Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

terça-feira, 28 de abril de 2009

Reuniões das Câmaras Temáticas

O mês está quase acabando, mas as reuniões ordinárias das Câmaras Temáticas continuam. Nessa semana temos quatro encontros que acontecem no Parque Capitão Ciríaco, sede da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil. A elaboração do diagnóstico de cada segmento, para a construção do Plano Municipal de Cultura de Rio Branco; e propostas de editais para o Fundo Municipal de Cultura são os pontos de pauta para essas reuniões. Então, anota na agenda:


Terça-feira, dia 28
Arte – Educação, às 10h

Quinta-feira, dia 30
Música, às 10h
Culturas Urbanas, às 16h
Culturas Ayahuasqueiras, às 18h

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Programa BR de Cultura

O Programa BR de Cultura 2009/2010 foi criado com objetivo de democratizar o acesso e dar maior transparência ao processo de seleção de patrocínios culturais da Petrobras Distribuidora.
Composto de duas modalidades, o Programa contempla projetos de continuidade e abrirá espaço para novos patrocínios através de seleção pública.

Como o Programa BR de Cultura faz parte da mesma política de patrocínios do Programa Petrobras Cultural – o PPC, a Seleção Pública será específica para um segmento até então não contemplado pelo Sistema Petrobras: a circulação de peças teatrais.

As inscrições para Seleção Pública foram prorrogadas e estarão disponíveis de 6/4/2009 a 15/5/2009, nesta página do Portal BR, mediante preenchimento de formulário e envio de documentos digitalizados.

A Seleção Pública do Programa BR de Cultura 2009/2010 será exclusiva para peças teatrais não inéditas, que estiveram em cartaz nos últimos três anos e que proponham turnês em cidades diferentes às que os espetáculos já se apresentaram.

Não é mais necessária a inscrição prévia na Lei Rouanet. Para os projetos contemplados a aprovação na lei será condição para a formalização do patrocínio.

Para saber mais e inscrever seu projeto, clique no Link para os editais do Prgrama BR de Cultura

É a vez dos municípios!*

O MinC abre os olhos para o óbvio.

Eis que surge a luz no fim do túnel! No último Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura das Capitais, o ministro da cultura, Juca Ferreira, demonstrou interesse em se relacionar também com os municípios, e não apenas com os Estados. “Mas isso não é mais do que a sua obrigação?”, pode perguntar o leitor desta coluna. A resposta é: claro que sim. Porém, infelizmente, nesse tempo todo, as opiniões, experiências e resultados vindos dos municípios quase não eram levados em conta nas ações realizadas pelo Ministério da Cultura.

Na formatação do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), simplesmente foi excluída a participação de algum representante do Fórum dos Secretários de Cultura das Capitais. Mas como se conseguiu essa vaga? A solução encontrada pelo coordenador do Sistema Nacional de Cultura, João Roberto Peixe, foi articular com a Frente Nacional de Prefeitos para que sua vaga fosse transferida para o Fórum dos Secretários. Aí sim, as capitais se fizeram representar no CNPC.

Mas é justo que apenas as capitais tenham voz no Fórum? Esse foi outro ponto que tornou o Fórum dos Secretários das Capitais um “divisor de águas”. É de interesse dos secretários que o Fórum seja composto também pelos representantes de municípios dos interiores. Isso é muito importante para que os trabalhos de aprimoramento das políticas culturais se façam de modo equilibrado nos âmbitos federal, estadual e municipal, como estabelece a Constituição Brasileira.

A necessidade de mudança de visão em relação à participação do interior se deve ao fato de que as capitais acabam reproduzindo a lógicas dos Estados, além de deterem a maior parte dos equipamentos e bens culturais. Enquanto isso, o interior fica de fora das metas do Sistema Nacional de Cultura. Resumir a participação no diálogo com o MinC apenas às capitais acaba mascarando as reais condições e necessidades da maior parte do Brasil. Dessa forma, a abertura – mesmo que no primeiro momento se dê gradualmente – é um avanço na construção do Plano e Sistema Nacional de Cultura.

