 20

terça-feira, 26 de maio de 2009

Reuniões de Câmaras Temáticas e o II Fórum Setorial


Os conselheiros do Sistema Municipal de Cultura não descansam, e já temos reuniões do Conselho Municipal de Políticas Culturais marcadas para esta semana. Além do II Fórum Setorial de 2009 na quarta-feira (27), também temos que contar com a participação dos artistas, desportistas e demais fazedores de cultura nas reuniões das Câmaras Temáticas.

A pauta da reunião ordinária de Arte-educação é a elaboração de propostas para o uso dos recursos do Fundo Municipal de Cultura de 2009, e atualização e aprofundamento dos diagnósticos dos segmentos culturais para o Plano Municipal de Cultura.

Mas essa semana também acontece duas reuniões extraordinárias com pautas específicas. É a Câmaras de Cultura Ayahuasqueiras, que vai deliberar sobre o Projeto aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que foi pensado e elaborado em conjunto na Câmara. A reunião acontece na Barquinha da Madrinha Chica. E a Câmara Temática de Turismo está organizando a formação da Associação Brasileira de Barechal de Turismo (ABBTUR/AC), e irá fazer sua reunião Escola de Educação Profissional Campos Pereira.

Então, anote na agenda:


Terça-feira, dia 26

Cultura Ayahuasqueiras (Extraordinária), às 19h, na Barquinha da Madrinha Chica
Arte-Educação, às 10h, no Parque Capitão Círiaco

Quarta-feira, 27

II Fórum Setorial do Conselho Municipal de Políticas Culturais de 2009, às 17h, no auditório do SEBRAE - Centro.

Sexta-feira, dia 29

Turismo (extraordinária), às 18h, na Escola de Educação Profissional Campos Pereir.

A cultura de Rio Branco convoca!


Este ano já pode ser considerado um marco nas políticas culturais de Rio Branco. As Câmaras Temáticas vão de vento em popa. No I Fórum Setorial do Conselho Municipal de Políticas Culturais, realizado em fevereiro, o edital da Lei de Incentivo foi definido pelos conselheiros presentes. Agora é chegada a hora do II Fórum Setorial do Conselho Municipal de Políticas Culturais de 2009. Este compromisso está marcado para quarta-feira (27), no auditório do SEBRAE - Centro, a partir das 17h.

As pautas do Fórum são: a análise, discussão e deliberação dos Editais de 2009 do Fundo Municipal de Cultura, a fusão e criação de Câmaras Temáticas, a eleição de quatro conselheiros suplentes da área de Patrimônio Cultural para compor a Câmara Especial de Patrimônio Cultural e um conselheiro representante da área de Arte para a Comissão Executiva.

Participar é fundamental. Com a voz dos conselheiros, a cultura de Rio Branco se tornará cada vez mais forte! Mais informações: 3224-0269 e no blog www.culturarb.blogspot.com.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fundação Garibaldi Brasil diploma projetos da Lei de Incentivo

A solenidade aconteceu no Centro Cultural Neném Sombra


Leonardo de Alencar foi um dos 84 proponentes de projetos aprovados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura que participou da solenidade de diplomação, nesta sexta-feira, no Centro Cultural Neném Sombra. Esta é a primeira vez que o rapaz tem um projeto financiado por este mecanismo, apesar de já ter tido projetos aprovados no Fundo Municipal de Cultura. O projeto recém-diplomado é uma continuação do trabalho de artesanato com mulheres carentes do Tucumã realizado pela Comunidade Corrente do Bem, do qual faz parte. “No Fundo Municipal temos um recurso menor e uma competição menor. A aprovação deste projeto na Lei mostra que o trabalho que estamos desenvolvendo realmente é importante para a cidade de Rio Branco” afirma.
O produtor cultural, Leonardo de Alencar, recebe seu projeto da FGB

Os diplomas comprovam que o projeto foi beneficiado na Lei de Incentivo e pode ser usado na hora de negociar com os empresários a troca de bônus. A lista de projetos aprovados está disponível no blog www.culturarb.blogspot.com e no site www.riobranco.ac.gov.br. O edital de 2009 da Lei Municipal de Incentivo à Cultura ficou aberto durante um mês, entre os dias 03 de março e 03 de abril, recebendo projetos nas áreas de Arte, Patrimônio Cultural e Esporte. Foram 253 projetos apresentados, sendo 121 de Esporte, 41 de Patrimônio Cultural e 91 de Artes. Desses projetos, 84 foram aprovados, sendo 41 das áreas de Artes e Patrimônio Cultural e 43 de Esporte e Lazer. Os proponentes que não estiveram presentes na solenidade, podem pegar seus diplomas na Fundação Garibaldi Brasil, localizada no Parque Capitão Ciríaco.

