Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Prefeitura de Rio Branco entrega materiais esportivos para bairros da Regional VI

Através do PGP, o Conselho da Regional destinou recursos para incentivo de práticas esportivas

Na última sexta-feira, dia 25, a sede da Regional VI, localizada próxima ao Restaurante Popular do bairro Aeroporto Velho, recebeu moradores dos bairros que compõem a regional VI de Rio Branco para a entrega de kits contendo materiais esportivos. Aprovado no conselho da regional VI, o projeto foi viabilizado através do Processo de Gestão Participativa – PGP.

Estiveram presentes na solenidade o vice-prefeito de Rio Branco, Eduardo Farias; o coordenador do Conselho da Regional VI, Chagas Batista; a representante do Departamento das Regionais na Prefeitura, Natália Araújo; o presidente da UMAMRB, Gilson Albuquerque; e do Diretor da FGB, Afrânio Moura.


Além dos materiais esportivos, o projeto visa realizar atividades esportivas como a I Copa de Futebol da Regional VI, que acontece no dia 04 de outubro, no campo do bairro Bahia Velha e um campeonato de futsal com data ainda indefinida. “Em reuniões do conselho da regional, definimos fazer campeonatos e adquirir estes materiais.”, conta Gilson Albuquerque.

Cada um dos 17 bairros desta regional recebeu o seu kit que contém: bolas e redes de futebol, vôlei e futsal. Também foram entregues medalhas e troféus para a organização dos campeonatos. “Esperamos que a comunidade cuide e use de forma responsável esses kits, pois é dela mesmo.”, salientou Chagas Batista.


O aspecto mais importante do PGP é que através dele, as decisões e a execução das políticas públicas e ações do município são definidas pelas comunidades. Neste caso, os conselheiros desta regional optaram pelo esporte como forma de beneficiar a população local. “A organização da Regional VI é admirável e nos ajuda muito neste desafio que é o PGP como norteador das políticas públicas.”, afirma Eduardo Farias.

A execução do projeto ficou sob responsabilidade da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (UMAMRB) e da Prefeitura de Rio Branco, através da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil (FGB). “Nós da FGB damos parabéns ao conselho desta regional pela organização, e é nossa obrigação cumprir a sua decisão.”, disse Afrânio Moura.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Amanhã será lançado o Edital do Fundo Municipal de Cultura

Fundação Garibaldi Brasil realiza coletiva de imprensa para o lançamento do II Edital do Fundo Municipal de Cultura em 2009

Em funcionamento desde 2008, o Fundo Municipal de Cultura é um instrumento de financiamento das políticas públicas municipais nas áreas de Arte, Esporte e Patrimônio Cultural, previsto na Lei do Sistema Municipal de Cultura. Ele tem como objetivo democratizar o acesso aos recursos disponíveis por meio de editais, definidos pela sociedade civil durante as reuniões do Conselho Municipal de Cultura, efetivando assim a transparência no processo de apoio cultural. Foi durante o II Fórum Setorial Integrado, realizado no mês de maio, que os conselheiros se reuniram para definir os editais do Fundo Municipal de Cultura que seriam lançados no ano de 2009. Na ocasião foi decido que o recurso seria dividido em duas partes no valor de R$150 mil, sendo que o primeiro edital seria lançado em junho e o segundo em setembro.

De acordo com essa decisão feita pelos conselheiros, a Fundação Garibaldi Brasil realiza nesta quarta-feira, dia 30, a partir das 15h, uma coletiva de imprensa para o lançamento do II Edital 2009 do Fundo Municipal de Cultura. Este edital é destinado à produção, formação, circulação, intercâmbio, manutenção de grupos e pequenos apoios, com o limite individual por projeto de R$8mil, com exceção dos projetos para pequenos apoios, onde o teto é de R$2mil. Os projetos devem ser apresentados até o dia 20 de outubro na sede da Fundação Garibaldi Brasil e cada proponente poderá aprovar no máximo um projeto. O edital e os formulários podem ser encontrados na Fundação Garibaldi Brasil ou baixados pelo blog da instituição (http://culturarb.blogspot.com) ou no site da prefeitura (http://www.riobranco.ac.gov.br)

Quem pode participar?

Podem apresentar projetos no II Edital 2009 do Fundo Municipal de Cultura, pessoas físicas e jurídicas que residem em Rio Branco e estiverem inscritas no Cadastro Cultural do Município de Rio Branco (CCM), no prazo máximo de até 10 dias antes de encerrar ao prazo final da inscrição de projetos para este Edital, ou seja, até o dia 10 de outubro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Falando sério

Resultados da II Conferência de Cultura de Rio Branco





Bem-vindos, conselheiros, conselheiras e demais ouvintes. Está no ar a Rádio Conferência e nós estaremos aqui durante os três dias desta grande festa cultural.” Foi assim que começaram os trabalhos da II Conferência de Cultura de Rio Branco que aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de Setembro no colégio estadual Armando Nogueira, com a significativa participação de mais de 300 ativistas e fazedores da cultura por dia e a atenta observação de diversos representantes do Ministério da Cultura. Mas este programa de rádio não estava sendo transmitido de um aparelho eletrônico, e sim ao vivo na plenária da Conferência. Ele cumpria o papel do cerimonial na condução de toda a programação da Conferência, realizando intervenções junto à mesa e interagindo com o público da plenária, sempre nos moldes radiofônicos.

De uma forma irreverente a Rádio Conferência, como eram chamadas as intervenções dos “radialistas” Dinho Gonçalves e Nilda Dantas, tinha a missão de integrar as ações artísticas e tradicionais com as discussões sobre políticas públicas, mostrando que a Cultura precisa ser debatida e gerida pelos órgãos competentes de maneira diferenciada. Outras intervenções auxiliaram a compor esse espírito na Conferência, como os picolés estrategicamente distribuídos nos momentos em que os debates esquentavam; o bingo “da galinha cheia” tão presente no cotidiano dos acreanos; concurso de forró; apresentação da quadrilha junina bi-campeã Pega-Pega, representando as muitas manifestações da cultura popular que todos os anos invadem os bairros de Rio Branco, entre outras atividades que compuseram uma rica e animada programação.