Devemos pensar que, atualmente, os principais mecanismos de financiamento do Brasil passam por modificações importantes. O Fundo Nacional de Cultura passa a ter um reconhecimento maior e a Lei Rouanet passa por mudanças para que sua distribuição seja mais justa.

Se compararmos o atual momento das políticas culturais no Brasil e o caso de Rio Branco, nossa Lei de Incentivo também precisa passar por reformas. Além disso, nossa experiência no Fundo Municipal de Cultura tem sido bem sucedida e tende a ganhar mais espaço. Hoje em dia, alguns especialistas apontam que os fundos de cultura são mais eficazes que os mecanismos de renúncia fiscal. Nossa capital tem o primeiro e único Sistema de Cultura já implantado no país. E estamos no processo de criação do nosso Plano Municipal de Cultura.

Esse momento é único e é indispensável a participação da sociedade. Você vai ficar fora dessa?!

*Texto publicado originalmente na coluna Cultura RB, no jornal Página 20

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Campanha de Vacinação no Centro Cultural Lydia Hammes

A solenidade de abertura da campanha acontece nesta sexta-feira

Acontece, nesta sexta-feira, a abertura da 11ª Campanha de Vacinação do Idoso Contra a Gripe. A solenidade será realizada no Centro Cultural Lydia Hammes, onde será realizada uma apresentação de Ginástica Laboral e do Forró da 3º Idade. A meta é vacinar até o dia 8 de maio mais de 80% da população idosa da capital. Durante o sábado, 25, os 13 centros de saúde espalhados pela capital estarão recebendo idosos das 08h às 17h, e o Centro Cultural Lydia Hammes será um deles.

A expectativa da Prefeitura de Rio Branco é vacinar mais de 80% da população idosa da capital, o que corresponde a 17,5 mil idosos. No ano passado, a campanha conseguiu atingir um número de 35.703 idosos, 93,18% da população total do Estado. Eles vão receber a vacina contra a Influenza, doença viral aguda que atinge de 5 à 10% das pessoas em idade adulta. As complicações mais comuns são: pneumonia, infecção no ouvido e inflamação nos brônquios (bronquite). Segundo dados do Ministério da Saúde, a vacina reduz em mais de 50% as doenças relacionadas à gripe e em 32% o total de hospitalizações por pneumonia.

Dados da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Rio Branco.

Destrinchando o Profic!

O Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) e o Concultura realizam o Fórum Extraordinário Integrado para Discussão do Projeto de Lei que institui o Profic (Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura). Esse Fórum acontece na sexta-feira, dia 24/04, às 14h, na Filmoteca da Biblioteca pública Estadual, localizado na Av. Getúlio Vargas, 389, Centro. A mesa coordenadora do debate será composta por Roberto Gomes do Nascimento – Secretário de Incentivo e Fomento à Cultura; Marcos Vinicius Neves – Diretor-Presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil; Daniel Sant'ana "Zen" – Presidente da Fundação Elias Mansour; João Veras – Conselheiro do Concultura; Alcinethe Damasceno – Conselheira do CMPC.

Um grande debate está sendo travado no Brasil sobre o novo Programa de Fomento e Incentivo à Cultura (Profic), que substituirá o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) instituído pela Lei Rouanet, maior fonte de financiamento da produção cultural do Brasil, hoje, da ordem de 1 bilhão e 200 milhões de reais anuais. O Profic está em processo de consulta pública para possíveis alterações em seu texto pela sociedade.

Sobre o Profic

A grande novidade do novo Programa é a criação de Fundos Setoriais específicos para a Diversidade Cultural, dentre eles o Fundo Setorial da Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural, e o Fundo Setorial da Memória e Patrimônio Cultural Brasileiro. A gestão destes fundos setoriais terá a participação direta de representantes dos segmentos implicados.

Para saber mais sobre a proposta do MinC:

• Acesse o texto do projeto de lei, na íntegra, na página da Casa Civil da Presidência da República ( http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm)

• Acesse a cartilha do MinC que explica a reforma, ponto a ponto;

• Acesse uma apresentação mais detalhada acerca da reforma;

• Acompanhe as discussões e debates no rádio, nos jornais e telejornais, em diversos sites na internet.