O conselheiro Luis Ailil Vianna também foi certificado na solenidade, mas não por um projeto que apresentou e sim por seu trabalho na Comissão de Avaliação de Projetos. A Comissão é composta por um membro da Secretaria Municipal de Finanças, um técnico da FGB, três conselheiros das áreas de Arte e Patrimônio Cultural e três conselheiros da área de Esporte. Luis é representante da área de Patrimônio Cultural e já havia apresentado projetos na Lei de Incentivo, mas foi a primeira vez que trabalhou como avaliador. Uma novidade que já mudou sua visão. “Quando apresentei pela primeira vez, fiz um projeto inadequado para a realidade acreana. Hoje percebo isso. Há outras prioridades que devem ser pensadas”, admite. “Avaliar esses projetos exige muita responsabilidade e sensibilidade, não se pode analisar friamente, é preciso pensar em todo o contexto”, complementa.

Diplomas dos projetos aprovados são entregues durante a solenidade

Vale ressaltar que os bônus devem ser trocados - com valor parcial ou total - até sessenta dias, a partir da data da Diplomação dos Projetos. Aqueles que não cumprirem esse prazo, serão desclassificados. Maiores informações através dos telefones 3224-0899 e 3224-0269.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Encontro Preparatório para o Fórum Setorial de Artes e Audiovisual


Quando?
23 de maio, às 8h

Onde?
Sesc – Centro

Pautas?
  • Apresentação do atual contexto do Audiovisual de Rio Branco e do restante dos municípios do Acre;
  • Elaboração de propostas de aprimoramentos das políticas públicas culturais para o Audiovisual;
  • Definição da data para realização do Fórum do Audiovisual;
  • Apresentação do papel e atual situação da ASACINE (Associação Acreana de Cinema) e ABDeC (Associação de Documentaristas e Curtametragistas do Acre).

Realização?
Câmara Temática de Audiovisual do Conselho Municipal de Políticas Culturais e Câmara Temática de Audiovisual do ConCultura

Parcerias?
Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Fundação Elias Mansour e SESC-AC

Contato?
9994-5204 (Nonata Queiroz)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jornalismo cultural: o desafio de fugir do evidente *

O que é cultura para você? Jornalismo cultural se restringe ao universo das “belas-artes”? Seria cultura, todas as manifestações e ideologias de determinada sociedade? É interessante para a cobertura cultural rio-branquense pensar cultura somente pela ótica mercadológica? Perguntas e mais perguntas... Para cada uma delas, uma infinidade de respostas podem surgir como verdades absolutas. Os grandes veículos de imprensa do eixo Rio-SP pautam seus cadernos culturais pelas produções mais comerciais. O gênero mais badalado, muitas vezes por seu caráter polêmico, é a crítica.

É comum que a atual geração seja tratada como “a mais burra do jornalismo cultural brasileiro”. Preconceito criado por razões como a escolha da pauta baseada em sensacionalismo cultural (a peça montada pelo ator da novela das 8), e por um mau-humor estratégico de determinados críticos para se criar em volta de sua personalidade um ar blasé com a finalidade de se ganhar mais respaldo. É cada vez mais raro que a crítica consiga escapar do “mesmismo” e soar diferente.

Fazer jornalismo cultural exige busca pelos acontecimentos, estudo sobre as diversas produções culturais, dedicação integral, e o fator muitas vezes esquecido pelas editorias de cultura: um minucioso trabalho investigativo. Paixão pelo ofício é um importante fator na maioria das profissões. No caso do jornalismo cultural é indispensável.

Aqui em Rio Branco, não se pode dizer que os jornais dediquem um espaço fixo e regular sobre as manifestações culturais/artísticas em suas folhas. Já tivemos jornalistas culturais, não se pode negar. Excelentes, por sinal. Chico Pop, Clodomir Monteiro, Toinho Alves, Naylor George, Garibaldi Brasil... Entretanto, não se formou aqui a figura do “caderno de cultura”. E, talvez, esteja aí a grande vantagem nossa em relação aos grandes centros.

