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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cinema no Bairro promove cultura e entretenimento nas dez Regionais de Rio Branco

Desde o último dia quatro de maio, as praças e quadras de esporte dos bairros da capital, são transformadas em salas de cinema para que os moradores das comunidades tenham acesso às sessões de cinema totalmente de graça e com direito à pipoca também gratuita. É o projeto Cinema no Bairro, desenvolvido pela prefeitura de Rio Branco por meio da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, que já chegou a oito das dez regionais da cidade, alcançando mais de mil pessoas. Este primeiro circuito, que será encerrado na próxima terça, 28, na Vila Acre, deverá alcançar mais de mil e quinhentas pessoas.
O objetivo, segundo o prefeito Marcus Alexandre, que tem acompanhado boa parte das exibições, é garantir cultura e entretenimento para os moradores dos bairros da capital. O projeto Cinema no Bairro está no Plano de Governo de Marcus Alexandre e foi um dos compromissos de campanha, já cumpridos.
 
Forneck relata que depois da exibição do filme O Palhaço em todas dez regionais, a FGB vai exibir novo filme e repetir todo o circuito das regionais. Os filmes Rio (animação) e Tainá deverão ser próximos a fazer parte do projeto Cinema no Bairro. O filme Trota mundo do acreano Gilberto Bezerra, deverá ser incluído na rota do Cinema no Bairro e vai ser exibido antes do filme principal em cada regional e outras produções locais também serão inseridas. 

EstruturaO presidente da FGB explica que os bairros foram escolhidos pelos coordenadores das regionais, por serem os mais centrais. “Reunimos com os coordenadores das dez regionais para avaliar o melhor lugar para que todos possam participar”, disse Rodrigo.

Para transformar os espaços ao ar livre em salas de cinema, é preparada uma estrutura com telão com projeção e som digitais, 200 cadeiras para acomodar as famílias e pipoca grátis para deixar as sessões mais agradáveis e divertidas. “Os coordenadores das regionais fazem uma pré mobilização. E no dia da exibição, nossa equipe chega cedo nas localidades e faz novo chamamento. Em seguida começamos a armar a estrutura para que não haja problemas técnicos. A pipoca complementa a cena e todo o ambiente deixa no ar a sensação de que as pessoas estão de fato em uma sala de cinema”.

Emoção no escurinho do cinema


Gente de todas as idades, a maioria, pessoas que nunca tinham visto um filme no cinema, lotam as estruturas montadas nos bairros. Desde o início do projeto, o bairro Calafate, foi o que mais concentrou expectadores: Cerca de 300 pessoas – crianças, jovens, adultos e idosos – se acomodaram nas cadeiras e arredores da Praça Raimundo Melo, para assistir ao filme O Palhaço.
A moradora Luíza dos Santos, 50 anos, acompanhada da filha Ana Maria, 35 anos, elogiou o programa e ressaltou que “além das ações básicas, como saúde e educação, a comunidade precisava também ser contemplada com atividades culturais. E a gente poder se divertir perto de casa com toda família é show”.
 
O casal Marcos Ribeiro e Regiane dos Santos levou o filho Charles Gabriel de 03 anos, para assistir ao filme. “Achei esse projeto diferente de tudo que a gente já teve no bairro. Eu ainda não tinha assistido a esse filme e chamei meu marido pra levar o Gabriel para assistir com a gente”, explicou Regiane Santos.

O casal Eugênio e Beth Costa, conta que nunca tinha visto um filme no cinema. Com os olhos brilhando, ela relata que ficou emocionada com várias situações do filme. “É tudo bem real e bonito. A história do filme que fala nos palhaços é muito emocionante, eu quase chorei”.

Resultado esperado

O objetivo do projeto Cinema no Bairro é ir além da exibição dos filmes nas comunidades da capital. Segundo o presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Rodrigo Forneck, vai haver o momento de debates para fomentar em seguida, a criação de núcleos de cinema nas próprias comunidades. “A ideia é que os jovens se apaixonem pela arte do cinema e querer fazer seus próprios filmes se colocando e também as comunidades, como protagonistas da própria história. Eles verem a produção do acreano Gilberto Trota Mundo também servirá de incentivo”.

Para fortalecer o laço das comunidades com a sétima arte, a Fundação Garibaldi Brasil e os parceiros, como a Associação Acreana de Cinema (Asacine), Pachamama e Cine Clubes, Fundação Elias Mansour, Secretaria de Articulação Comunitária Social, vão ministrar oficinas.

O prefeito Marcus Alexandre ressalta que “alguma coisa tem que ser deixada nos bairros além da infraestrutura e cultura por meio do cinema, é uma coisa boa para toda a família. Se desse projeto nascer frutos, o resultado esperado terá sido alcançado”.
O presidente da Associação Acreana de Cinema, Adalberto Queiróz, ressalta que o projeto é uma ideia inovadora e que deve servir de exemplo para todas as cidades. “Não é um projeto caro e atrai desde a criança até o idoso. São pessoas que não teriam acesso ao cinema em um shopping e ficam encantados diante da tela de cinema. Com certeza vai deixar sementes entre a juventude. A visão do prefeito Marcus Alexandre é futurista e exemplos assim deveriam ser levados para todas as cidades brasileiras”, conclui.
 

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