Assim, a emoção, que é matéria prima essencial da Cultura, pôde estar presente em todos os momentos da II Conferência de Rio Branco. Seja relembrando grandes nomes da cultura acreana através do vídeo de Adalberto Queiroz, da homenagem ao músico Monteirinho feita pela Fundação Garibaldi Brasil ou relembrando as discussões da Iª Conferência de Cultura, realizada em 2007. Mas também impulsionou discussões acaloradas sobre a avaliação do Sistema Municipal de Cultura, o primeiro a ser implementado entre os municípios brasileiros, e sobre os eixos que compõe o temário das Conferências Estadual e Nacional de Cultura.



Este espírito, ao mesmo tempo sério e divertido, da II Conferência só foi possível a partir do evidente amadurecimento dos diversos segmentos sociais que integram o Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC). Com as reuniões mensais das Câmaras Temáticas e trimestrais dos Fóruns Setoriais, além do funcionamento pleno do Colegiado e da Comissão Executiva (pra quem ainda não sabe: instâncias do CMPC) o movimento cultural evoluiu em suas reflexões sobre os rumos da cultura em Rio Branco. Isto contribuiu para a elaboração de diversas propostas extremamente adequadas às características culturais locais, além de sintonizadas com o atual momento do Acre e do país, para a II Conferência Estadual de Cultura, que deverá ser realizada no início do mês que vem.

E foi exatamente com o intuito de auxiliar na elaboração dessas propostas que, antes da reunião dos grupos de trabalho, os temas foram discutidos em uma mesa-redonda, que se constituiu num dos pontos altos de toda a Conferência devido à grande qualidade dos debatedores e do instigante conteúdo de suas abordagens. A mesa-redonda foi formada por Bernardo da Mata Machado, autor do texto base da Conferência Nacional de Cultura; Gerson Albuquerque, historiador e professor do curso de Artes Cênicas da Ufac; Toinho Alves, jornalista e ex-presidente das Fundações Garibaldi Brasil e Elias Mansour; Daniel Zen, presidente da Fundação Elias Mansour e do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Cultura; e Roberto Peixe, coordenador geral do Sistema Nacional de Cultura, no Ministério da Cultura.

Na conclusão dos trabalhos da II Conferência de Cultura de Rio Branco, foram apresentadas e votadas ainda três moções, sobre importantes questões relacionadas à comunicação, tratamento de nossas águas, rios e igarapés e arrecadação de tributos. E diante de tão relevantes resultados fica fácil compreender porque Rio Branco vem sendo considerada, por diversos municípios e estados brasileiros, além do próprio Ministério da Cultura, como referência quando o assunto é construção de políticas públicas de cultura com efetiva participação da sociedade.


Moções
Lei as moções apresentadas na II Conferência de Cultura de Rio Branco


A Plenária da II Conferência de Cultura de Rio Branco, no cumprimento dos objetivos dispostos no Artigo 1º, Capítulo I, do seu Regimento Interno, aprovou a seguinte Moção:

Apelo ao Sistema Público de Comunicação

Nós, cidadãos reunidos na II Conferência de Cultura de Rio Branco, vimos através deste documento solicitar o envolvimento do Sistema Público de Comunicação no processo nacional de discussão acerca da comunicação pública, bem como reivindicar a presença de seus gestores nos espaços públicos de discussão, no sentido de construir políticas públicas de comunicação no Estado junto com a sociedade civil.

A reestruturação técnica e humana, que possibilitou o estabelecimento de um sistema público vigoroso só fará sentido se o povo intervir, através de mecanismos e instâncias adequadas, tais como a efetivação do Conselho de Programação da Rádio e TV Aldeia e suas retransmissoras.

Esses processos só serão possíveis se o estado aceitar prontamente aquela que deveria ser sua obrigação primordial: o desafio ininterrupto do diálogo com as pessoas.
Indicamos, ainda, a urgente necessidade de formulação de uma legislação municipal de radiodifusão e de telecomunicação, assegurando o pleno exercício da liberdade de expressão e difusão de idéias, pensamentos e criações artístico-culturais, em conformidade com os princípios constitucionais.
Por fim, exigimos da Comissão Organizadora da II Conferência de Cultura de Rio Branco, o encaminhamento da presente Moção às autoridades competentes, bem como ao presidente da Assembléia Legislativa do Acre, e convocamos também a participação dos gestores da comunicação nas Câmaras Temáticas do Conselho Municipal de Cultura.

Rio Branco – Acre, 19 de setembro de 2009.
Documento elaborado pelos conselheiros da Câmara Temática de Música, do Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC, apresentado e aprovado por consenso pela Plenária da II Conferência de Cultura de Rio Branco.

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A Plenária da II Conferência de Cultura de Rio Branco, no cumprimento dos objetivos dispostos no Artigo 1º, Capítulo I, do seu Regimento Interno, aprovou a seguinte Moção:

Moção de repúdio e exigência dos cidadãos referente às condições das águas de Rio Branco

Os participantes da II Conferência de Cultura de Rio Branco, através deste documento, vêm tornar pública a situação minguante em que se encontra o nosso “estranho e torto que não vê o mar”, o Rio Acre.

Em razão das ações irresponsáveis, que contribuem para a poluição de suas águas e o assoreamento de suas margens, e a triste resignação que o rio tem assumido cada vez mais, quando o tratamos cinicamente como destino de dejetos, fazemos esta Moção, pois não podemos dar as costas para o rio, ele é parte constituinte do que somos como cidadãos e seres viventes nesta cidade.

Exigimos de nós mesmos uma postura de respeito ao rio, exigimos dos poderes públicos um conjunto de ações concretas no sentido de assegurar perenidade, com qualidade do Rio Acre.
Mesma exigência, fazemos em relação aos igarapés que atravessam e rodeiam nossa cidade, como São Francisco e Judia, assim como as fontes de água pública, como o Cacimbão da Capoeira.

Rio Branco – Acre, 19 de setembro de 2009.
Documento elaborado pelos conselheiros da Câmara Temática de Música, do Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC, apresentado e aprovado por consenso pela Plenária da II Conferência de Cultura de Rio Branco, que teve a participação de mais de 300 pessoas, reunindo representantes dos diversos segmentos que compõem as áreas de Arte, Patrimônio Cultural e Esporte.