Por não nos atrelarmos ao vício de cobrir apenas as produções culturais que envolvam necessariamente o comércio. Nem sempre uma manifestação cultural precisa cobrar ingresso. E mesmo assim, também merece destaque na cobertura cultural. É papel do jornalismo cultural acompanhar quaisquer atividades culturais. Dessa forma, o jornalismo cultural de Rio Branco pode construir trajetória mais ampla, aprendendo com os acertos e erros dos nossos vizinhos e somando tudo isso ao nosso jeito acreano de ser.

*Texto publicado originalmente na coluna Cultura RB no jornal Página 20

quarta-feira, 20 de maio de 2009

FGB diploma proponentes dos projetos aprovados na Lei de Incentivo

A diplomação dos proponentes dos projetos aprovados acontece nesta sexta feira no Centro Cultural Neném Sombra

Nesta sexta-feira, 22, os proponentes dos projetos aprovados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura serão diplomados. Com contação de história e uma apresentação musical da banda de forró “Os Bebês”, a solenidade contará com a presença do prefeito Raimundo Angelim e será realizada no Centro Cultural Neném Sombra, localizado no bairro Quinze, a partir das 14h.

O edital de 2009 da Lei Municipal de Incentivo à Cultura ficou aberto durante um mês, entre os dias 03 de março e 03 de abril, recebendo projetos nas áreas de Arte, Patrimônio Cultural e Esporte. Foram 253 projetos apresentados, sendo 121 de Esporte, 41 de Patrimônio Cultural e 91 de Artes. Desses projetos, 84 foram aprovados, sendo 41 das áreas de Artes e Patrimônio Cultura e 43 de Esporte e Lazer.

Durante a solenidade também serão entregues certificados aos membros da Comissão de Avaliação de Projetos, composta por um membro da Secretaria Municipal de Finanças, um técnico da FGB, três conselheiros das áreas de Arte e Patrimônio Cultural e três conselheiros da área de Esporte. Essa comissão realizou a análise de mérito, levando em conta alguns critérios, que foram desde a contribuição dos projetos para o fortalecimento das identidades culturais de Rio Branco, até em que medida o projeto cria condições para que a população tenha acesso a bens culturais e esportivos.

A lista com os projetos aprovados está disponível no blog http://www.culturarb.blogspot.com e no site http://www.riobranco.ac.gov.br. Maiores informações através dos telefones 3224-0269 e 3224-7941.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Saiu o resultado dos projetos aprovados da Lei Municipal de Incentivo à Cultura

Foram 82 projetos aprovados em 2009 na Lei Municipal de Incentivo à Cultura


Neste ano, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura aprovou 83 projetos, sendo 41 das áreas de Artes e Patrimônio Cultural e 42 de Esporte e Lazer. O Edital de 2009 esteve aberto entre os dias 03 de março e 03 de abril, tendo 253 projetos apresentados. O resultado dos projetos aprovados pode ser visto clicando aqui, mas também pode ser acessado no site da Prefeitura de Rio Branco (http://www.riobranco.ac.gov.br), e no mural da Fundação Garibaldi Brasil.

O processo de seleção dos projetos foi feito por duas comissões: de Análise Técnica e de Avaliação. Na primeira etapa da avaliação dos projetos apresentado a Comissão de Análise Técnica conferiu a documentação dos projetos e se os proponentes estavam em dia com as prestações de contas de projetos anteriores financiados pela Fundação Garibaldi Brasil. Essa comissão foi formada por três técnicos da FGB.

Na segunda fase entrou em cena a Comissão de Avaliação de Projetos, composta por um membro da Secretaria Municipal de Finanças, um técnico da FGB, três conselheiros das áreas de Arte e Patrimônio Cultural e três conselheiros da área de Esporte. Na análise de mérito os avaliadores levaram em conta alguns critérios, como a contribuição dos projetos para o fortalecimento das identidades culturais de Rio Branco e em que medida o projeto cria condições para que a população tenha acesso a bens culturais e esportivos.