• Blog da reforma no site do Ministério da Cultura: http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/

Para maiores informações, ligue para (68) 3224 5221 / 9985 6081.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Entre livros e letras*


“Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar”. Com essas palavras, Monteiro Lobato conseguiu resumir o papel, muitas vezes esquecido, amassado ou rasgado, do livro. Os livros são pequenos universos criados pelos autores ou para os leitores, dependendo do ponto de vista. Cidades fantásticas para crianças ou refúgios (nem sempre tão) seguros para adultos. As letras escritas, sejam em folhas de papel ou através dos bytes dos computadores, são desabafos e “descarregos” colocados em palavras na forma de romances, contos, crônicas ou poemas. Não importa. Literatura é literatura. Ruim, boa ou mediana. É inerente ao ser humano que precisa, constantemente, de um meio de se comunicar. É um processo pessoal que, ao ser exposto aos outros, torna-se público, como todo produto artístico.

Mas, como todo produto, precisa de mercado. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-livro, o brasileiro lê em média 4,7 livros por ano, porém existe um fato interessante: o mesmo brasileiro compra 1,1 livros por ano. A grande diferença entre o que se lê e o que é comprado afeta economicamente a indústria do livro, mas o foco da discussão é outro. Segundo a mesma pesquisa, o público que mais lê são os jovens, mas os livros que chegam as mãos destes leitores têm um fim específico: a escola. São paradidáticos usados durante as aulas para trabalhos escolares. Ou seja, o livro está intimamente ligado à formação, e mais do que isso, a compensação. Na mente da maioria dos estudantes, a fórmula é simples: ler um livro + fazer um trabalho = ganhar alguns pontos extras para passar de ano, de forma que os pais não fiquem irritados com as notas baixas.

Só que esta ligação traz um problema. O que acontece com esses leitores depois que saem da escola e não são mais obrigados a ler para fazer uma prova de português? A resposta vem na própria pesquisa: eles param. E é aí que se encontra o verdadeiro problema dos escritores, que não têm para quem escrever, e acabam guardando nas estantes de suas casas pilhas e pilhas de livros publicados, com muito esforço, por editoras independentes, ou através de gráficas. Neste cenário – não apenas local, mas nacional – não é à toa que não existam editoras empenhadas em promover a literatura local, produzida no próprio país, ou em cidades longes dos grandes pólos econômicos e culturais.

No Acre, esta produção literária é quase artesanal. As gráficas tomam o lugar das editoras que não existem. Aqui muitos escrevem, poucos publicam e menos ainda chegam a vender. Assim, como mudar este problema? O que precisa ser feito para criar este público? Como fazer os jovens, adultos ou crianças terem o gosto pela leitura, quererem ler? Ansiarem por viver em mundo diferentes, dentro de si ou de outros? O que fazer para que os jovens parem de largar os livros para usar MSN ou Orkuts? Ou melhor, como fazer essas ferramentas contemporâneas ajudarem na criação ou na qualificação destes leitores?

De acordo com a pesquisa realizada pelo instituto Pró-Livro, os brasileiros estão lendo mais em relação aos anos anteriores. A influência da escola na formação desses “novos leitores” é fundamental. A criação de programas de incentivo a leitura, pontos de leitura, casas e bibliotecas facilitam a mudança deste quadro. Mas, os avanços feitos nos últimos anos na criação do, ainda pequeno, público do Brasil se devem à ligação com a escola, e à inclusão dos paradidáticos nas avaliações. Mas quando a discussão vai avançar? A escola está aí, ajudando e tentando fazer a sua parte. Mas as pessoas não ficam eternamente na escola. E depois que elas saem, para onde irão esses leitores? Ou vamos nos contentar em sermos um país de paradidáticos?

* Texto publicado originalmente na Coluna CulturaRB, no jornal Página 20

Ministro da Cultura garante apoio aos municípios

Região Norte será representada pelo presidente da FGB na diretoria do Fórum dos Secretários de Cultura das Capitais

“Dar voz aos municípios para que eles possam colaborar nas políticas culturais do Brasil”. Tendo essa pauta como uma das principais discutidas, foi realizado Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura das Capitais, em Brasília, durante os dias 15 e 16 de abril. Foi a primeira reunião após a mudança dos gestores municipais do Brasil, por conta das últimas eleições.