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A Plenária da II Conferência de Cultura de Rio Branco, no cumprimento dos objetivos dispostos no Artigo 1º, Capítulo I, do seu Regimento Interno, aprovou a seguinte Moção:

Moção de Aplauso aos fiscais da prefeitura de Rio Branco

Os Conselheiros de Cultura de Rio Branco e demais cidadãos reunidos na plenária da II Conferência, tendo em vista o significativo aumento na arrecadação de impostos municipais, que resultou em maiores investimentos em projetos culturais, via Lei de Incentivo à Cultura de Rio Branco, que destina 3% do ISS e do IPTU ao financiamento de projetos elaborados e realizados pela própria sociedade, decidem:

Aplaudir e agradecer a atuação dos fiscais da Prefeitura de Rio Branco que, junto com à Secretaria de Fazenda de nosso município, não tem medido esforços para melhorar a arrecadação dos tributos previstos em lei, fazendo com que nos últimos quatro anos tenha havido um incremento de cerca de 70% nos recursos destinados à aplicação da Lei de Incentivo, que com isso passaram de R$ 450 mil no ano de 2005, para R$ 750 mil no corrente ano.

Trazemos a publico assim a importância e a necessidade de contarmos com o apoio de todos os segmentos da nossa sociedade e de todas as categorias profissionais na tarefa de fortalecermos nosso fazer cultural e ampliar ainda mais a parcela da população atendida pelos projetos culturais aqui desenvolvidos.

Documento apresentado pelos conselheiros do Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC, aprovado por consenso pela Plenária da II Conferência de Cultura de Rio Branco.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Feira do Sebo no Cultura no Mercado



Criada há mais de quatro anos, a Feira do Sebo da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil é uma daquelas atividades que começaram na FGB, mas o público se apossou. Não dá mais para não existir! Conversas literárias, jogos de mesa, variedades de livros, vinis, gibis e revistas, e tudo isso quase de graça? Só mesmo lá.

A partir deste sábado, dia 26, a Feira do Sebo integra o leque das atrações do programa “Cultura no Mercado”, sendo realizada na Praça Povos da Floresta (aquela praça da estátua do Chico Mendes), das 17h às 20h. Tudo é vendido entre R$1 e R$10. Então fica assim: a gente se topa por lá!

Saiba mais sobre o projeto “Cultura no Mercado” lendo essa matéria.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De berimbau na mão!


Capoeira é dança, esporte ou patrimônio cultural? Na verdade, capoeira é tudo isso e muito mais. Capoeira representa toda a luta de um povo. Difundida pelo mundo inteiro, este elemento da cultura brasileira é muito forte em Rio Branco. Hoje, dia 24, o Grupo Cordão de Ouro realiza a entrega dos uniformes de capoeira para os alunos. A entrega acontece às 16h no Centro Cultural D. Neném Sombra. A confecção dos uniformes foi financiada pela Fundação Garibaldi Brasil, através do Fundo Municipal de Cultura, e pelo Governo do Estado do Acre, via Lei de Incentivo ao Esporte 2009. Não deixe de ir e prestigiar nossos capoeiristas!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cultura, a pauta da vez

Entenda um pouco sobre a movimentação nacional relacionada à cultura

Durante a II Conferência de Cultura de Rio Branco, o presidente da Fundação Elias Mansuor, Daniel Zen, apresentou dois importantes movimentos que estão acontecendo nacionalmente. A “Vota Cultura – Semana Nacional pela Cultura no Congresso”, desenvolvido pelo Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Cultura e o “Recultura” encabeçado pela Central Única das Favelas (CUFA).

O primeiro tem como objetivo sensibilizar os representantes em relação a cultura, realizando durante essa semana, até o dia 25 de setembro, atividades culturais afim de conscientizar e mobilizar a aprovação de projetos de lei que estão tramitando no congresso relacionados as classe cultural. Atualmente, há mais de 408 propostas relacionadas à cultura em tramitação no Congresso Nacional, dentre Projetos de Lei; Projetos de Emendas à Constituição-PEC’s. Saiba mais lendo aqui

Já o Recultura é um manifesto que defende um marco regulatório específico da atividade cultural, formada por artistas, produtores, empresas, organizações, trabalhadores, gestores públicos e privados, atuantes dos mais variados segmentos da cadeia produtiva. Com a intenção de conscientizar a sociedade no sentido de valorizar a cultura como um eixo estratégico de desenvolvimento econômico, social e humano, o evento discute a Lei Complementar nº 128 de 19/12/2008 que, segundo as classes representativas presentes, não atinge alguns segmentos da cultura. Para mais informações acesse aqui, ou para assinar o manifesto, basta clicar aqui.

Aprovações na Câmara dos Deputados

Ao que parece, a conscientização do Congresso iniciado no dia 21 já começa a fazer efeito. Nesta quarta-feira, 23 de setembro, a Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados votou e aprovou duas propostas estruturantes para cultura, sendo eles o Plano Nacional de Cultura (PNC) e a Proposta de Emenda Constitucional que vincula receitas orçamentárias para a área cultural, a PEC 150.

O Projeto de Lei do PNC (PL nº 6.835/2006) tramita na CEC e orientará as políticas culturais para daqui a dez anos. Trata-se do primeiro planejamento de longo prazo no setor, elaborado com base em debates e estudos realizados desde 2003, com intensa participação da sociedade. Ao mesmo tempo municípios e estados estão fazendo este mesmo movimento. Em Rio Branco o Plano Municipal de Cultura iniciou com discussões dentro do Conselho Municipal de Cultura.

Já a PEC 150/2003 tramita em comissão especial do Congresso Nacional prevê, ao ser aprovada, acrescentar à Constituição Federal uma emenda que eleva o patamar do orçamento da Cultura vinculando para a área de 2% do orçamento da União, 1,5% dos estados e 1% dos municípios.

Segundo o twitter do Ministério de Cultura, os dois projetos foram aprovados hoje. Mas esse é apenas o começo do processo. Depois disso as propostas ainda vão ser encaminhadas à Plenário da Câmara dos Deputados, as Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) para só depois serem levadas para o Senado Federal.

Clique aqui e leia matéria sobre as aprovações do PEC e do PN.

Vamos para a Feira?

