Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ôia a Quadrilha “No Chiado da Chinela” aê!

Depois dos ensaios e toda preparação, a Quadrilha “No Chiado da Chinela” do grupo da Terceira Idade “Redescobrindo a Vida” do Centro Cultural Lydia Hammes, começa suas apresentações. Todos estão convidados para prestigiá-los.

Portanto, fiquem atentos para não perderem as apresentações deste grupo que não vê a hora de Chiar a Chinela.

-> Sexta-feira, dia 01 de julho, no Arraial da SEME no Horto Florestal que começa às 18h;
-> Sábado, dia 02 de julho às 15h, em Sena Madureira, na Festa do Grupo de 3°Idade de Sena;
-> Domingo dia 5, às 19h no Festival de Quadrilhas do Sesc do Bosque
-> No Dia 08 de julho às 14h se apresentam no Hospital do Idoso, e às 14h30 no Hospital das Clínicas.

Agora, o grupo “Redescobrindo a Vida” têm Blog. Pelo endereço www.gruporedescobrindoavida.blogspot.com vocês poderão acompanhar tudo que esse pessoal anda ‘aprontando’.

Pausa no Processo da Diplomação

Estamos todos ansiosos, como quando vamos ao Teatro ou a um show muito esperado. As luzes se apagam e a primeira sirene toca, mas, a segunda não. Dá uma agonia, uma vontade que os três sinais soem logo para tudo começar. Mas, às vezes acontecem imprevistos. Então, a peça, o show e várias outras coisas atrasam. Da mesma forma está atrasada a Diplomação dos projetos classificados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Isso não significa que o espetáculo acabou, mas que, por um momento, ele está suspenso. A Diplomação da Lei de Incentivo está suspensa, por enquanto. Porque, antes que o espetáculo continue é necessário concluir o que está faltando para sua estréia. E, os recursos contra alguns projetos classificados, neste momento estão em análise na Procuradoria Jurídica do Município, a Projuri.

Não vamos nos descabelar, nem perder a paciência. O processo democrático tem dessas coisas. É normal que haja recursos contra projetos, faz parte. Isto acontece em vários Editais em todos os cantos, e aconteceu no Edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura deste ano. A Comissão de Avaliação (composta por 3 membros sociedade civil, 1 da Fundação Garibaldi Brasil e 1 da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Rio Branco, seguindo a deliberação dos conselheiros presentes no I Fórum Setorial Integrado de fevereiro de 2010) reuniu-se novamente, revisou e decidiu sobre os recursos. Agora é a vez da Procuradoria Jurídica do Município dar seu Parecer.

A demora deixa todos que estão envolvidos no processo ansiosos, tanto a Instituição quanto a sociedade civil. Só que precisamos esperar as deliberações finais da Projuri. Tão logo esta etapa dos trabalhos esteja encerrada, as informações serão divulgadas neste Blog, no nosso Boletim Virtual e no site da Prefeitura de Rio Branco. Também entraremos em contato por telefone com os proponentes classificados.

Agradecemos a compreensão.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Diplomação da Lei de Incentivo à Cultura é adiada

A Diplomação da Lei de Incentivo à Cultura de Rio Branco que aconteceria hoje, 24, às 10h, no Parque Capitão Ciríaco, foi adiada. A Diplomação foi desmarcada em virtude de recursos juridicos contra alguns projetos. Recursos que ainda não foram julgados. Isso poderá alterar a classificação. Vamos informar assim que a nova data da diplomação for confirmada.

Agradecemos pela compreensão

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Diplomação dos projetos da Lei de Incentivo à Cultura


Que tal relembrar algumas etapas desse caminho que passamos em 2011 na Lei de Incentivo à Cultura e Desporto de Rio Branco? Primeiro a sociedade civil foi chamada a construir, através de debates nas Câmaras Temáticas do CMPC e deliberação no Fórum Setorial Integrado, o Edital da Lei de Incentivo à Cultura. Hora de discussões, sugestões e revisão. Pronto, abriu Edital 2011. Entrega de projetos. Avaliação pela Comissão eleita também no Fórum. Sai o resultado. Recurso. Respostas. Os proponentes entregaram a documentação exigida. Ufa... Enfim, chegou o momento da diplomação dos projetos selecionados.

Já na sexta-feira, dia 24 de junho, às 10h na FGB, convidamos os proponentes dos projetos classificados do Edital para serem diplomados. Na ocasião, será distribuído um manual que explica as etapas que os proponentes deverão passar para abrir a Conta Bancária do Projeto, em até 10 dias conforme o edital (item 5.3). É importante cumprir este prazo para não perder o bônus. O evento também servirá como coletiva de imprensa.

Vale avisar: no dia 1° de julho é a data limite para quem foi contemplado no Edital 2010 da Lei de Incentivo à Cultura apresentar sua prestação de contas dos projetos. Do contrário, a pessoa torna-se inadimplente, e assim não poderá retirar o bônus, caso esteja selecionado para o Edital de 2011.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aula-espetáculo Mátria, Uma Outra Linha de Tempo Cultural

ANTONIO NOBREGA NO TEATRO PLÁCIDO DE CASTRO COM A AULA ESPETÁCULO MÁTRIA, UMA OUTRA LINHA DE TEMPO CULTURAL

por Rose Farias

Para anunciar o edital do Rumos Educação, Cultura e Arte, o músico e dançarino Antonio Nóbrega apresenta no palco do Teatro Plácido de Castro, no próximo dia 16, quinta-feira, 20 horas, a aula-espetáculo Mátria, Uma Outra Linha de Tempo Cultural. O trabalho foi concebido pelo artista exclusivamente com o objetivo de divulgar, em ...todo o país, o novo edital deste programa. Com 1h20 de duração, o espetáculo reúne canções, danças e peças instrumentais entremeadas por considerações sobre uma linha de tempo cultural brasileira de prevalência não europeia e de extração popular.

Nóbrega mesclou obras da tradição oral e autorais, como sambas de Nelson Cavaquinho e Candeia, canções de Caymmi e dele próprio, peças coreográficas sobre música de Bach, entre outras. Tanto em sua forma quanto em seu conteúdo, procura harmonizar o discurso com a performance, e o conceito com a emoção.

Essa é penúltima da série de itinerâncias que o Itaú Cultural promove pelo país para anunciar este edital aberto em fevereiro com o de Artes Visuais e de Jornalismo Cultural. O espetáculo segue para Rondônia, último Estado a receber a itinerância com equipes da instituição responsáveis pelos segmentos do programa Rumos, que abrem inscrições este ano.

O lançamento do edital conta com o apoio do governo do Estado, atráves da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour.