Ministro Juca Ferreira (ao centro) reunido com secretários e dirigente

Durante o primeiro dia do encontro, que contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, foram debatidas as reformas na Lei Rouanet, estratégias de envolvimento do Congresso nas demandas da cultura, a institucionalização do próprio Fórum, Programa Mais Cultura, Sistema Nacional de Cultura, II Conferência Nacional de Cultura e Plano Nacional do Livro e Leitura. Além disso o coordenador do Sistema Nacional de Cultura, Roberto Peixe, destacou os elementos básicos do acordo de cooperação federativa para adesão ao SNC, cujos seminários devem iniciar no segundo semestre deste ano.

A participação do ministro Juca Ferreira representou um avanço nas relações entre municípios e MinC, que até o ano passado era praticamente inexistente, sendo que o contato do Ministério se restringia aos representantes estaduais. Na formatação do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), os municípios não tinham sequer representação para sugerir algum tipo de alteração.

Entre os avanços do evento, destaca-se a conquista de assento no Conselho Nacional de Política Cultural por meio da vaga da Frente Nacional dos Prefeitos e participação efetiva no Grupo de Discussão do Sistema Nacional de Cultura, articulada pelo coordenador do Sistema Nacional de Cultura, João Roberto Peixe. Essas entidades são instâncias fundamentais para o desenvolvimento das políticas públicas de cultura.

A oportunidade também serviu para eleger a nova diretoria do Fórum para os próximos dois anos. Rio Branco representará a região Norte na nova diretoria do Fórum, através do presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, Marcos Vinicius Neves, na função de Diretor de Intercâmbio e Parceria, sendo responsável por sensibilizar os outros municípios da região Norte, por conta da participação irregular dessas cidades no Fórum.

A nova diretoria conta com um representante de cada região do Brasil. A nova formação ficou assim: Jandira Feghali (Rio de Janeiro), presidente; Mário Olímpio Medeiros Filho (Cuiabá), vice-presidente; Marcos Vinicius Neves (Rio Branco), diretor intercâmbio e parceria; Márcio Caetano (Fortaleza), diretor executivo; Paulino Viapiana (Curitiba), diretor financeiro.

Nessa edição, o Fórum decidiu que a participação nas discussões acerca das políticas nacionais de cultura não deve se restringir apenas às capitais. Para se fazer um Sistema Nacional de Cultura de modo igualitário com as esferas federal, estadual e municipal é preciso abrir o diálogo com todos os representantes municipais, como finalmente começa a reconhecer o MinC. “Deve-se implementar um processo gradual através do qual se abra o Fórum para os demais municípios, e não apenas às capitais”, disse Marcos Vinicius.


























Tendo como objetivo fortalecer a área de Historiografia Acreana e elaborar propostas para o Plano Municipal de Cultura, acontece na Biblioteca da Floresta, a partir das 18h, no próximo dia 22, a palestra “Historiografia e Ciências Humanas”. A iniciativa é da Câmara Temática de Historiográfica e do Grupo de Pesquisa Gaia da Universidade Federal do Acre e tem como palestrante o professor historiador Valdir de Oliveira Calixto.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Acompanhe a nova lei de incentivo à cultura brasileira: o Profic

O Ministério da Cultura, MinC, está reformulando a Lei Rouanet que se chamará Profic. Nesse momento, o texto da lei está para apreciação de qualquer cidadão que pode elaborar suas sugestões de alteração e encaminhar para o MinC. O link para acessar a lei é http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/programa_fomento.htm . Acesse e fique por dentro dessa importante pauta para cultura brasileira.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Entrevista sobre literatura infantil com Henrique Silvestre

Literatura infantil é onde, geralmente, as pessoas iniciam as ligações com o universo da literatura. Nem por isso, ela deve ser boba e fraca de conteúdo em relação à literatura adulta. É o que pensa o professor de Teoria da Literatura e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Acre, Henrique Silvestre. Hoje, dia 16, ele coordenará um bate-papo sobre literatura infantil no SESC/Centro, a partir das 19h, com entrada franca. Acompanhe essa entrevista para o blog Cultura RB, que é apenas uma amostra do que virá no encontro de logo mais.