Comunidade Corrente do Bem realiza Feira Cultural



Cultura não apenas como entretenimento, mas como um importante mecanismo de integração social. É isso que defende a Organização Não Governamental, Comunidade Corrente do Bem (CCBEM), que desde o ano passado realiza um projeto sócio-cultural com mulheres em situação de risco no bairro do Tucumã. A Feira Cultural, Social e Direitos Humanos da Comunidade Corrente do Bem, que acontece nos dias 26 e 27 na Escola Estadual Senador Adalberto Sena situada no Conjunto Tucumã I, vem exatamente para fechar um importante ciclo deste trabalho desenvolvido no local.

Durante o evento vão acontecer sorteios, jogos educativos, venda e exposição de artesanato, apresentação de fotos de atividades realizadas na comunidade, bingo, rifa, comidas e apresentação musical da banda de forró Mistura Quente, com várias músicas autorais.

Segundo Leonardo Alencar, organizador do evento e membro fundador da Corrente do Bem, além das apresentações culturais, a feira tem um papel de orientação social e educação de direitos humanos, realizando brincadeiras voltadas para o aprendizado desses temas com as crianças, além de estandes de explicação e orientação sobre os assuntos. A feira é financiada por um projeto elaborado para o Fundo Municipal de Cultura através da Fundação Garibaldi Brasil, com a parceira de diversas empresas, como a Papelaria Rio Branco, Cine João Paulo, Bella Biju, Malharia FKJ e a Escola Senador Adalberto Sena.


Imprima essa matéria e participe do bingo!

Agora que você acabou de ler essa matéria que tal concorrer a um dos bingos que irá acontecer durante o evento? Para isso a Comunidade Corrente do Bem lançou uma promoção: imprimindo a matéria publicada no Cultura RB e apresentando a organização do evento você ganha uma cartela para concorrer a um dos bingos que acontecem no evento. Então, vamos lá! Imprima, troque e se divirta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Continua a II Conferência de Cultura de Rio Branco

Discussões sobre temas de conferência nacional e eleição de delegados acontecem neste sábado

Acontece até às 18horas deste sábado (19), a II Conferência de Cultura de Rio Branco. Todo cidadão rio-branquense pode e deve participar da construção e fiscalização de políticas públicas culturais. Desde quinta-feira (17), produtores, artistas, esportistas e atuantes na área de Patrimônio Cultural se reúnem no auditório do Colégio Armando Nogueira, imersos na reflexão e no debate para melhorias e consolidação de políticas culturais.

No primeiro dia, a abertura oficial contou com a presença de Fred Maia e Keilah Diniz, ambos do Ministério da Cultura; Daniel Zen Sant’ana, presidente da Fundação Elias Mansour; vereador Gabriel Forneck, Marcos Vinicius, presidente da Fundação Garibaldi Brasil e uma plenária de quase 400 conselheiros de cultura.

De acordo com Marcos Vinicius, os assuntos em pauta são de grande seriedade, mas são discutidos de forma cultural. “Num país onde muitas leis nascem e morrem, nós temos uma lei que é viva, que está acontecendo aqui e agora, uma lei para a qual todos nós temos cuidado e zelado muito para que seja efetiva. Durante esta conferência, vamos discutir leis e coisas sérias, mas não podemos perder de vista que somos da cultura, um povo de alegria e festa”, afirmou. Segundo ele, foi uma exigência do Conselho que fizéssemos uma conferência alegre e diferenciada. “Tem muita brincadeira, mas tudo muito sério”, completou.


A arte-educadora e artista de teatro Marília Bonfim, falou do compromisso e responsabilidade de ser conselheiro de cultura. “Esse momento não é só de quem é do Esporte, da Arte ou do Patrimônio Cultural, esse momento é de toda a sociedade de Rio Branco. Não é fácil participar da Comissão Executiva, porque antes de falar e decidir qualquer coisa, temos que ouvir todo o conselho. Mas a gente trabalha nessa área, com o tempo, percebemos que não é possível ser só um artista, temos que ser um ativista e participar das decisões políticas da cidade”, disse a conselheira.


De acordo com o cineasta Adalberto Queiroz, a capital acreana já avançou muito em termos de política cultural, mas ainda há reivindicações a serem feitas. “Já temos sinais de que teremos um Sistema Municipal de Cultura e um Plano Municipal de Cultura bem consolidados, mas não podemos ficar satisfeitos com todas estas conquistas, ainda temos muito o que debater e muito para avançar, inclusive aumentar os recursos para a cultura”, disse.

Durante a abertura, a II Conferência Municipal de Cultura foi oferecida ao sanfoneiro Monteirinho, músico que difundiu o instrumento dos seringais para a cidade. Outros percussores do movimento acreano também foram lembrados e homenageados, como Tião Natureza, Mathias, Maués, Hélio Melo, Da Costa, Betho Rocha, entre outros.


Na sexta-feira, aconteceu a avaliação do Sistema Municipal de Cultura. Segmentos como Música, Literatura, Artes Marciais, Culturas Ayahuasqueiras, Turismo, entre outros, foram destacados por já terem se consolidado diante do Conselho Municipal de Cultura. Várias propostas foram apresentadas, discutidas e votadas sobre os mecanismos de gestão cultural da cidade.

Na opinião do músico João Veras, a sociedade ainda está em fase de aprendizado no que se refere à participação nas decisões políticas. “Estamos vivendo uma nova fase, a cultura como política pública assumida pelo governo municipal, e a sociedade se pautando na participação da construção dessas políticas. Esse processo de participação ainda é uma aprendizagem para todos, afinal, o modelo de conselho de cultura criado por nós, na I Conferência, é de experimento, não foi feito nada parecido antes”, disse o músico João Veras.


Neste sábado, acontecem as discussões sobre as temáticas da II Conferência Nacional de Cultura, que vão refletir na construção do Plano Municipal de Cultura de Rio Branco. Este Plano vai nortear e definir a política pública cultural da cidade para os próximos dez anos. Também neste sábado, serão elaboradas as propostas e eleitos os delegados para a II Conferência Estadual de Cultura.