Breve Histórico da Lei de Incentivo

A Lei de Incentivo à Cultura foi criada em 1993 através de diversas reuniões com os segmentos da cultural e do esporte. O projeto de Lei foi aprovada por unanimidade na Câmara dos Vereadores e posteriormente serviu de base para a criação de um novo projeto de Incentivo à Cultura, desta vez para o estado. Em 1994 foi lançado o primeiro Edital da Lei municipal pela Fundação Garibaldi Brasil.

Em 2009, a Lei de Incentivo completou 16 anos. Foi através do voto dos conselheiros do Conselho Municipal de Políticas Culturais, no Fórum do dia 17 de fevereiro, que foi decidido o formato do Edital deste ano. Neste ano foram disponibilizados 780 mil reais para financiar os projetos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Museus, Turismo e Historiografia

A Semana de Museus e Turismo e a Palestra de Historiografia começam amanhã


Dois eventos pretendem movimentar as discussões nas áreas de Turismo e Patrimônio Cultural nas próximas semanas: a 7ª Semana de Museus e Turismo e a Palestra "A Historiografia e Ciências Humanas: O Combate dos Annales”. Ambas as atividades tem inicio nesta terça-feira.

A sétima edição da Semana de Museus e Turismo acontece entre os dias 19 e 22 de maio com palestras, peças de teatro, exibição de filmes, contação de história e diversas outras atividades relacionadas à área. São nove espaços que participam da programação, sendo eles: a Casa dos Povos da Floresta, Museu da Borracha, Memorial dos Autonomistas, Biblioteca Marina Silva, Museus Palácio do Rio Branco, Museus do Xapury, Museus Cruzeiro do Sul, Museus de Sena Madureira, Sala Memorial de Porto Acre. A realização é da Fundação Elias Mansour e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Nesta terça-feira, no dia 19 de maio, às 8h, também será realizado o primeiro dia da Palestra "A Historiografia e Ciências Humanas: O Combate dos Annales”, uma iniciativa da Câmara Temática de Historiografia Acreana, visando à elaboração do Plano Municipal de Cultura para Rio Branco em parceria com Grupo de Pesquisa Gaia da Ufac. A segunda parte da palestra está programada para o dia 27, às 19h. As palestras serão realizadas no Anfiteatro Garibaldi Brasil, localizado no Campus da UFAC. O objetivo é discutir de forma mais aprofundada sobre a Historiografia e as Ciências Humanas a fim de debater a necessidade de políticas públicas voltadas para estas áreas.

Reuniões da Câmaras Temáticas e dos Colegiados!


Esta é a última semana de Reuniões Ordinárias das Câmaras Temáticas antes do Fórum Setorial Integrado do Conselho Municipal de Políticas Culturais. A elaboração de propostas para o uso dos recursos do Fundo Municipal de Cultura de 2009, e atualização e aprofundamento dos diagnósticos dos segmentos culturais de Artes, Patrimônio Cultural e Esporte continuam como pautas das reuniões.

Também acontece nessa semana a Reunião dos Colegiados de Artes, Patrimônio Cultural e Esporte se reunirão para organizar as propostas dos editais do Fundo Municipal de Cultural e o Fórum Setorial do Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Quarta-feira, dia 20
Comunidades Tradicionais, às 9h.
Profissionais de Educação Física + Handebol + Basquete + Vôlei + Esportes Aquáticos, às 10h.

Quinta-feira, dia 21
Colegiados de Artes, Patrimônio Cultural e Esporte, às 15h

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Feira do Sebo em 2009!

Já é tradição! Nos últimos anos, as barraquinhas da Feira do Sebo da Fundação Garibaldi Brasil se instalam em vários pontos de Rio Branco, sempre nos primeiros dias de maio. Porém, a Feira ainda não teve início neste ano. Em 2009, a Feira do Sebo começa suas atividades como uma das atrações na “Bienal da Floresta do Livro e da Leitura”, a partir do dia 29 de maio, na Praça da Revolução, em frente ao Quartel da Polícia Militar.

Na Bienal, o estande da Feira do Sebo estará presente durante todo o evento, com acervo disponibilizado através de diversas doações feitas à Fundação Garibaldi Brasil. Após a Bienal, a Feira do Sebo continua suas atividades na Praça Povos da Floresta, nos dias 13 e 20 de junho. Os preços dos livros vão de R$1 a R$10.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mudanças de Verdade*

Está acabando o prazo para a consultoria pública do Programa de Fomento e Incentivo a Cultura, que, se for aprovado, deve substituir a polêmica Lei Rouanet. Para a região Norte, a “mudança de ares” é mais do que necessária. Vocês sabiam que durante os 18 anos de Lei Rouanet, o Acre recebeu menos de 1% do recurso nacional enquanto a cidade de São Paulo teve quase 80% apenas no ano passado?