Quais as suas expectativas sobre o bate-papo a respeito de literatura infantil?

Henrique Silvestre:
O mote que eu pretendo desenvolver é a relação entre a literatura infantil e a leitura, ou seja, eu quero abordar sobre as questões relacionadas à formação de leitor. Pretendo enfocar um pouco em todas as relações estabelecidas entre o mundo infantil com o mundo adulto e o mundo literário. Ver de que maneira a literatura pode contribuir com a formação desse leitor.

Quais autores você destacaria no universo da literatura infantil?

HS: Bom, eu pretendo começar evocando a figura do Monteiro Lobato, afinal de contas, a Semana do Livro está relacionada ao aniversário dele. Monteiro Lobato deu uma contribuição fundamental para a constituição do que a gente conhece hoje como a literatura infantil brasileira. É um autor que não se pode deixar de lado quando se fala de literatura infantil no Brasil e no mundo. Ele foi tão importante para a literatura infantil brasileira e internacional quanto foi o Christian Andersen, um dos maiores autores da história. Além de Lobato, irei me estender falando sobre autores contemporâneos, sempre mostrando a relação da produção deles com a formação do leitor.

A literatura infantil pede alguns cuidados especiais na linguagem utilizada?

HS: Em relação à linguagem do texto literário para crianças, é aí que reside o grande problema e o grande perigo e também a grande diferença. Essa linguagem, muitas vezes, é confundida com uma linguagem pedagógica. Quer dizer, isso não deve acontecer porque a literatura não tem essa finalidade e a literatura infantil não é diferente da literatura adulta, a ser pelo fato que ela deve ser lida pela criança. Porém, a qualidade não se diferencia. A linguagem literária está um pouco acima dos direcionamentos da linguagem pedagógica. A literatura infantil deve manter as características da criança, o que não significa que deve haver um empobrecimento da linguagem.

Muitas crianças buscam os livros após do contato com a contação de histórias. Como o senhor enxerga esse processo em que a oralidade aproxima da escrita?

HS: Nós temos uma tradição oral bastante acentuada, então, ouvir histórias é sempre uma atividade prazerosa, sendo criança ou não. Eu sempre coloco a contação de histórias como uma estratégia para atrair o público infantil ou, até mesmo, o adulto para o mundo dos livros. A contação de histórias pode mostrar a porta de entrada para caminho da literatura, desde que não fique só nela. Obviamente, não estou excluindo a possibilidade de ouvir uma história por ouvir e se maravilhar com isso. Afinal de contas, nossos antepassados faziam isso sem nenhum problema. Ouvir uma história é sempre prazeroso, mas isso deve direcionar para a cultura do livro.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Reuniões de Câmaras Temáticas!

No mês de abril, a movimentação nasreuniões ordinárias e extraordinárias das Câmaras Temáticas continua. Os pontos de pauta são:
  • A elaboração do diagnóstico de cada segmento, para a construção do Plano Municipal de Cultura de Rio Branco;
  • Os novos editais do Fundo Municipal de Cultura.
Confira agora as próximas reuniões. Todas acontecerão no Parque Capitão Ciríaco, sede da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil.

Terça-feira, dia 14
Culturas Afrobrasileiras, às 16h;
Turismo, às 16h30.

Quarta-feira, dia 15
Culturas Populares, às 16h.

Quinta-feira, dia 16
Agentes Comunitários e Futebol, às 9h;
Produtores Culturais (extra), às 16h.

Venha e contribua!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Minha memória faz de mim o que sou*

Ou seja, acreano do pé rachado

Você já parou para pensar sobre como e por que existem as nossas memórias? O que fez aquela frase não sair da minha cabeça? Ou de onde vem essa sensação boa que surge sempre que passo na rua onde fui criado? Cientistas, médicos e filósofos podem apresentar teorias, estudos ou pensamentos, mas elas pouco importam se as compararmos com a importância da memória em si. Vide o desespero daqueles que sofrem de amnésia...