Para nortear e qualificar ainda mais estes trabalhos, a Conferência vai contar com a participação de Bernardo da Mata Machado, doutor em direitos culturais e autor do texto base da Conferência Nacional de Cultura; Gerson Albuquerque, historiador e professor do curso de Artes Cênicas da Ufac; Toinho Alves, jornalista e ex-presidente das Fundações Garibaldi Brasil e Elias Mansour; Daniel Zen, presidente da Fundação Elias Mansour e do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Cultura; e Roberto Peixe, ex-secretário de cultura de Recife, que em sua gestão, conseguiu destinar para a cultura cerca de 4% do orçamento municipal, e hoje é coordenador geral do Sistema Nacional de Cultura, no Ministério da Cultura.

A II Conferência de Cultura de Rio Branco é uma realização da Prefeitura de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil, e Conselho Municipal de Políticas Cultura, com apoio da Fundação Elias Mansour e Conselho Estadual de Cultura.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

II Conferência de Cultura de Rio Branco começa hoje



Rio Branco é o último município acreano a fazer sua conferência de cultura, mas nem por isso é menos importante. Na verdade, a capital do Acre está à frente das discussões, tornando-se referência para muitas cidades brasileiras, como São João Del Rey/MG e Foz do Iguaçu/PR. Enquanto boa parte dos municípios está começando a construção dos Sistemas Municipais de Cultura, os conselheiros rio-branquenses já se preocupam em avaliar os problemas e resultados.

A II Conferência de Cultura de Rio Branco começa hoje, dia 17, a partir das 18h, no Colégio Estadual Armando Nogueira. Amanhã e sábado,19, o evento será realizado durante todo o dia, iniciando-se os trabalhos às 8 horas.

Durante as últimas semanas, as Câmaras Temáticas das três áreas que compõem o Conselho Municipal de Políticas Culturais reuniram-se para avaliar o Sistema Municipal de Cultura, e seus mecanismos de gestão e financiamento, trabalho que desencadeará nas discussões e votações das propostas apresentadas.

Na sexta-feira, segundo dia da conferência, o destaque fica por conta dessa avaliação, que não pretende ser feita a partir de uma leitura da lei, e sim, através dos questionamentos e propostas feitas pelos conselheiros com base no que aconteceu neste um ano e meio de funcionamento do Conselho. “A idéia é que as modificações sejam qualitativas e realmente atendam os anseios das pessoas que produzem cultura no município”, afirma Marcos Vinícius Neves, diretor-presidente da Fundação Garibaldi Brasil. Este dia tem uma pauta exclusiva da capital acreana, sendo o diferencial desta conferência em relação aos demais municípios do estado.

O Cadastro Cultural do Município de Rio Branco, o Conselho Municipal de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura, a Lei de Patrimônio Cultural, a Revisão da Lei Municipal de Incentivo a Cultura, a Reestruturação da Fundação Garibaldi Brasil e discussões sobre o Sistema Municipal de Esporte e Lazer são alguns dos assuntos que serão discutidos durante o dia 18.

Quem pode participar da Conferência?
Para ter direito a voz e voto durante a II Conferência de Cultura de Rio Branco, basta que o conselheiro tenha se inscrito no Cadastro Cultural do Município até o último dia 15. No caso dos conselheiros representantes da área de Esporte, o voto será aberto apenas durante o segundo dia de Conferência. Neste dia, a pauta engloba a avaliação do SMC. No terceiro dia, as votações estão interligadas a Conferência Estadual e Nacional de Cultura, que abrange apenas as áreas de Arte e Patrimônio Cultural. Enquanto isso, os conselheiros de Esporte já se mobilizam para a I Conferência Municipal de Esporte, que acontece no final de outubro.

A decisão de realizar uma conferência exclusiva para Esporte, assim como a criação de uma comissão para a formulação de uma proposta de Sistema Municipal de Esporte foi deliberada durante a I Conferência de Cultura.

O Cadastro Cultural do Município de Rio Branco – O Cadastro Cultural é a “porta de entrada” do Sistema Municipal de Cultura e será um dos pontos a serem discutidos durante o dia 18. Até o momento existe apenas o pré-cadastro, iniciado em 2007 na I Conferência Municipal de Cultura. Este cadastro dá direito a voz e voto dentro das instâncias do Conselho Municipal de Cultura, além da possibilidade de participar dos mecanismos de financiamento de projetos culturais.

Este ano foi dado continuidade ao cadastramento de pessoas físicas e iniciado o processo e pré-cadastramento de pessoa jurídica em formulários impressos, organizando paralelamente um banco de dados digital de todos os cadastros por área e segmento. Através de convênio com a Uninorte, serão desenvolvidos até 2010 o programa e formulários eletrônicos do cadastro cultural.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cultura vai à Câmara dos Vereadores


Artistas, esportistas, produtores e fazedores culturais de Rio Branco, é chegada a hora! A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil convida para nesta quarta-feira, dia 16, às 10h, participarem de uma conversa com nossos vereadores na Câmara Municipal de Vereadores.

Essa conversa já aconteceu uma vez, em 2007, quando nosso Sistema Municipal de Cultura foi aprovado por unanimidade! E mais uma vez é hora de se reunir para sensibilizar as autoridades sobre a importância do que será proposto durante a II Conferência de Cultura de Rio Branco, que acontece nos dias 17, 18 e 19 de setembro. Não fique de fora deste grande passo nas políticas culturais da nossa cidade!

O que antes era “balcão”...

... hoje é um dos mecanismos de financiamento mais completos para o apoio à cultura rio-branquense!

Em funcionamento desde 2008, o Fundo Municipal de Cultura (FMC) representa o novo momento dos mecanismos de financiamento em Rio Branco, ou seja, mais transparência e justiça no incentivo à nossa cultura. Um dos pontos de pauta da II Conferência de Cultura de Rio Branco, que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de setembro, é a análise dos pontos positivos e negativos do FMC. Afinal, por ser uma experiência inédita na capital acreana, já era de se esperar que alguns obstáculos surgissem. Desta forma, é importante que os participantes da Conferência estejam atentos às possíveis mudanças deste mecanismo do Sistema Municipal de Cultura.