SERVIÇO

CARAVANA RUMOS ITAÚ CULTURAL

O que? Edital Rumos Educação, Cultura e Arte - Aula espetáculo com Antonio Nóbrega Mátria, Uma Outra Linha de Tempo Cultural

Quando? 16 de junho, quinta-feira - 20 horas

Onde? Teatro Plácido de Castro - Avenida Getúlio Vargas, 2703 – Bosque - Tel: (68) 3224 6890 - Entrada franca (482 lugares)

** Ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência

Declarar Ayahuasca Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira. Desafios frente as dificuldades e limitações de atender os critérios do Iphan

Por Prof. Dr. Juarez Duarte Bomfim (1)

Introdução

Nos dias 26 e 27 de maio de 2011 foram realizadas em Rio Branco – Acre, reuniões técnicas do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) com representantes da Câmara Temática de Culturas Ayahuasqueiras e da Câmara Temática do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco.

O Iphan é o órgão federal vinculado ao Ministério da Cultura que tem como missão a proteção, preservação, promoção e salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.

As reuniões trataram da política e da abordagem aplicadas ao patrimônio imaterial e contaram com a participação de técnicos do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, especialistas nas políticas de promoção e salvaguarda dessa categoria de bens.

No primeiro dia (26/05/2011) foi realizada uma Oficina com a apresentação da Política de Patrimônio Imaterial e da metodologia INRC — Inventário Nacional de Referências Culturais, como instrumento de identificação do patrimônio imaterial.

No segundo e último dia (27/05/2011) se tratou especificamente do INRC Ayahuascacom representantes das instituições ayahuasqueiras representadas.

O principal motivo dessas reuniões técnicas foi de dar andamento ao pedido deregistro da Ayahuasca como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira.

Histórico do processo

Em 30 de abril de 2008 foi entregue o pedido de reconhecimento do uso daAyahuasca em rituais religiosos como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira ao então Ministro da Cultura Gilberto Gil. O documento vinha assinado por representantes responsáveis pelas Fundações Culturais do Estado do Acre e do Município de Rio Branco e pelos dirigentes das instituições religiosas que integram os três troncos fundadores das doutrinas ayahuasqueiras tradicionais: CICLU Alto Santo, Casa de Jesus - Fonte de Luz (“Barquinha”) e União do Vegetal. Essas instituições prosseguem a missão iniciada pelos mestres fundadores Raimundo Irineu Serra, Daniel Pereira de Mattos e José Gabriel da Costa.

No documento, é solicitado ao senhor Ministro da Cultura que, através do Iphan, instaure o processo de reconhecimento do uso da Ayahuasca em rituais religiosos como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira. A justificativa expressa na petição é de que a utilização ritual da ayahuasca em doutrinas religiosas preenche os quesitos que a caracterizam como patrimônio imaterial, considerado como “práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que comunidades ou grupos reconhecem como parte integrante do seu patrimônio cultural”.

O objetivo de tornar Ayahuasca Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira é de ver as culturas ayahuasqueiras reconhecidas como parte indissociável do tecido social do país e de lutar pelo pleno reconhecimento de seus legítimos direitos culturais e religiosos, conquistando, assim, o deslocamento da questão da ayahuasca do Gabinete da Presidência da República/Confen, para o Ministério da Cultura. O reconhecimento da dimensão sociocultural do uso ritual da ayahuasca.

A política de preservação do Patrimônio Imaterial brasileiro é recente, foi instituída pelo Decreto federal 3.551 de 2000. A ação institucional é pensada na forma de identificação,registro e salvaguarda do bem cultural.

No caso da cultura da ayahuasca, merece destaque o dispositivo institucional de salvaguardar o bem cultural no intuito de “propiciar e garantir as condições de existência do bem cultural em seus aspectos materiais e simbólicos” e da “defesa de direitos”.

É fundamental a salvaguarda e defesa de direitos do uso religioso da ayahuasca pois, historicamente, tem sido constrangedor e incerto para as organizações ayahuasqueiras signatárias que as suas práticas sejam tuteladas e vigiadas pelo aparato policial do Estado e, assim, não gozem do pleno direito constitucional de liberdade religiosa.

Só existe comparativo histórico de perseguições e discriminações semelhantes ao que sofrem as religiões ayahuasqueiras na atualidade as proibições e restrições aos cultos afro-brasileiros num passado recente — cujas ultimas medidas governamentais restritivas foram abolidas apenas na década de 1970.

Daí que a estratégia político-institucional proposta para salvaguardar o bem cultural denominado cultura ayahuasqueira passa a ser de reivindicação da sua patrimonialização pelo governo brasileiro.

Eis a importância de declarar Ayahuasca Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira: salvaguardar a religiosidade de um povo das discriminações e perseguições do Estado e da intolerância religiosa de parcelas da sociedade civil que não a reconhece nem legitima.

A petição feita em abril de 2008 vem culminar todo um processo de valorização cultural e de patrimonialização da cultura ayahuasqueira no Estado do Acre, levado a cabo pelo governo estadual e pela municipalidade de Rio Branco.

Ainda no ano de 2006, o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal - Alto Santo foi tombado por decretos simultâneos do governador e do prefeito como patrimônio histórico e cultural do Acre e de Rio Branco. O poder público reconheceu a relevância histórica e cultural desta instituição para a formação da doutrina do Daime, bem como para a formação da própria sociedade acreana, reunindo elementos de cultura material e imaterial que evidenciam o sincretismo amazônico em suas variadas vertentes.

Antes, junho de 2005, foi criada a primeira Área de Proteção Ambiental (APA) do Acre na Vila Irineu Serra, a Aparis – Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra

A Vila Irineu Serra existe há mais de 65 anos e foi ali que o mestre Irineu fundou o CICLU Alto Santo. A Área de Preservação Ambiental Raimundo Irineu Serra (Aparis), com cerca de 1,2 mil hectares, forma a maior área verde da bacia do igarapé São Francisco, na cidade de Rio Branco.

Compreende-se assim que nos últimos anos tanto o Governo do Estado do Acre quanto a Prefeitura de Rio Branco têm buscado desenvolver ações com caráter prioritariamente cultural e ambiental de como reconhecer e valorizar as comunidades religiosas ayahuasqueiras.

Neste sentido, são dignos de registro dois eventos ocorridos em 2010 que confirmam esta postura governamental. O primeiro foi o “Seminário das Comunidades Tradicionais da Ayahuasca. Construindo políticas públicas para o Acre”, entre 12 e 15 de abril, sendo concluído com o significativo ato da Assembléia Legislativa do Acre que, em sessão especial, homenageou os fundadores das três organizações religiosas originais e mais tradicionais no uso da ayahuasca no país, com a concessão dos títulos de cidadãos acreanos (in memorian) aos mestres Raimundo Irineu Serra (maranhense), Daniel Pereira de Mattos (maranhense) e José Gabriel da Costa (baiano).

Assim, a solicitação de declarar Ayahuasca como Patrimônio Cultural Brasileiro seria o coroamento dessas ações de valorização e de patrimonialização da cultura ayahuasqueira brasileira — já iniciada há anos no Estado do Acre.