Algumas pessoas argumentam que isso é obvio, já que São Paulo é o grande pólo industrial do Brasil. É lá que a maioria das grandes empresas reside e por isso é mais fácil de conseguir renúncias fiscais. Verdade. Mas grandes empresas não têm filiais em todo o país, ou em grande parte dele? As empresas telefônicas de São Paulo também não podem ser encontradas em Brasília, Porto Velho ou em Rio Branco? Os bancos normalmente não têm agências em todas as cidades do Brasil? Se os consumidores estão em todos esses lugares, por que as ações feitas por essas empresas devem ser exclusivas no eixo Rio-São Paulo?

Mesmo com esse problema “geográfico” das empresas, isso não explica outro dado importante apresentado pelo Ministério da Cultura: 3% dos proponentes ficam com 50% do recurso. Ou seja, mesmo em São Paulo, onde há uma maior facilidade de se conseguir a tal “troca de bônus”, este recurso está mal distribuído. Muito para poucos.

O PROFIC veio com a promessa mudar esta realidade tão desigual. A proposta é que a renúncia fiscal não seja o carro chefe do apoio à cultura, tendo em vista a baixa participação das empresas. De cada 10 reais captados, apenas 1 real é dinheiro privado e os outros noves são de renúncia fiscal. Ou seja, o dinheiro acaba de qualquer forma saindo dos cofres públicos, então, por que a decisão para onde se destina os recursos deve ficar a critério do mercado? A criação de novas formas de financiamento e estímulos como o Vale Cultura e a Loteria Cultural, além da possibilidade do recurso ser passado do Fundo Nacional para os Estaduais e Municipais, garantindo uma agilidade ao projeto promete modificar esse quadro desigual.

Porém, surge a pergunta: efetivamente, o que muda? As boas intenções do Ministério vão conseguir sair do discurso e garantir um repasse mais justo para outras regiões do país? E tendo em vista que este é apenas um projeto de lei, que pode ser modificado no Congresso, não existe uma grande possibilidade de que as parcerias políticas e econômicas nos bastidores do poder deturpem este projeto? Qual garantia temos que estas mudanças vão, de fato, deixar de beneficiar São Paulo e sua “panelinha” de produções? Além disso, muitos pontos dessa lei geram dúvidas, principalmente na questão das novas formas de financiamento e incentivo a cultura como o Vale Cultura e a Loteria Cultural, que são citados, mas ainda precisam ser explicados e dependem de leis especificas que ainda serão criadas.

O MinC parece olhar de forma diferente para os municípios e as regiões mais desprivilegiadas do país. As relações parecem estar mais próximas e o Sistema Nacional de Cultura avança, ainda que lentamente. Mas é um dever nosso, produtores e consumidores de cultura, prestar atenção nessas mudanças, ouvindo e questionando cada decisão, ela parecendo boa ou não.

*Texto publicado originalmente na coluna Cultura RB no jornal Página 20

Abertas as inscrições para Festival de teatro e Concurso de autores

“FETAC em Cena 2009” e “Concurso de Autores de Peças Teatrais do Acre” incentivam produções das artes cênicas no Acre

Estão abertas as inscrições para participar do “Festival Estadual de Teatro - FETAC em Cena 2009” e “Concurso de Autores de Peças Teatrais do Acre (CAPETA)”. As inscrições para o “FETAC em Cena 2009” estão abertas entre os dias 20 de abril e 30 de julho de 2009. O Festival é destinado a grupos ou companhias de teatro do Acre, tanto profissionais quanto amadoras.

Na programação estão previstos, a Abertura Oficial e Premiação do CAPETA, no dia 21 de agosto; apresentações dos espetáculos, de 21 a 27 de agosto; oficinas, seminário e palestras, de 22 a 27 de agosto; e o IX Congresso Acreano de Teatro (CATA) nos dias 28 e 29 de agosto. O FETAC em Cena 2009 não será competitivo e terá a participação das seguintes modalidades: Infantil, Adulto, Teatro de Rua, Circense, Performances, Esquetes e Intervenções Teatrais.