Antes de qualquer coisa, o que é o Fundo Municipal de Cultura? O FMC é um instrumento de financiamento das políticas públicas municipais nas áreas de Artes, Esportes e Patrimônio Cultural, previsto na Lei do Sistema Municipal de Cultura, e que democratiza o acesso aos recursos disponíveis por meio de editais que são definidos pela sociedade civil durante as reuniões do Conselho Municipal de Cultura, efetivando assim, a transparência no processo de apoio cultural. Do seu começo até hoje, já foram lançados cinco editais que englobavam as naturezas de Formação, Produção, Circulação e Intercâmbio, Manutenção de Grupos e entidade, e Concessão de Pequenos Apoios.


Seu principal papel no apoio às ações culturais da capital acreana é substituir uma prática popularmente conhecida como “balcão”. Este processo se dava da seguinte maneira: o produtor cultural que precisava de apoio financeiro, dirigia-se ao presidente da FGB e solicitava a ajuda. Porém, este método de financiamento cultural era considerado injusto, tendo em vista que a decisão da aprovação ou não dos recursos não passava por uma análise detalhada de uma comissão formada por representantes da sociedade civil, com é feito com o FMC.

Atualmente, a apreciação e aprovação dos projetos apresentados ficam a cargo da Comissão de Análise de Mérito composta através da deliberação do Colegiado dos Fóruns Setoriais, uma das instâncias do Conselho Municipal de Cultura. A checagem da documentação dos projetos apresentados é feita pela Comissão de Análise Técnica.

O maior diferencial entre Fundo Municipal de Cultura e a Lei Municipal de Incentivo à Cultura é que este último trata-se de renúncia fiscal, uma Lei de mecenato. Os contemplados em editais da Lei Municipal de Incentivo à Cultura não têm acesso direto ao recurso, precisam buscar patrocínio para troca de bônus.

Isso não acontece no Fundo Municipal de Cultura, de natureza contábil especial, que funciona sob as formas de apoio a fundo perdido, mediante Editais específicos. Como conseqüência de uma forma de apoio mais direta, os prazos podem ficar mais curtos, sendo possível agilizar o acesso ao financiamento e a execução dos projetos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Conferência em Rio Branco dialoga com assuntos nacionais

Conheça as temáticas dos Grupos de Trabalho da II Conferência Municipal de Cultura


No início de sua gestão à frente do Ministério da Cultura (MinC), quando perguntado sobre as diretrizes que iriam pautar a política cultural do governo, o ex-ministro Gilberto Gil respondeu: “A abrangência”. Esse critério fundamentou a concepção que hoje compreende a cultura em três dimensões: simbólica, cidadã e econômica.

Com base nos temas apontados pelo MinC para a Conferência Nacional de Cultura, a II Conferência de Cultura de Rio Branco abordará os eixos temáticos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura; Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; e Gestão e Institucionalidade da Cultura. “Esses eixos se constituem no esqueleto em torno do qual foi montado o Plano Nacional de Cultura”, afirma Marcos Vinícius Neves, presidente da Fundação Garibaldi Brasil – FGB.

O Plano Nacional de Cultura está em tramitação no Congresso Nacional e foi construído a partir desses eixos. Portanto, esses eixos ligam o resultado da 1ª Conferência Nacional de Cultura com os possíveis resultados dessa 2ª Conferência na construção do Plano Nacional de Cultura, não só a nível federal, mas também a nível estadual e municipal.

A idéia é que as conferências municipais sirvam de base para as estaduais, que por sua vez, preparam o terreno para a Conferência Nacional. É o novo momento das políticas culturais no Brasil. Nesse contexto, Rio Branco está avançado em relação ao restante do país. A experiência do Sistema Municipal de Cultura (SMC) da capital acreana já serve de parâmetro para várias cidades brasileiras como São João del Rey/MG e Foz do Iguaçu/PR.

Mas como refletir sobre esses temas na Conferência? A metodologia que será aplicada durante o evento é da formação de Grupos de Trabalhos entre os conselheiros, cuja divisão será feita por afinidade com o tema discutido. Dessa forma, o trabalho fica mais direcionado e eficaz.

Para ajudar no entendimento do que vem por aí, confira detalhadamente o que diz cada tema.

Eixo 1 – Produção Simbólica e Diversidade Cultural: foco na produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais e formação no campo da cultura. Em Rio Branco, o Sistema Municipal de Cultura e as políticas culturais têm como característica considerar a diversidade cultural.

Essa diversidade cultural é um dos maiores patrimônios de Rio Branco e do Brasil, fruto de nossa formação histórica. Por isso o diálogo intercultural deve estabelecer-se também no âmbito interno, entre os diversos grupos de identidade existentes.

Este eixo volta sua atenção para o fortalecimento das identidades rio-branquenses. Além disso, é neste tópico que se fala no estreitamento da relação entre educação, comunicação e cultura, cuja ligação resulta na formação do gestor de cultura. Políticas e regulamentação para meios de comunicação, entre outros pontos são alguns dos temas debatidos neste eixo. Tão necessário quanto reatar o vínculo entre cultura e educação é integrar as políticas culturais e de comunicação.

Eixo 2 – Cultura, Cidade e Cidadania: foco na cidade como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais. O desafio deste tópico é colocar os produtores e fazedores culturais para analisarem a cidade no que se refere à construção de políticas para consolidar os fazeres típicos de Rio Branco. E quando se fala em cidade, não se limita apenas à zona urbana, mas também abrange a zona rural.

Para se pensar a cidade hoje, é preciso se levar em conta as memórias rio-branquenses. É mais do que pensar em espaços de difusão, é pensar também em trocas culturais. Aqui serão discutidos assuntos como direito à identidade e à diversidade cultural, direito à livre participação na vida cultural, direito e dever de cooperação cultural e direito autoral.


Eixo 3 – Cultura e Desenvolvimento Sustentável: foco na importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento. A discussão desse item gira em torno da necessidade da cultura assumir o papel central nas políticas públicas. Sem governos sensíveis à importância da cultura para a sociedade, todo e qualquer discurso de desenvolvimento sustentável é inexistente.

Além disso, os integrantes do Grupo de Trabalho do eixo “Cultura e Desenvolvimento Sustentável” debaterão mais profundamente sobre Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo. Também serão discutidos os desafios para as políticas culturais no que diz respeito aos desequilíbrios sócio-econômicos e regionais que ainda marcam a organização territorial da cidade.