Assim como as pessoas, as sociedades também têm suas memórias. No caso da sociedade, a memória está nos museus, na literatura, nas lendas, nos costumes, na arquitetura das casas, e em mais uma infinidade de pequenas grandes coisas. Se, para um sujeito, o cheiro de terra molhada remete a lembranças de sua infância, nas sociedades, os patrimônios materiais e imateriais fazem o papel de fortalecer identidades, singularidades de outrora.

Para conservar os patrimônios, o Estado criou algumas leis e mecanismos, como o tombamento, que protegem a memória. Porém, temos que ressaltar a necessidade de, assim como exige o processo democrático, a sociedade participar dessa questão em uma parceria ou co-responsabilidade - via de mão dupla - com os governos.

Não basta que as leis existam. Fazê-las funcionar é obrigação também do cidadão, tanto valorizando os espaços quanto cobrando dos governos que atuem de acordo com as reais necessidades da população. No sentido legislativo, esse processo de conservação está no caminho certo. Falta a noção de fazer parte em nossa maneira de agir.

Quando criança, você perguntou sobre como o seu nome foi escolhido? A grande maioria dos leitores, certamente, responderá que sim. E acredite, experiências que sabemos de épocas em que não tínhamos consciência do que se passava no mundo, também moldam nosso jeito de ser.

Você se sente responsável pelos patrimônios de sua cidade? Não?! Pois, se parar um pouco para refletir, verá que deve sim se preocupar. Mesmo que inconscientemente, é isso que faz de um, carioca, amazonense, paranaense, paulista ou acreano. Posso não ter conversado com Plácido, ou acompanhado a construção do Palácio Rio Branco, mas me sinto parte desse processo. Por isso sou acreano – e que me desculpem os vanguardistas ortográficos, mas vou demorar a aceitar escrever o bendito “i” para definir os nativos do Acre.

*Texto publicado originalmente na coluna Cultura RB no jornal Página 20.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Videoconferência sobre o edital Cine Mais Cultura acontece nos estados da Região Norte

As inscrições para o encontro devem ser feitas por e-mail até terça-feira, dia 07 de abril

A Representação Regional Norte do Ministério da Cultura (RR Norte/MinC) em parceria com o Banco da Amazônia realiza na quinta-feira, dia 09 de abril, das 10 às 12h,(horário de Brasília) uma videoconferência sobre o Edital Cine Mais Cultura, nas salas do Banco da Amazônia, nos Estados da região Norte.(Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). As incrições começarão a partir de 8h30 (horário de Rio Branco).

A iniciativa tem por objetivo esclarecer dúvidas sobre o edital e oferecer orientações para todos os interessados na atividade de difusão de audiovisual, entre eles Pontos de Cultura, representantes de escolas municipais, estaduais, gestores e produtores culturais, além de realizadores e cineclubistas.

O Edital Cine Mais Cultura, que está com inscrições abertas até 20 de abril, irá selecionar 100 núcleos de exibição em todo país. E, segundo Frederico Cardoso, coordenador executivo do programa, o MinC prevê a instalação destes cineclubes ainda este ano. Serão definidas metas de instalação por região, mas o foco é contemplar os “lugares que não têm salas de exibição comercial e mesmo algum tipo de mostra gratuita”, esclarece.

Podem concorrer ao edital, instituições de direito privado sem fins lucrativos, localizados em cidades do interior ou periferia de grandes centros urbanos.

A expectativa até o final de 2010 é de que dois mil pontos de exibição sejam beneficiados com a ação. Os projetos contemplados irão receber oficinas de capacitação, equipamentos de projeção digital, uma câmera Mini DV e acervo da Programadora Brasil.

Mais informações pelo site: www.cultura.gov.br ou pelo fone (91) 32241825 – R 36


Em Rio Branco - Acre, a Videoconferência será no auditório do BASA (em frente ao SEBRAE) - Avenida Ceará, 3556 - Bairro Abraão Alab
CEP.69.907-000
Fone: (68) 2106-1121
E-mail: agathalima@gmail.com


PROGRAMAÇÃO

A base da videoconferência será no Auditório do BASA, na cidade de Belém e terá a coordenação da RR Norte/MinC, através do Sr. Delson Cruz (Chefe interino).