Surpreendente é que nunca em toda a história recente da patrimonialização de bens culturais imateriais no Brasil um pedido de registro de um bem cultural causou tanto impacto junto à imprensa e opinião pública brasileira quanto o da ayahuasca. O processo nascia sob o estigma da polêmica. Devido a estas fortes reações, não seria surpresa que resistências ao andamento do processo surgissem dentro do próprio órgão governamental, através de entraves burocráticos. Tomara que não seja este o caso.

Andamento do pedido de registro

Como prometido, o ministro Gilberto Gil encaminhou o pedido de registro da Ayahuasca como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira ao Iphan. Todavia o pedido não foi em um primeiro momento aceito.

Segundo Julia Otero dos Santos: “Em reunião realizada em 26/11/2008, a Câmara do
Patrimônio Imaterial recusou o registro da Ayahuasca como patrimônio cultural do Brasil sob a alegação de que o pedido não representaria elementos suficientes para a identificação do objeto do Registro em relação às categorias e critérios estabelecidos pelo Decreto 3551/2000. Segundo a ata da reunião, “comidas, bebidas, assim como crenças, filosofias e teologias, não constituem em si bens culturais passíveis de Registro, mas sim, referências para a produção e reprodução de processos, representações e práticas culturais”.

Ainda segundo o documento, no caso em questão caberia uma “investigação dos usos rituais da Ayahuasca e seu papel na constituição de referências culturais para os grupos sociais envolvidos”. Sugere-se, assim, “a realização de um inventário amplo acerca dos rituais em que se faz uso da Ayahuasca, a partir de sua origem indígena, até os dias atuais”.

Dessa maneira, o pedido de registro não foi aceito, como era esperado pelas instituições signatárias, nem rejeitado, pois ao recomendar o inventário o Iphan sinaliza a possibilidade futura de aceitação do registro. Porém, é aí que surgem os desafios, dificuldades e limitações teórico-metodológicas para atender a esses critérios.

Metodologia proposta pelo Iphan

Nas reuniões técnicas realizadas em Rio Branco-Acre, o Iphan apresentou a metodologia sugerida para realização do Inventário da Ayahuasca, denominado INRC -Inventário Nacional de Referências Culturais, enquanto instrumento de identificação do patrimônio imaterial.

Como é longa e complexa a descrição da metodologia, suas etapas e procedimentos, buscaremos fazer uma síntese das mesmas, correndo o risco de simplificações e omissões.

A linguagem abstrata, em “antropologuês”, também é um dificultador do pleno entendimento do que se solicita.

É requerido um levantamento extensivo, com identificação e descrição de bens culturais, realizado de forma sistemática, detalhada e exaustiva.

O objetivo do inventário é de produção de conhecimento e a realização de diagnósticos sobre os diversos domínios da vida social das comunidades envolvidas, “aos quais são atribuídos sentidos e valores que constituem referências de identidade para os grupos sociais”.

Para o escopo metodológico se requer a delimitação do contexto de pesquisa, sua orientação territorial e temática; assim como a contextualização socioeconômica, geográfica e histórica.

Considera-se que a realização do inventário só será possível com a anuência, participação e mobilização das comunidades interessadas e a constituição de equipes adequadas de pesquisa.

As fases do Inventário são constituídas de levantamento preliminar, identificaçãoe documentação do bem cultural, da seguinte maneira: (a) sistematização de informações disponíveis em material bibliográfico e audiovisual sobre o universo a inventariar; (b) aprofundamento do conhecimento sobre o bem cultural, por intermédio de pesquisa de campo e (c) sistematização, em diferentes suportes e mídias, do conhecimento produzido nas etapas do levantamento preliminar e da identificação.

Para realização do inventário proposto, se faz necessário a definição do projeto, a constituição da equipe de pesquisa e as fontes de financiamento de tal empreendimento intelectual.

O Inventário da Ayahuasca

Quando o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan apresentou a proposta metodológica de construção do projeto de Inventário da Ayahuasca (INRC Ayahuasca), surgiram as dúvidas e o espanto quanto ao tamanho e dimensão do empreendimento solicitado pelo órgão federal.

Como a Câmara do Patrimônio Imaterial havia sugerido a realização de um amplo inventário acerca dos rituais em que se faz uso da Ayahuasca, desde a sua origem indígena até os dias atuais, a proposta apresentada pelos técnicos do Iphan dividia o (futuro) projeto em três campos de pesquisa: campo dos originários, campo Tradicional ou Tradicionalista e campo eclético ou neo-ayahuasqueiro.

É delimitado o Estado do Acre como recorte territorial e ressaltada a importância do diálogo e articulação com as comunidades como base para realização do Inventário.

Bem, é aí que surgem os desafios frente as dificuldades e limitações para atendimento aos critérios do Iphan.

Recapitulando...

O pedido de registro da Ayahuasca foi feito por três proponentes do denominadoCampo Tradicional. Logo, ainda em 2008, indígenas dos povos Pano, situados no Estado do Acre, reivindicaram a participação no processo de reconhecimento da Ayahuasca como bem imaterial. O secretário executivo do Ministério da Cultura, à época, Alfredo Manevy, assim se manifestou: “Vamos reconhecer o uso religioso da Ayahuasca, mas relacionado com a sua dimensão cultural. E a participação das lideranças indígenas nesta discussão é fundamental, tendo em vista que eles são os protagonistas de sua utilização, e foram eles que permitiram a difusão do seu uso para fins religiosos”.

Com isto, o denominado Campo dos Originários era incluído no processo e futuro projeto para o Inventário.

Como há em curso no país um fenômeno denominado de neo-ayahuasqueiro, isto é, usos rituais, porém não tradicionais da ayahuasca, este movimento difuso foi incluído também na forma de um terceiro campo de pesquisa, designado como Campo eclético ou neo-ayahuasqueiro.

Porém, é na constituição de um leque tão abrangente do que se considera “uso ritual da ayahuasca” que surgem as dificuldades e limitações de execução do Inventário. Vejamos.

Começaremos a análise das dificuldades e limitações para a consecução do Inventário discorrendo sobre o denominado Campo Tradicional. Como foram essas três instituições ayahuasqueiras os signatários do pedido de registro, considera-se que por parte dessas comunidades — seus dirigentes e membros participantes — haverá total anuência, participação e mobilização em disponibilizar os meios para o Inventário dos bens culturais. Todavia, há limites.

Estas são comunidades religiosas de tradição oral, exotéricas e esotéricas, que, segundo um dito emblemático de uma dessas organizações: “não é secreta, mas discreta”. E a discrição tem sido ao longo das décadas uma reserva e proteção dessas organizações perante discriminações, preconceitos e intolerância religiosa existentes em parcelas do Estado e da sociedade civil brasileira.

A tradição oral resultou também na existência de poucos documentos escritos e escassos registros audiovisuais que, quando existem, são para uso reservado, interno. Dessa forma, os dirigentes destas organizações terão de ser convencidos da “cessão de direito de uso de voz, imagem, informações e registros audiovisuais”, pois os resultados dos inventários passarão a ser propriedade do Iphan. Isto resultará em uma mudança de paradigma na existência dessas instituições religiosas.