Eixo 4 – Cultura e Economia Criativa: foco na economia criativa como estratégia de desenvolvimento. Este eixo, em alguns pontos, apresenta várias ligações com “Cultura e Desenvolvimento Sustentável”. Como o nome diz, formas alternativas de desenvolvimento econômico para cultura são abordadas neste item.

Um dos desafios mais difíceis dos gestores de cultura é conseguir que a iniciativa privada reconheça e apóie as produções e fazeres culturais. Essa pauta se encaixa em “Cultura e Economia Criativa”. A análise e avaliação dos mecanismos de financiamento de projetos culturais, como Fundo Municipal de Cultura e Lei de Incentivo à Cultura, e formação de mercado para a cultura também entram aqui neste tópico.

Este tema exige muita atenção e responsabilidade, pois é nele que se mobiliza o governo para ações fundamentais como orçamento regular e, em seguida, progressivo para a cultura. “Cultura e Economia Criativa” trata da economia da cultura em temas importantes para o artista e produtor cultural, como aposentadoria, rede de empregos culturais, entre outros.

Eixo 5 – Gestão e Institucionalidade da Cultura: foco no fortalecimento da ação da Prefeitura de Rio Branco e da participação social no campo da cultura. A construção de um Sistema Municipal de Cultura em Rio Branco, proposto pela FGB, teve início em 2005, com a realização de reuniões nas quais os segmentos artísticos e esportivos tiveram a oportunidade de discutir os problemas enfrentados pelos artistas, esportistas e as comunidades em seu fazer cultural do cotidiano.

Durante esses encontros, foi traçado um diagnóstico da situação dos diferentes setores ligados aos fazeres culturais na cidade e relacionadas às principais expectativas de desenvolvimento em curto, médio e longo prazo. Ainda em 2005, a Prefeitura de Rio Branco assinou um Protocolo de Intenções com o Ministério da Cultura para integrar o município ao Sistema Nacional de Cultura – SNC.

Em geral, os sistemas vêm se organizando com base no tripé formado por Conselho, Plano e Fundo, além, é claro, dos órgãos gestores e das conferências. O caso rio-branquense não é diferente, e este Grupo de Trabalho abordará o Fundo Municipal de Cultura e a construção do Plano Municipal de Cultura.

Rio Branco já tem seu Sistema Municipal de Cultura e o mantém em pleno funcionamento. Enquanto os âmbitos estadual e nacional estão formulando seus Sistemas, a II Conferência Municipal de Cultura de Rio Branco – Acre (SMC), dará um passo mais adiante, ao realizar a primeira avaliação formal do SMC, de acordo com o art. 58 da Lei 1.676/07, do próprio Sistema.


Conferência de Cultura de Rio Branco

Nos dias 17, 18 e 19 de setembro acontece a II Conferência de Cultural de Rio Branco. A avaliação do Sistema Municipal de Cultura, propostas para as conferências estadual e nacional de cultura e a eleição de delegados para a Conferência Estadual são os principais pontos de pauta. O local do evento é no auditório do Colégio Armando Nogueira.

Dia 17 – a partir das 18h
Dias 18 e 19 – a partir das 8h
No auditório do colégio Armando Nogueira

Atenção Conselheiros de Cultura: regularizem seus cadastros!

Os conselheiros culturais de Rio Branco que participaram das reuniões das Câmaras Temáticas na Fundação Garibaldi Brasil, mas não se inscreveram no Cadastro Cultural do Municipio de Rio Branco tem ate amanhã, 15, para regularizar sua situação a fim de poder participar com direito a voto na II Conferência de Cultural de Rio Branco, que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 no Colégio Estadual Armando Nogueira.

Aqueles que não regularizarem seus cadastros só vão poder participar como ouvintes desta conferência. O cadastro deve ser feito no setor de informação da fundação municipal de cultura, localizada no Parque Parque Capitão Ciriaco, no 2º Distrito.

sábado, 12 de setembro de 2009

Lei de Patrimônio: A Identidade da Cultura


Entenda melhor sobre este que é um dos temas da II Conferência de Cultura de Rio Branco


Quando se fala de Cultura é comum pensar primeiramente em apresentações artísticas como música, teatro, cinema ou literatura, ou seja, a cultura com holofotes. Mas esse termo é mais abrangente. Cultura não é apenas a literatura, mas também a linguagem usada nela. Além de histórias, costumes, arquiteturas, folclores, valores, crenças e práticas que compõe a identidade cultural de cada pessoa. Afinal, toda ação humana é socialmente construída por meio de símbolos que, entrelaçados, formam redes de significados que variam conforme os diferentes contextos sociais e históricos. Este é um lado da cultura menos glamouroso e que às vezes é esquecido pelas pessoas.

Foi para proteger esse lado da cultura que se criaram as Leis de Patrimônio Cultural. A Lei Municipal de Patrimônio Cultural nasceu em 2007, junto com o Sistema Municipal de Cultura. Primeiramente, ela seria um componente do Sistema, mas percebeu-se que seria muito mais efetivo separar as duas leis, deixando-as interligadas. Foi criada também uma Câmara Temática Especial de Patrimônio Cultural, composta por membros do Conselho Municipal de Cultura e representantes indicados de entidades relacionadas à área de Patrimônio Cultural. Este conselho patrimonial torna-se um co-responsável, consultor e fiscalizador dos trabalhos desenvolvidos pela Fundação Garibaldi Brasil, destinado a orientar a formulação das políticas municipais de proteção ao Patrimônio Cultural de Rio Branco.

A lei garante a proteção do Patrimônio Cultural de Rio Branco por meio de inventários, registros, tombamentos e medidas de salvaguarda, prevista em outros instrumentos legais do município. A lei ainda está sendo implementada, e alguns pontos não foram ainda efetivados. Um exemplo é a Câmara Temática Especial de Patrimônio Cultural que ainda não teve sua primeira reunião. Os nomes dos representantes nomeados pelas instituições estão sendo entregues agora. Mesmo sendo um componente fundamental da lei, isso não significa que outros aspectos previstos não tenham sido iniciados. Alguns processos de tombamento já estão em fase de pesquisa, e deverão ser apresentados em breve a Câmara Temática Especial.