Sendo uma das atividades previstas no “FETAC em Cena 2009”, o CAPETA tem suas inscrições abertas entre os dias 03 de maio e 01 de junho. O Concurso premiará textos teatrais de autores acreanos na categoria adulto e infanto-juvenil podendo ser apresentados textos para palco, rua ou de bonecos. O CAPETA selecionará dois textos que atinjam, no mínimo, 30 minutos de leitura dramatizada cada texto.

Podem participar do concurso, estudantes de 1°, 2° e 3° graus, artistas, jornalistas, escritores, professores e comunidade em geral, com nacionalidade brasileira e que residam no Acre a mais de 02 anos. A premiação para o primeiro lugar das categorias Infantil e Adulto é de R$ 1 mil para cada. Os classificados em 2º e 3º lugar em ambas as categorias, receberão Certificados de Honra ao Mérito pela classificação no Prêmio.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fundação Garibaldi Brasil no Twitter!


Entrando na onda do Twitter, as ações da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil e demais produções culturais de Rio Branco também serão divulgadas através dessa ferramenta. Acompanhando a FGB pelo Twitter, você terá as informações automaticamente, além de poder interagir conosco. O endereço é o seguinte: http://twitter.com/fgbculturarb. É a cultura de Rio Branco ganhando mais um mecanismo de divulgação.

Igualdade entre as raças!

A Constituição Federal declara que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...] (art. 5º caput)”. Com base nesse direito, que infelizmente na prática nem sempre é levado em conta, nos dias 14 e 15 de maio, no Centro de Formação da Diocese, será realizado II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial – Acre. O evento é realizado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos – SEJUDH.

A Conferência será palco para discussões como “O SUS e a atenção médica à população negra e indígena”, “O movimento Negro no Brasil: suas conquistas e desafios” e demais atividades culturais. Veja a programação completa da Conferência:

Dia 14/05 – Quinta-feira

08h: Café da Manhã/Credenciamento
09h: SOLENIDADE DE ABERTURA:
Hino Acreano
Hino Nacional
Apresentação Cultural das Comunidades de Terreiro
09h15: Composição da mesa:
09h30: Fala das autoridades (03 minutos para cada).
10h30: Fala dos representantes da SEPPIR
11h30: Aprovação do Regimento Interno
12h: Almoço/Atividade Cultural (indígena)
14h: Plenária:Profº Drº Marcos Teixeira (UNIR) e Profª Maria Corrêa (Secretária de Educação) – Lei 10.639/03
15h: Plenária: Secretaria estadual de saúde e FUNASA – O SUS e a atenção médica à população negra e indígena.
16h: Intervalo/lanche;
16h15: Plenária: Edson França(UNEGRO) e José Arimatéia(CERNEGRO) – O movimento Negro no Brasil: suas conquistas e seus desafios;
17h: Plenária: Povos indígenas – Dalmolin e Pianko
18h: Encerramento/Atividade Cultural (capoeira)

DIA 15/05 – Sexta-feira

08h: Grupos de trabalho
Painel dos eixos temáticos:
12h: Almoço e atividades culturais
14h: Apresentação grupos de trabalho
15h45: Lanche
16h: Plenária de Aprovação das Propostas e Moções
16h20: Plenária de eleição de delegados
18h: Encerramento da Conferência

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Reuniões das Câmaras Temáticas

Estamos nos aproximando do dia 27/05, data para o próximo Fórum Setorial. Como parte do processo de preparação para o Fórum, as Câmaras Temáticas continuam com suas reuniões nessa semana. As pautas discutidas são: a elaboração de propostas para o uso dos recursos do Fundo Municipal de Cultura de 2009, e atualização e aprofundamento dos diagnósticos dos segmentos culturais de Arte, Patrimônio Cultural e Esportes.