É digno de registro que duas das organizações signatárias têm um acervo documental muito bem estruturado: o Centro Espírita e Culto de Oração “Casa de Jesus – Fonte de Luz” (Barquinha) conta com a Casa de Memória Daniel Pereira de Mattos e uma capacitada equipe de pesquisadores; o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal conta com um organizado Departamento de Memória e Documentação. A mais antiga das casas, o CICLU Alto Santo, atualmente é carente desses recursos, pois o Memorial Irineu Serra encontra-se fechado, necessitando de reformas estruturais.

Dificuldades e limitações para realização do Inventário da Ayahuasca

Como já foi dito, para o levantamento preliminar, identificação e documentação do bem cultural organizado na forma de Inventário da Ayahuasca, é requerido a elaboração do projeto, constituição da equipe de pesquisadores e o financiamento do projeto.

É aí que surgem as dificuldades e limitações de recursos humanos, técnicos e financeiros.

A equipe de pesquisadores deverá ter caráter multidisciplinar, composta por profissionais das áreas de Ciências Sociais, História, Arqueologia, Letras, Museologia, Arquitetura e Geografia, sob a coordenação de um profissional de Ciências Sociais,antropólogo ou historiador.

Não será fácil selecionar uma equipe assim, de pesquisadores da ayahuasca. Não há uma oferta elástica de recursos humanos capacitados e especializados nesta área de conhecimento em todo o Brasil nem no Acre. Porém, a constituição de tal equipe não é tarefa impossível.

Esta equipe terá como responsabilidade produzir conhecimento e documentação sobre o bem cultural — o uso ritual da ayahuasca. A descrição pormenorizada do bem cultural, pesquisas bibliográfica e documental, produção de registros audiovisuais de caráter etnográfico, avaliação das condições em que o bem se encontra e proposição de ações para a salvaguarda do bem.

O produto intelectual a ser entregue ao Iphan por esta equipe de pesquisadores deverá ser de um texto dissertativo, fotografias e outros documentos audiovisuais pertinentes e dois vídeos-documentários (15 e 60 minutos respectivamente).

Quais as fontes de financiamento de um projeto de tal magnitude? Apontar a perspectiva de participar de editais do ministério da Cultura é imprevisível e incerto.

Daí que aumenta a responsabilidade das instituições culturais envolvidas e os respectivos governos federal, estadual e municipal. Conta e muito a vontade política do governo brasileiro, do Estado do Acre e do Município de Rio Branco — através do Iphan-Acre, Fundação Elias Mansur e Fundação Garibaldi Brasil — de levar adiante o projeto de patrimonialização da cultura da ayahuasca, mesmo com todas as dificuldades colocadas numa série de complexas e extensas exigências por parte da Câmara do Patrimônio Imaterial do Iphan.

O Governo do Acre e o Município de Rio Branco, que desde 2006 desenvolvem uma política de valorização e patrimonialização das comunidades ayahuasqueiras, têm agora pela frente o seu maior desafio.

A expectativa é que estas instituições envidem esforço locando e disponibilizando recursos humanos, técnicos e financeiros para a constituição da equipe de pesquisa, materiais de consumo, equipamentos de qualidade para os registros audiovisuais e a produção dos vídeos-documentários.

Importante se faz a sensibilização e envolvimento de organismos internacionais neste projeto, principalmente a Unesco — Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Todavia, mesmo atendendo-se essas mínimas e necessárias exigências, outras dificuldades e limitações de ordem teórico-metodológica surgem quando o foco se amplia e passa a ser da organização do Inventário também no Campo dos Originários e no Campo eclético ou neo-ayahuasqueiro.

Isto sem falar nas enormes dificuldades e limitações de ordem técnica, logística, financeira, geográfica etc. de pesquisar e inventariar dois campos tão vastos.

Não será possível “reinventar a roda”, só será possível realizar a contento a pesquisa nestes dois campos assumindo as limitações técnico-metodológicas e a equipe de pesquisadores se basear, e muito, na bibliografia acadêmica e fontes documentais já organizadas e existentes.

O Inventário da Ayahuasca no Campo dos Originários

Como foi dito, indígenas dos povos Pano, do Estado do Acre, reivindicaram a participação no processo de reconhecimento da Ayahuasca como bem imaterial. Nada mais legítimo do que o envolvimento de etnias indígenas ayahuasqueiras na execução deste projeto. Apesar de Júlia Otero dos Santos questionar: “por que supor que a Ayahuasca é desde sempre (ou, primariamente) indígena? A continuidade entre origem indígena e uso religioso não deve ser tomada como óbvia”.

Pela literatura existente, sabe-se que o uso da ayahuasca aparece em grande parte das narrativas míticas dos povos Pano, Aruaque e Tucano. Estima-se em mais de uma dezena as comunidades indígenas que dela fazem uso no Acre.

Como não nos sentimos com competência em discorrer sobre o assunto — o uso da ayahuasca no Campo dos Originários — cabem apenas algumas reflexões sobre as dificuldades e limitações que a equipe de pesquisadores deverá enfrentar.

O tamanho do empreendimento: o Estado do Acre ocupa uma área de 152.581,4 km², com escassas vias de acesso, sendo que no inverno amazônico muitas localidades ficam isoladas ou de difícil alcance.

O custo elevado de recursos humanos, materiais e financeiros para realização da pesquisa (inventário) numa área geográfica tão vasta é um dificultador considerável da pesquisa.

Uma pergunta: qual a prioridade na agenda de interesses das comunidades indígenas ditas ayahuasqueiras de patrimonializar o uso ritual da bebida? Imersos em grandes problemas como erradicação da pobreza, combate a doenças, desmatamentos, sustentabilidade etc., questiona-se se as comunidades ditas originárias estão dispostas aparticipar e se mobilizarem em disponibilizar os meios para o Inventário dos bens culturais sugeridos.

Os órgãos de cultura federal e estadual — Iphan-Ac e FEM — têm competência e condições de desenvolver o trabalho de pesquisa nesta vasta área humana e territorial? Ou terão que recorrer ao apoio de outras organizações como Funai, Secretaria de Turismo do Acre etc.? Como sensibilizar essas organizações a participar?

Quanto maior o número de órgãos públicos envolvidos em um projeto ou programa, mais aumentam os problemas de ordem administrativo-burocrático, além do risco de rivalidades e o “ciúme organizacional”. Mas este já é outro problema. Devemos sim apostar na competência da equipe de pesquisadores.

O tempo de pesquisa. Este empreendimento, com as suas múltiplas fases — definição do projeto, a constituição da equipe de pesquisa e as fontes de financiamento,levantamento preliminar, identificação e documentação do bem cultural — é um trabalho para no mínino cinco anos, a contar do início do trabalho dos pesquisadores e existência de recursos de custeio. Isto se constitui em condições otimizadas para a equipe de pesquisadores. Entretanto, para as comunidades tradicionais da Ayahuasca que anseiam patrimonializar e salvaguardar o bem cultural, este longo período de espera pode ser frustrante.