1° MOMENTO:
- ABERTURA
- OBJETIVO DA VIDEOCONFERÊNCIA
- APRESENTAÇÃO DA METODOLOGIA

- APRESENTAÇÃO DOS PARTICIPANTES NOS ESTADOS (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).

Esta apresentação será feita pelo coordenador de cada estado, citando o nome da pessoa e a entidade ou órgão que representa.

2° MOMENTO:
- FALA DO REPRESENTANTE DO BANCO DA AMAZÔNIA.

- PALESTRANTE:

FREDERICO CARDOSO – Coordenador Executivo do Programa CINE MAIS CULTURA.

3° MOMENTO:
- RODADA DE PERGUNTAS PELOS ESTADOS.

O coordenador de cada estado apresenta a pessoa que fará a pergunta.

Após a terceira pergunta o palestrante responde e começa outra “rodada” de mais três, até que todos os estados tenham participado.

4° MOMENTO:
- CONSIDERAÇÕES FINAIS DOS ESTADOS.
- ENCERRAMENTO.

Reuniões das Câmaras Temáticas durante a Semana Santa!

Semana Santa é mais curta, mas nem por isso, menos produtiva. Todas as reuniões acontecerão no Parque Capitão Ciríaco. Acompanhe abaixo o calendário de reuniões ordinárias de Câmaras Temáticas desta semana:

Terça-feira, dia 7
Artes Visuais, às 10h
Artes Cênicas, às 15h

Quarta-feira, dia 8
Artesanato e Artes Aplicadas, às 16h
Movimento Social, às 16h

As pautas das reuniões são: a elaboração dos diagnósticos de cada segmento e as propostas de cada Câmara Temática para os próximos Editais do Fundo Municipal de Cultura. Vejo vocês lá!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Rio Branco comemora em abril o Mês do Livro Infantil

Capacitações e atividades voltadas à literatura infantil caracterizam o evento realizado durante o mês


Certa vez, o escritor Monteiro Lobato disse que “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar”. A célebre frase é o tema escolhido para a comemoração do mês do Livro Infantil que, neste ano, acontece entre os dias 06 e 18 de abril. Durante duas semanas, a Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), a Fundação Elias Mansour, a Academia Acreana de Letras, Universidade Federal do Acre (UFAC) e as livrarias Paim, Betel e Universitária, realizam atividades relacionadas ao mundo literário entre crianças, agentes culturais e professores da rede estadual de ensino.

Monteiro Lobato é o principal homenageado durante a semana. Não é para menos. O escritor é famoso pelos seus textos voltados ao universo infantil, sendo considerado o principal nome deste gênero literário no Brasil. E é graças a isso que no dia do aniversário de Monteiro Lobato, 18 de abril, que comemora-se o Dia do Livro Infantil. Este é o quarto ano em que a capital acreana celebra esta data. O evento cresceu e neste ano se estende por duas semanas com atividades relacionadas ao livro infantil.

Em Rio Branco, a comemoração vai além dos livros. Brincadeiras infantis, teatro, música fazem parte deste universo infantil com diversas opções de atividades. Na segunda-feira, 6 de abril, estão programadas várias oficinas focadas na formação de agentes de leitura, agentes culturais e professores que trabalham diretamente com crianças. O objetivo nesta primeira fase é capacitar os profissionais que lidam com a leitura infantil, de forma que eles possam estimular e dinamizar a relação das crianças com o livro. Ao mesmo tempo acontecerão palestras, conversas e rodas de debate com escritores deste universo literário, levando a reflexão dos textos infantis.