Terça-feira, dia 12
Arte-Educação (extra), às 10h
Cultura Afrobrasileira, às 16h

Quarta-feira, dia 13
Artesanato, às 16h
Movimentos Sociais, às 16h

Quinta-feira, dia 14
PNE + Grupos Especiais + Jogos de mesa, às 9h
Culturas Populares, às 15h

Sexta-feira, dia 15
Historiografia Acreana, às 16h
Turismo, às 16h30

Sábado, dia 16
Esportes radicais + Atletismo + Ciclismo, às 9h

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Neném Sombra comemora o Dia das Mães

Nesta sexta-feira um café da manhã será feito com a comunidade em homenagem a data


O centro programa uma manhã de atividades com as mães da comunidade



Dona Neném Sombra foi considerada uma grande mãe por aqueles que lhe conheciam. Não apenas como criadora dos seus filhos, mas para os alunos da escola onde era inspetora e para a comunidade onde desenvolvia atividades culturais e sociais. Não é a toa que sua casa virou um lar cultural dentro da comunidade com a criação do Centro Cultural D. Neném Sombra. Para comemorar o Dia das Mães a comunidade do Bairro Quinze realiza uma homenagem com muita alegria, música e deliciosas comidas para essa e outras maezonas que por ali moram. A atividade será realizada nesta sexta-feira, 08, a partir das 08h com um café da manhã.

O evento conta com uma programação especial. Além do café da manhã, a contadora de historias Tânia Oliveira vai apresentar alguns contos e causos para as homenageadas. A comunidade também participa da comemoração com a apresentação de uma dupla de alunos do curso de violão, realizado no próprio Centro Cultural. Já a banda de forró do Lydia Hammes, “Os Bebês”, realiza uma apresentação que promete animar ainda mais a festa.


A INSUSTENTABILIDADE DO MOVIMENTO CULTURAL DO ACRE*


Por João Veras**



Estamos vivendo, no Brasil, um forte ambiente de institucionalização da participação social, o que tem ocorrido por meio da jovem experiência formal de compartilhamento, entre o estado e a sociedade, nas formulações e avaliações das políticas públicas estatais, pela via dos conselhos. Nós, produtores culturais, temos participado aqui no Acre, da efetivação da proposta, formulado pelo Ministério da Cultura, de sistemas federal, estaduais e municipais de cultura, cuja base centra-se no vetor da participação social no âmbito da construção de políticas públicas de cultura.

A idéia tem sido facilmente aceita, principalmente porque, não se pode duvidar, se coaduna com as aspirações históricas de participação dos movimentos culturais, assim como empresta legitimação social aos poderes públicos para efetivar suas políticas para a área. Todavia, não estou convencido de que, nosostros deste lado do balcão, estejamos em condições de garantir uma representatividade qualitativa e legítima frente aos órgãos colegiados disponíveis. Não estou certo, ainda, de que nossa atuação, de nós da sociedade, seja sustentável sob ponto de vista político. E a questão perpasa, sobretudo, pela maneira pela qual representamos e somos representados. Trago aqui a experiência porque passa, neste aspecto, a representatividade no Conselho Estadual de Cultura-Concultura.

Observa-se, historicamente no Acre, um movimento social de cidadania cultural atuante. Sua visibilidade se encontra no conjunto de atuações de organizações culturais, formais e informais, assim como de ações individualizadas de produtores culturais, caracterizando, de fato, um movimento da sociedade civil no campo das reivindicações de políticas públicas, muito embora não devamos deixa de considera visível certo caráter de precariedade desse movimento tendo em vista a sua relativa organicidade.

A realização, em 2004, do Seminário sobre Conselho de Cultura, o ato formal de implantação, em 2005, do Concultura, e a realização, que se seguiu, do Fórum Estadual do Movimento Cultural do Acre, através do qual foram eleitos os representantes das áreas artísticas para ocuparem as cadeiras da sociedade civil no Concultura, se constituem em atos que foram, em grande medida, resultados diretos da ação desse movimento. Cabe mencionar, ainda, a recente participação igualmente substanciosa do movimento cultural nos debates e definição do arcabouço jurídico do Sistema de Cultura da Cidade de Rio Branco. Pelo conjunto mais recente de sua atuação, se há algo que esse movimento parece desejar, esse algo pode se chamar participação.

Todavia, apesar do avanço no campo da integração desse movimento ao processo de institucionalização da participação social na máquina pública, é patente que, comparando com outras épocas, o mesmo tem sofrido uma significativa oscilação para baixo, melhor dizendo, tem se apresentado em quantidade e representatividade muito aquém do que já foi e, sobretudo, das condições e potência de organização que hoje a sociedade civil, na esfera da cultura, dispõe.