O Inventário da Ayahuasca no Campo dos Ecléticos ou neo-ayahuasqueiros

Todos esses desafios, dificuldades e limitações elencados nesta breve comunicação aumentam, ampliam-se quando se pretende realizar a pesquisa no denominado Campo dos Ecléticos ou neo-ayahuasqueiros.

Existe uma pequena literatura acadêmica sobre este fenômeno urbano brasileiro, porém insuficiente. As dúvidas e questionamentos feitos acima, sobre as dificuldades e limitações de pesquisa no Campo dos Originários, elevam-se a uma quase infinidade quando se desloca a questão para o Campo dos neo-ayahuasqueiros. Vejamos.

O fenômeno denominado neo-ayahuasqueiro ocorre fora dos limites geográficos do Estado do Acre, apesar de ter suas conexões locais, principalmente para obtenção por alguns esses grupos sociais da bebida ayahuasca. Isto gerou uma grande preocupação ambiental que levou o Acre a criar uma regulamentação rigorosa sobre a saída das plantas e da bebida do seu território, no ano de 2010.

Além disso, muitos desses grupos, notadamente os menores, não cumprem a deontologia recomendada pela Resolução nº 1 do Conad, de 25/01/2010 no que diz respeito a não comercialização da bebida ayahuasca.

Para não repetir o que já foi dito no texto acima, faremos aqui apenas uma breve reflexão teórico-metodológica: foi pedido ao Iphan o registro do uso ritual da Ayahuasca como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, recordam?

Todavia, em relação aos grupos neo-ayahuasqueiros, suas práticas, pretensos rituais etc., são processos sociais recentes que, apesar de serem passível de legitimação, não se constituem ainda enquanto cultura, no máximo cultura em formação.

Pergunta: o que será aí inventariado? Beber ayahuasca para meditar com música new age de fundo? “Rituais” budistas, umbandistas, orientalistas, xamânicos... de um imenso mercado da fé, com um menu vastíssimo onde, se aquele grupo tiver acesso à bebida, dela utilizará?

Existem alguns grupos ecléticos dignos de registro e realização de inventário. Caberá a equipe de pesquisadores saber discernir quais as manifestações de fato significativas.

Urge ser repensado e melhor equacionado o trabalho de pesquisa e inventário no designado Campo eclético ou neo-ayahuasqueiro, sob risco de inviabilidade do desenvolvimento e andamento do processo de pedido de registro do uso ritual da ayahuasca.

O que registrar como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

A reunião da Câmara do Patrimônio Imaterial que recusou o registro da Ayahuasca como patrimônio cultural do Brasil alegava, entre outras coisas, que “comidas, bebidas, assim como crenças, filosofias e teologias, não constituem em si bens culturais passíveis de Registro, mas sim, referências para a produção e reprodução de processos, representações e práticas culturais”.

Algo semelhante aconteceu com o prosaico bolinho de feijão da gastronomia baiana — acarajé — que ninguém dúvida que é parte constitutiva da cultura brasileira. Entretanto, o que foi oficialmente patrimonializado intitula-se Ofício de Baiana de Acarajé e não o delicioso quitute em si. Algo semelhante também está sendo pensado para a patrimonialização da capoeira.

No caso da Ayahuasca, o que registrar e onde registrar?

O preparo (feitio) da bebida Ayahuasca, no Livro dos Saberes? Os rituais religiosos, no Livro das Celebrações? Os hinos, salmos e chamadas no Livro das Formas de Expressão? Ou os santuários religiosos no Livro dos Lugares? Acreditamos que não faltará sensibilidade e criatividade para a resolução deste bom problema apresentado.

Conclusão

Passados exatos 36 meses da solicitação de patrimonialização da Ayahuasca, finalmente acontece a primeira reunião do Iphan com os interessados para tratar do andamento do processo. Se por um lado esta ação governamental é positiva, o longo tempo de espera e as enormes exigências para o Inventário frustram e decepcionam as organizações sociais envolvidas.

Foi dito e repetido no evento uma frase lapidar, proferida por um porta-voz institucional: “se complicar demais, retiramos a queixa”, isto é, aventou-se a possibilidade das três organizações ayahuasqueiras retirarem o pedido de registro da Ayahuasca como Patrimônio Cultural Brasileiro.

Com ou sem a patrimonialização, o certo é que estas doutrinas religiosas tradicionais, que existem a décadas na Amazônia brasileira, continuarão a desenvolver a sua missão de progresso material e promoção espiritual daqueles que as procuram, disseminando as mensagens de Paz, Amor, Verdade e Justiça para toda a humanidade.

Saberão resistir a discriminações, perseguições e intolerância religiosa de parcelas do Estado e da sociedade civil — como sempre fizeram, pois são de fato partes constitutivas da sociedade e cultura nacional.

Entretanto, entre a posição de “retirar a queixa” ou manter acesa a chama da esperança, felizmente esta última foi predominante entre as organizações signatárias, assim como o esforço que farão para cumprir os requisitos exigidos pelo órgão federal.

Que este — o Iphan — faça a sua parte, assim como a Fundação Garibaldi Brasil, Fundação Elias Mansur e quiçá, a Unesco.

Há um hino doutrinário que afirma: “havendo força de vontade, nada para nós é custoso”. Fazemos votos que a vontade política dos agentes sociais envolvidos rompa as barreiras, dificuldades e limitações existentes e que possamos, um dia, comemorar a justa declaração da Ayahuasca como Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira.

Bibliografia consultada

http://colunamiolodepote.blogspot.com/2011/03/historia-politica-recente-da-ayahuasca_29.html

http://altino.blogspot.com/2008/05/ayahuasca.html

http://altino.blogspot.com/2006/09/alto-santo.html

http://altino.blogspot.com/2005/04/preservao-ambiental.html

http://altino.blogspot.com/2005/07/do-barulho.html

http://altino.blogspot.com/2010/04/aos-mestres-da-ayahuasca.html

http://issuu.com/fgb.comunicacao/docs/revistaayahusca?mode=embed&layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&showFlipBtn=true

http://www.neip.info/html/objects/_downloadblob.php?cod_blob=1008

http://www.cultura.gov.br/site/2010/08/27/liderancas-indigenas-pano-querem-tombamento-da-ayahuasca/

http://xa.yimg.com/kq/groups/18230488/1139097208/name/patrimonialização_ayahuasca.pdf

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaInicial.do

(1) Juarez Duarte Bomfim é Professor-Adjunto da Uefs, pesquisador da ayahuasca e tem doutorado na área de patrimônio cultural.