Já na segunda semana, os espaços culturais de Rio Branco que lidam com o mundo literário vão realizar uma programação com as comunidades mais próximas, aumentando o contato com os livros nestas áreas. Lugares como as Casas de Leitura da Gameleira, Matias e Chico Mendes vão fazer atividades voltadas às crianças, como ciranda de autores, brincadeiras e brinquedos tradicionais, além de uma programação voltada ao mundo criado por Monteiro Lobato, com contos, contação de histórias e discussões sobre os personagens destes escritos. O SESC - Centro também virará palco de sarau literário e debate sobre obras infantis acreanas. Os espaços do Centro Cultural Thaumaturgo Filho e do Centro de Multimídia participam com atividades literárias em comemoração à data.

Mas uma data tão especial merece uma grande festa. Então para finalizar, no dia 18 será feito na Praça da Biblioteca Pública um evento onde todos os espaços envolvidos com o universo infantil vão fazer uma exposição de atividades de incentivo à leitura. Contação de histórias, brinquedos e brincadeiras, exposição e bate-papo sobre personagens de Monteiro Lobato, oficina de ilustração e pinturas de rosto, exposição e venda de livros infantis entre outras atividades que serão realizadas nesta grande celebração.

PROGRAMAÇÃO

Dia 6
• Oficina de Contação de Histórias - Karla Martins
9h às 11h e 14h às 17h
Casa da Leitura da Gameleira
Público alvo: Agentes de Leitura, agentes Culturais e Professores.
35 vagas

Dia 7
• Oficina de Cantigas de Roda e Brincadeiras e
Roda de Conversa sobre o Livro “Boquinha da Noite”
- Maria Antônia e Robélia Fernandes

8h às 11h
Centro Cultural Thaumaturgo Filho
Público alvo: Agentes de Leitura, agentes Culturais e Professores.
35 vagas

• Oficina de Contação de Histórias
Tânia Oliveira
14h às 17h
Centro Cultural Thaumaturgo Filho
Público alvo: Agentes de Leitura, agentes Culturais e Professores.
35 vagas

Dia 8
• Oficina de Confecção de Fantoche

Patrícia Pupo
9h às 11h e 14h às 17h - SESC Centro
Público alvo: Agentes de Leitura, agentes culturais e professores.
35 vagas

• Relançamento do Livro “Verdes Frutos”
19 às 21h
Biblioteca Pública (Espaço Infantil)

Dia 9
• Oficina de Manipulação de Fantoche - Patrícia Pupo

8h às 11h
SESC Centro
Público alvo: Agentes de Leitura, agentes culturais e professores.
35 vagas

De 13 à 16
• Ciranda de Autores
8h às 11h e das 14h às 17h
Casa da Leitura da Gameleira

Brincadeiras e Brinquedos Cantados
8h às 11h e das 14h às 17h
Casa da Leitura Chico Mendes

• Contos de Monteiro Lobato
8h às 11h e das 14h às 17h
Centro de Multimeios

• Personagens de Monteiro Lobato
8h às 11h e das 14h às 17h
Casa da Leitura Matias

• Círculo de Leitura com o Livro “Minhas Memórias de Lobato” - Luciana Sandromi
8h às 11h e das 14h às 17h
Centro Cultural Thaumaturgo Filho

Dia 14

• Roda de Conversa sobre o Livro “Meu Livrinho do Por que Por quês” - Neiva Nara Lins
19 às 21h
Espaço Infantil da Biblioteca Pública

Dia 15
• Bate-Papo Sobre Leitura com a presença de Liz Sthêphanny, autora do Livro “Pequenas Letras” e de Alessandro da Silva, vencedor da etapa local do quadro “Soletrando” do programa Caldeirão do Huck
19 às 21h
Espaço Infantil da Biblioteca Pública

Dia 16
• Bate-Papo Sobre Literatura Infantil

Profº Drº Henrique Silvestre
19h
SESC Centro – Botequinta

Dia 18
• Exposição de Atividades de Incentivo à Leitura:

Ciranda de Autores, Brinquedos e Brincadeiras, Exposição e Bate-Papo sobre os Personagens de Lobato, Feira do Sebo, Bonecos Gigantes, Confecção de Bonecas de pano, Projeção de Filmes, Sorteio de Livros, Música, Contação de História, Oficina de Ilustração, Pintura em Rosto entre outros.
16h às 21h
Praça de Biblioteca Pública