As demandas culturais, bem assim a população de produtores culturais se apresentam muito mais diversas e maiores que no passado. No entanto, as organizações representativas têm desaparecido em proporção inversa, o mesmo acontecendo em relação àquela efetiva atuação individualizada. A mim parece evidente vivermos, em todas as instâncias da sociedade brasileira, um descrédito tanto da representatividade coletiva autônoma quanto do exercício individual da cidadania, o que felizmente não se constitui fato absoluto, tampouco imutável. É possível, nesse sentido, estarmos provando o germinar de um novo movimento de atuação diferenciada nos diversos mecanismos de participação constituintes, por exemplo, do Conselho Municipal de Política Cultural de Rio Banco, que tem revelado novos protagonistas e novas possibilidades, não obstante sua lógica de representatividade não dar ênfase à representação dos organismos coletivos.

No que este cenário atual de relativa inércia da representatividade coletiva tem resultado para o sistema institucional de representação do movimento cultural, é, a meu ver, o quadro de isolamento de grande parte daqueles conselheiros que foram eleitos para representarem a sociedade civil no Concultura, o que ocorre, a meu ver, graças a ausência de base social organizada que os sustentem e a quem, eles, os conselheiros, devem, em última instância, satisfação.

Tal afastamento autoriza a possibilidade de sustentação de uma representatividade de caráter autárquico, pelo qual o representante passa a representar a si próprio (quando representa alguma coisa), pelo menos às suas crenças e idéias, e não, também, ao médio das proposições do movimento a quem representa. Os representados, nesse caso, ficam, ao longo do período do mandato, reféns da disposição e do compromisso moral e político do representante, considerando a ausência de dispositivo institucional que possibilite a deposição daquele represente que não esteja cumprindo com as suas obrigações de representação face às aspirações do conjunto dos representados.

Não se pode deixar de considerar, por outro lado, que esta situação também enfraquece o representante e, por isto, a qualidade de sua representação, na medida em que, solitário, ele não dispõe de uma base que lhe dê força, sustentação e legitimidade sociais, tão necessárias à manutenção política do mandato. É evidente que esse distanciamento retira a substância da representação e coloca em xeque, numa medida significativa, o sentido da participação.

Outro aspecto oriundo dessa nova fase da relação estado/sociedade é atribuir, especialmente por razões pragmáticas, uma centralidade aos conselhos de cultura entendendo estes como os únicos lócus e protagonistas do exercício político da cidadania cultural. Penso que tal entendimento só reforça o estado de imobilismo social o qual contribui para a subsunção do movimento ao bojo desse sistema de paridade institucional, quadro que possibilita sua neutralização política senão o condiciona, para não dizer condena, ao papel de objeto moderno de cooptação à força estatal, e, o que não é menos pior, tudo sob a máscara da participação.

Penso que devamos conceber a organização social do movimento cultural, independentemente dos órgãos de paridade estatal, como imprescindível à dinâmica, à diversidade e à pluralidade das ações participativas da sociedade com vistas à consecução de processos de construção, manutenção e renovação das políticas públicas.

Nesse passo, creio que o movimento cultural, diante de um modelo de institucionalização da participação que seja alheio a uma base social ativa, autônoma e externa que a legitime, muito dificilmente se sustenta como efetiva possibilidade de representação e participação sociais conseqüentes.




* Este artigo é dedicado a Dalmir Ferreira.
** O autor é conselheiro titular da cadeira de música do Concultura.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Reuniões das Câmaras Temáticas

Começo de mês é sempre agitado. A maioria das câmaras temáticas realizam suas reuniões ordinárias neste período. Para engrossar o caldo de atividades desta semana a câmara temática de jornalismo realiza seu encontro mensal no dia 09, e não no dia 02 como estava programado. A mudança aconteceu devido ao feriado do dia do trabalhador. As pautas são:

- Aprofundamento do Diagnóstico para o Plano Municipal de Cultura
- Propostas de editais para o Fundo Municipal de Cultura

Então anote na sua agenda as reuniões desta semana e venha participar das discussões.


Terça Feira, dia 05

Artes Visuais às 10h
Artes Cênicas às 15h

Quarta Feira, dia 06

Literatura às 15h

Quinta feira, dia 07

Produtor Cultural às 16h

Sexta Feira, dia 08

Comunidades Tradicionais às 09
Historiografia Acreana às 16h

Sábado, dia 09

Audiovisual às 09h
Jornalismo (adiada em função do feriado no dia 01) às 16h