Blog de Juarez Duarte Bomfim

http://www.jornalgrandebahia.com.br/materia/31466/declarar-ayahuasca-patrimonio-imaterial-da-cultura-brasileira

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Edital para participar da Revista Ubá

Câmara Temática de Humanidades e Historiografia Acreana informa:

Edital

O conselho editorial da revista Ubá - Revista de História do Acre, no uso de suas atribuições, torna público o processo seletivo dos textos que farão parte da 1ª edição da citada revista, quando serão apreciados os seguintes critérios:

1. Os trabalhos devem ser relacionados ao tema da revista, o qual se intitulará História do Acre, como também devem se enquadrar nas seguintes modalidades: artigos, relatos de história de vida, resenhas e crônicas;

2. Os escritos devem conter, no mínimo, uma (1) lauda e, no máximo, três (3) laudas. O texto deverá ser escrito com a Fonte Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5.

3. Será facultada aos autores a possibilidade de inserção de, no máximo, duas imagens, pertinentes ao texto, as quais devem ser enviadas em formato JPEG, apresentadas com alta resolução.

O presente edital ficará aberto durante o período de 3 de junho até 3 de julho de 2011.

Os trabalhos deverão ser enviados em arquivo World ou RTF para o endereço eletrônico: revistauba@gmail.com

Os textos aprovados serão revisados e, após, publicados sem retorno ao autor.


Rio Branco, 02 de junho de 2011.


Elias Pedroso da Silva
Articulador da Câmara Temática de Humanidades e Historiografia Acreana, do Conselho Municipal de Políticas Culturais

Para quaisquer esclarecimentos entrar em contato com revistauba@gmail.com. 3221-7370

Pausa inesperada

O clima tropical tem dessas coisas. Está um sol danado de queimar os neurônios quando, de repente, cai a maior chuva. Infelizmente, por causa da chuva repentina do sábado, dia 11, não aconteceu a Feira do Sebo da FGB. Mas, no próximo sábado, dia 18, se São Pedro ajudar, com certeza teremos a nossa Feira do Sebo. No horário de sempre: das 17h às 20h, na Praça Povos da Floresta.

Não deixe de dar uma passadinha por lá. Quem sabe você pode encontre um tesouro literário?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nota de Esclarecimento

Comunicamos aos proponentes de projetos inscritos no Edital 2011 da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que está aberto o prazo para interposição de recurso, o período de 9 a 16 de junho, 5 (cinco) dias úteis contados a partir da divulgação oficial do resultado.

Informamos ainda que o recurso deverá ser apresentado por escrito, em duas vias, e protocolado nesta Fundação, direcionado à Comissão de Avaliação do referido Edital.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O resultado da Lei de Incentivo

Saiba os projetos aprovados no edital 2011 da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Rio Branco

Como o próprio nome diz, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Rio Branco serve para impulsionar financeiramente as práticas das áreas de Patrimônio Cultural, Esporte e Arte. Ao mesmo tempo, a Lei estimula a iniciativa privada, através de renúncia fiscal, a apoiar a cultura local.

Bem, vamos deixar de conversa fiada e partir para o que interessa:

Clique aqui e baixe a lista dos projetos aprovados neste edital. Boa sorte!

5º Arraiá da União

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gestores Municipais de Cultura da região norte se reúnem em Manaus*

*Matéria extraída do Boletim Virtual da Representação da Região Norte do Minc

Os dirigentes das capitais dos Estados da Região Norte e a presidente da Fundação Municipal de Cultura e Arte de Manaus Lívia Mendes, se reuniram na última quarta-feira, dia 01, no Centro de Arte da Universidade Federal do Amazonas (CAUA) para discutir uma pauta específica com os representantes do Ministério da Cultura, fazendo valer o custo amazônico. Além de debater com os articuladores e formuladores das políticas de cultura, os dirigentes do norte contaram com a presença da Ministra Ana de Hollanda. A Ministra esclareceu o processo de articulação entre os poderes para se implementar uma política de Estado por meio do Plano Nacional de Cultura, capaz de dialogar com outras agendas de poder.

O Encontro resultou na institucionalização do Fórum de Gestores Municipais de Cultura da Região Norte, que tem por objetivo, segundo seus organizadores, ampliar o diálogo com fóruns e dirigentes de cultura de Estados e Municípios de todo o país, visando o fortalecimento das ações e programas já existentes, para repactuar novas estratégias e iniciar futuras parcerias.

Ao fim do Encontro, a ministra chamou atenção de todos para a necessidade dos Estados e Municípios repensarem suas práticas culturais considerando a cultura não mais como "um aspecto" ou "variante de análise", mas como matriz de desenvolvimento. Sendo assim, é necessário que os Estados e Municípios se integrem ao Sistema Nacional de Cultura. No Amazonas, dos 62 municípios, apenas Codajás e Presidente Figueiredo já aderiram ao Sistema.

Segue abaixo a Carta de Manaus, documento redigido e aprovado pelos dirigentes ao final do encontro.

CARTA DE MANAUS

O Brasil, historicamente, tem dívidas com a Amazônia. O novo Pacto Federativo celebrado pelos Entes Republicanos nos termos do Plano Nacional de Cultura (PNC) requer dos seus agentes públicos participação e articulação junto ao Estado e Sociedade mediados por representações parlamentares e do movimento social organizado.

A nossa Amazônia, além de concentrar a maior densidade dos recursos ambientais acumula também diversidade cultural presente nas culturas tradicionais dos quilombolas, indígenas, seringueiros, caboclos e outras formas de pensar, agir e sentir, que denunciam nossas identidades fundamentadas no imaginário regional conectado à cultura nacional.

O PNC, sob a lógica das Políticas Públicas para a Amazônia, pauta-se numa nova prática política republicana orientada por conceitos e valores democráticos, que promova a cidadania cultural, a unidade na diversidade, respeitando a especificidade de cada unidade federativa.
A cultura, por sua vez, agrega valores simbólicos, sociais, econômicos e direitos culturais que balizam a formulação de políticas capazes de definir uma agenda de ações pautada no regime de colaboração entre os poderes públicos e privada, à luz da matriz da cultura inspirada no rio das Amazonas, que além de irrigar os territórios, alimenta também a esperança das culturas e suas representações materiais e simbólicas.

Em Manaus, reunidos no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas, no dia primeiro de junho de dois mil e onze, os gestores Municipais de Cultura de Manaus, Rio Branco, Palmas, Porto Velho, com a presença do Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Manaus, o poeta Thiago de Mello, acompanhado do Secretário Executivo do Conselho de Política Cultural de Manaus, Jaime Pereira, o antropólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas Ademir Ramos e dos representantes do Ministério da Cultura na Região Norte, Delson Cruz, mais o Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, José Roberto Peixe, Secretária da Cidadania e Diversidade Cultural, Marta Porto, o Presidente da FUNARTE, Antonio Grassi, com a participação da Ministra Ana de Hollanda, juntos instituíram o Fórum de Gestores de Cultura das Capitais da Região Norte, que deliberaram:

1- Reuniões sistemáticas do Fórum de Gestores da região Norte, agregando gestores de Universidades, Instituições Financeiras, Sistema S e Agencias de desenvolvimento, além de outras Instituições com práticas transversais;

2- Acontecerá no mês de agosto, em Rio Branco/AC, a próxima reunião do Fórum, sendo coordenada pela diretora presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Eurilinda Figueiredo e pela Presidente da Fundação Cultural de Palmas, Kátia Maia Flores;

3- Realizar teleconferências entre os gestores das capitais da região Norte, utilizando-se dos recursos oferecidos pelo BASA e outras instituições para a viabilização das políticas culturais;

4- Promover a criação e implementação dos sistemas de informações e indicadores culturais dos municípios e estados do Norte do Brasil, articulados ao Sistema Nacional (SNIIC);

5- Fortalecer a proposta do Custo Amazônico aprovada na segunda Conferência Nacional de Cultura e

6- Formular e aprovar o regimento interno do Fórum de Gestores de Cultura das Capitais da região Norte na próxima reunião, em Rio Branco, Acre.

Manaus, 1º de junho de 2011

Fundação Municipal de Cultura e Artes - ManausCult
Lívia Regina Mendes

Fotos: Oder Sá

Carta do Movimento de Audiovisual de Rio Branco

SOBRE A CENSURA DA EXIBIÇÃO DO CURTA “EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO” DE DANIEL RIBEIRO NA ESCOLA ARMANDO NOGUEIRA E POSIÇÃO ADOTADA PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ACRE

Diversas entidades do Movimento de Audiovisual do Estado do Acre, entidades representativas do audiovisual nacional como o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, representando mais de 400 cineclubes distribuídos em todas as regiões do país, Associações Brasileiras de Documentaristas e Curtas – Metragistas de diferentes Estados do Brasil, Organização Mix Brasil, entre outras, manifestam sua indignação frente a censura imposta à exibição do filme “Eu não quero voltar sozinho” (2010), do diretor Daniel Ribeiro, na Escola Armando Nogueira, no Acre, e frente a posição assumida pela Assembléia Legislativa do Estado do Acre.

Infelizmente, atitudes como essa demonstram que mesmo após 26 anos do encerramento da ditadura civil-militar, o país ainda sofre com práticas autoritárias e atitudes arbitrárias e inconstitucionais que ferem a liberdade de expressão. Causa ainda mais espanto e perplexidade o fato de que atitudes desta natureza encontrem apoio e amparo em instituições que deveriam zelar pela democracia, pelo estado de direito e pelo respeito às normas constitucionais.

Assim repudiamos que os parlamentares acrianos que, sem debate aberto, censuraram e desqualificaram o valor artístico/cultural do filme de Daniel Ribeiro (produção premiada em festivais de todo o país) desconsiderando a contribuição pedagógica dada pela obra em questões relacionadas ao preconceito, tolerância e acolhimento dos diferentes e das diferenças.

Consideramos que com tal atitude de alguns dos deputados da Assembléia Legislativa do Acre, além de demonstrar despreparo para o exercício dos cargos para os quais foram eleitos, em nada auxiliam na construção de uma sociedade democrática e justa.

Neste contexto, estamos unidos na luta pelo respeito à diversidade cultural, pelos direitos de livre manifestação cultural e contra a CENSURA.

Filmes são feitos para serem vistos! NÃO CENSURADOS!

PELO IMEDIATO FIM DA CENSURA E RESTABELECIMENTO DAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS.
PELOS DIREITOS DO PÚBLICO! PELO ESTADO LAICO DE FATO!
NÓS SOMOS O PÚBLICO!
EM CASA SOMOS POUCOS, JUNTOS SOMOS TODOS !!!

RIO BRANCO, ACRE, 6 de junho de 2011

ASSINADO:

*CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES - CNC
*DIRETORIA REGIONAL NORTE DO CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES
*CÂMARA TEMÁTICA DE AUDIOVISUAL DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS CULTURAIS DE RIO BRANCO
*ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS E CURTA METRAGISTA SEÇÃO ACRE (ABDeC – SEÇÃO ACRE)
*ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS E CURTA METRAGISTA SEÇÃO PERNAMBUCO (ABDeC – SEÇÃO PERNAMBUCO)
* ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOCUMENTARISTAS E CURTA METRAGISTA SEÇÃO PARA (ABDeC – SEÇÃO PARA)
* ASSOCIAÇÃO DE CINEMA E VÍDEO DO AMAZONAS - ACVA/ABD-AM
ASSOCIAÇÃO DE CINEMA E VÍDEO DO CEARÁ ACVA/CE
* CURTA MINAS – ABD MG
* FESTIVAL DE CINEMA DA DIVERSIDADE SEXUAL MIX BRASIL
ASSOCIAÇÃO SAMAÚMA DE CINEMA E VÍDEO – RIO BRANCO
* ARTRIO PRODUÇÕES
* CINECLUBE OPINIÕES
* CINECLUBE COCAR
* CINECLUBE BARRACÃO
* CINECLUBE CINEMACRE
* ASSOCIAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS DO ACRE – AHAC
* DANIEL RIBEIRO, DIRETOR DE “EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO”

III Festival Etnográfico do Recife




Clique na figura para ampliar

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Feira do Sebo já está na praça


FGB retoma as atividades da feirinha aos sábados

Passada a época das chuvas, a Praça Povos da Floresta volta a receber a Feira do Sebo da Fundação Garibaldi Brasil (FGB). Rumo ao seu sexto ano consecutivo de atuação, começou a sua temporada de 2011 neste sábado, dia 4. Das 17h às 20h, o espaço onde fica a popular estátua de Chico Mendes cede a vez para os livros, vinis e revistas até o final de outubro.

Leitores de diversas idades, classes sociais e interesses literários, além dos transeuntes curiosos, reservaram alguns minutos da sua rotina para procurar, folhear e conhecer livros. O preço dos livros não ultrapassa o limite de R$10, sendo que é fácil encontrar boas obras custando R$1 ou R$2. Apesar de usados, os livros estão em boa conservação.

Um dos divertimentos de quem visita a Feira é a procura por livros. Olhar de um por um, a fim de encontrar ‘aquele’ livro que já se queria ou que acabou de conhecer. E assim, sai de lá com vários ‘novos livros usados’.


Em um coreto da praça – o mais próximo da Feira – fica um lugar especial para as crianças. Lá ficam gibis, livros de histórias infantis, brinquedos e a contação de história caprichada da coordenadora da atividade, Tânia Oliveira.

Para esta primeira edição, a Feira do Sebo também contou com agentes do projeto Jogos e Brincadeiras Tradicionais. Este projeto resgata as diversões infantis de antigamente, como amarelinha, jogo-da-onça, pula-corda, bonecos de pano, entre outras. De segunda a sexta-feira, a Feira do Sebo fica disponível no Parque Capitão Ciríaco e no Centro Cultural D. Neném Sombra.

Diversão para todas as idades
A estagiária, Maria Thainã, visitou a Feira do Sebo da FGB pela primeira vez e não deixou por menos: comprou cincos livros comprados, entre ficções e didáticos. “Costumo visitar o site da Agenda Cultural do portal da Agência de Notícias e lá vi que haveria a Feira. Estou conhecendo o ambiente e na próxima vez trarei meu irmão de nove anos para brincar nas atividades oferecidas.”, afirma.

Dúvidas sobre a Feira do Sebo, doações de livros e as demais atividades ligadas à FGB, basta ligar para 3224-0899.



Uma noite literária para os namorados

Dos casais enamorados aos solteiros românticos e, principalmente, os amantes da boa literatura já têm encontro marcado no “Sarau: As palavras são para... filosofia”. Dia 10 de junho, numa sexta-feira, a partir das 19h, o espaço da Biblioteca da UFAC recebe o acontecimento.

Pretende-se com este evento sensibilizar a juventude atual para despertar o gosto pela leitura filosófica e literária, dialogando com o tradicional e o moderno, falando do amor na Idade Antiga e Contemporânea.

A idéia é questionar o que os antigos pensavam sobre o amor e o que a modernidade entende por este sentimento aparentemente banal e ao mesmo tempo tão significativo. Nada melhor do que aproveitar esta data comemorativa do Dia dos Namorados para falar do amor do ponto de vista filosófico e não do ponto de vista da opinião.

Será oferecido um espaço vivo com atividades voltadas para o incentivo à leitura, a oralidade e a escrita. Com a participação de professores, mediadores de leitura, contadores de história, bibliotecários, leitores e alunos.

Agenda – Sarau: As palavras são para... Filosofar

Tema: O que é o amor e a possibilidade eterna dessa paixão.
Data: 10/06/2011
Local: Espaço da Biblioteca da UFAC
Realização: CFCH, Coordenação do Curso de Filosofia, Alunos do Curso de Filosofia e Biblioteca da UFAC
Parceiros: Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Livraria Paim, Livraria Betel, Professores do Curso de Filosofia da UFAC, EDUFAC, Sintest, Curso de Letras da UFAC e Arquivo Geral da UFAC

Programação:
19h – Abertura com o poema Soneto de Fidelidade de Vinícius de Moraes, boas vindas, falar da organização do evento, e agradecer aos patrocinadores e colaboradores.
19h15 – Roda de conversa com o Prof. Dr. João Lima, falando do amor na Idade Antiga, a partir da obra O Banquete.
20h – Música: “Fico assim sem você” - cantada por Vanessa Oliveira, seguida de sorteio de livros.
20h30 – Roda de conversa com o Prof. Dr. Miguel Ângelo, falando do amor na Idade Contemporânea, a partir da “A visão amorosa de Roland Barthes”.
21h – Encerramento com a Contação de História: “As mil e uma Noites” com o contador de história Edmilson Pereira Júnior e sorteio de livros de literatura e filosofia. Cortesia das Livrarias: Paim e Betel.

Edital do programa Rumos Educação, Cultura e Arte (2011-2013) do Instituto Itaú Cultural

Por Jonilson Oliveira
Ponto Cultura de Ouro
Pontão Trans-Xingu-Tapajós

O Instituto Itaú Cultural abre inscrições para o edital do programa Rumos Educação, Cultura e Arte, edição 2011-2013. O programa busca apoiar a formação de profissionais que desenvolvem propostas diferenciadas nos campos da cultura e da arte por meio da educação não formal. Pretende-se, assim, contribuir para a continuidade e o aperfeiçoamento das ações existentes e para a criação de outras práticas de convergência em cultura, educação e arte, em todo o país. Para fins do regulamento deste edital, é considerado educação não formal toda atividade educativa que acontece fora do contexto escolar.

Saiba tudo sobre o edital: regulamento, características, como enviar os relatos, prêmios, demais informações no site www.itaucultural.org.br/rumos

Público alvo: educadores sociais, arte-educadores, educadores, artistas, artistas-formadores, mestres de educação popular, mediadores e agente culturais. IMPORTANTE: esses profissionais podem ter formação diversificada, inclusive autodidadata e não escolar ou acadêmica.

O candidato para se inscrever deve preencher o formulário com um relato de experiência (por escrito ou em áudio ou vídeo). A experiência deve ter tido início em data anterior a março de 2010 e estar em andamento até, pelo menos, 30 de junho de 2011. O formulário está disponível no site mencionado.

Prêmios: Os proponentes dos projetos (relatos) selecionados receberão R$ 10.000,00; viagens de formação e ações de difusão, com o intuito de socializar as experiências e formar redes de colaboração.
Prazo de inscrição: até 30 de junho de 2011
Dúvidas: qualquer tipo de dúvida, seja qual for: conteúdo, como enviar os relatos, prêmios, outros envie e-mail para rumoseducacao@itaucultural.org.br

Contamos com a sua inscrição. Participe! Por favor, redirecione este informativo para a sua rede de contatos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Divulgação do resultado da Lei de Incentivo à Cultura 2011

A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil informa que, em virtude da grande quantidade de projetos inscritos para o edital 2011, o resultado da Lei de Incentivo à Cultura será divulgado no dia 08 de junho (quarta-feira). O site da Prefeitura de Rio Branco e este blog disponibilizarão a lista dos projetos aprovados pela Comissão de Avaliação.

Mais informações através do telefone 3224-0269.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Campeonato de Arrancadas

O que é? Campeonato de Arrancadas

Quando? Sábado, 04 de junho, às 17h

Onde? Estacionamento do Estádio Arena da Floresta

Realização: Federação Acreana de Esportes Radicais, membro da Câmara Setorial de Esportes Radicais e de Aventura do COMEL.

Revista das Comunidades Tradicionais da Ayahuasca

Quer ler a Revista das Comunidades Tradicionais da Ayahuasca, antes mesmo de sua publicação? Então, a FGB já disponibiliza esta versão (ainda não totalmente finalizada, mas quase), para os interessados nas culturas ayahuasqueiras. Se preferir, a visualização fica melhor se clicar na revista abaixo. Boa leitura!

Coleta de Materiais para “Jogos e Brincadeiras Tradicionais”

O projeto da FGB “Jogos e Brincadeiras Tradicionais – Brincando como antigamente” participará da 6° edição do Salão do Turismo em São Paulo. Para realizar suas apresentações ele precisará coletar materiais para confecção de brinquedos. Mas, a coleta é só até dia 10 de junho, sexta-feira da próxima semana.

Portanto, precisamos da colaboração de todos com a doação de:

* Latas de leite em pó;

* Garrafas pet de preferência do tipo lib e quinari, mas também serve de coca-cola e fanta;

* Revistas.

Os pontos de coleta são: a sede da FGB no parque Capitão Ciríaco, Centro Cultural Thaumaturgo Filho, Centro Cultural Dona Neném Sombra e o Lydia Hammes.