Analisar a Lei de Patrimônio Cultural e os componentes que a compõem, e pensar soluções para os problemas que foram sendo detectados nos últimos dois anos é um dos objetivos da II Conferência de Cultura de Rio Branco, que acontecerá nos dias 17, 18 e 19, no Colégio Estadual Armando Nogueira. E ao se falar de Patrimônio Cultural é importante pensar em políticas para a preservação de bens culturais e na educação patrimonial da sociedade, para que ela possa saber identificar os bens que são importantes dentro de sua própria comunidade. Refletir sobre a difusão das práticas sócio-culturais, pensando em mecanismos de valorização da diversidade e das identidades culturais. São os índios, negros, as culturas tradicionais, membros de comunidades Ayahuasqueiras e populares. É pensar na relação com meio ambiente, sustentabilidade e vários outros conceitos que às vezes parecem fazer parte apenas de uma discussão (política, econômica ou ambiental), mas que na verdade são universais. A cultura não é singular, é plural.

Mas para a efetividade desta lei, não basta registrar, decretar ou tombar um determinado bem, mas se certificar através da fiscalização a funcionalidade da proteção. Preservar o patrimônio cultural, é antes de tudo, preservar a nossa história, memória e identidade. Ou seja, aquilo que nós somos.

O que é Patrimônio Cultural?

Trata-se de um conjunto de bens, sejam eles materiais ou imateriais, que pelo seu valor próprio devam ser considerados de interesse relevante para a permanência e valorização da identidade cultural de um povo, no caso, do povo rio-branquense. Esses bens podem ser de natureza histórica, arqueológica, lingüística, folclórica, religiosa, comportamental, urbanística, arquitetônica, artística, audiovisual, paisagística e ambiental. Se a Cultura fosse um ser humano, o Patrimônio Cultural seriam os seus valores, costumes, memórias, crenças, conceitos e pré-conceitos, compondo assim a personalidade da cultura.

Para serem reconhecidos como parte do Patrimônio cultural de Rio Branco, segundo a Lei Nº 1.677, os bens precisam ser inscritos e documentados, individual ou coletivamente, no Livro de Tombo ou no Livro de Registro. Sendo que isso só poderá ser feito após a realização de uma pesquisa e aprovação na Câmara Temática Especial de Patrimônio Cultural, pensando sua relevância sócio-cultural. Vale lembrar que qualquer pessoa pode solicitar o tombamento de um bem. Quanto mais uma comunidade demonstra interesse em preservar uma tradição ou um prédio, maior a importância do bem para a sociedade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

II Conferência de Cultura de Rio Branco: O Rufar dos Tambores

Dia 17 começam as discussões para a II Conferência de Cultura de Rio Branco


A cultura é feita pela pluralidade, de pessoas, opiniões, manifestações culturais e segmentos. O termo é tão abrangente, que vai além do teatro, cinema ou música, mas está presente na formação dos valores pessoais que compõem a essência da criação dentro destes segmentos. Essa introdução pode parecer vaga, até longe da sua realidade caro leitor, mas não é. A cultura está no prato de comida que você come no mercado, de manha bem cedinho, ou nas memórias de infância na Praça dos Tocos. Está na catraia, nas pastorinhas, no futebol do final de semana, nas brincadeiras tradicionais.

Toda essa diversidade que marca a cultura será discutida na II Conferência de Cultura de Rio Branco, que acontece nos dias 17, 18 e 19 no Colégio Estadual Armando Nogueira. Representantes dos vários segmentos que compõem o Conselho Municipal de Cultura vão estar presentes neste encontro, que você pode não ter percebido, mas já começou. Mesmo datada para a semana que vem, os membros deste conselho já se reúnem nas Câmaras Temáticas para avaliar o trabalho e ações referentes ao Sistema Municipal de Cultura. Dentro deste sistema funcionam diversos mecanismos de gestão e financiamento, tal como a Cadastro Cultural de Rio Branco, o Fundo Municipal de Cultura, a Lei Municipal de Patrimônio Cultural e o próprio Conselho Municipal de Cultura.

Acontece que a Conferência não é apenas um espaço para discutir políticas públicas culturais. É isso também, mas é muito mais. É o encontro de toda essa pluralidade em um lugar só, para discutir, conversar, debater. A conferencia se torna, antes de tudo, uma convergência. Convergência de idéias, de conceitos, de propostas, de culturas. No plural mesmo, porque na cultura o que fala mais alto é a multiplicidade.

Essa movimentação não começou agora. A II Conferência é um reflexo de tudo que foi deliberado nas reuniões com os segmentos, a partir de 2005; na primeira Conferência Municipal de Cultura, que aconteceu em 2007; e nos trabalhos realizados posteriormente, a partir da criação do CMC e a implementação do SMPC. Tentando suprimir a necessidade de um espaço onde os representantes culturais possam dialogar com o poder público, e juntos chegarem as soluções no âmbito cultural. O objetivo é estabelecer e programar políticas de longo prazo na cultura, consolidando um sistema público municipal de gestão cultural, com ampla participação e transparência da sociedade civil, estimulando a organização e a sustentabilidade de grupos, associações, cooperativas e outras entidades de classe atuantes na área cultural. Essas discussões já estão acontecendo, através das Câmaras Temáticas que compõem o Conselho Municipal de Cultura.

Se na constituição diz que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, no Conselho Municipal de Políticas Culturais, cada representante é a própria sociedade. Qualquer pessoa inserida no ambiente cultural, que se considere um fazedor de cultura ou apenas queira participar das discussões nas áreas de artes, patrimônio cultural ou esporte, pode participar do conselho se auto-representando e, também, representando as entidades que ele ou ela esteja vinculado.

Todos podem participar deste conselho, como você vai descobrir nesta série de reportagens sobre a II Conferência de Cultura de Rio Branco. Está confuso? Não fique. Até a próxima quinta-feira, 17, o dia que começa a II Conferência de Cultura de Rio Branco, vamos explicar cada um desses mecanismos, como eles estão funcionado, quais os avanços, dificuldades e desafios a se enfrentar. Mas essa é apenas a metade do trabalho. Durante a conferencia também vão ser abordados os temas das Conferencias Estadual e Nacional de Cultura, com o tema geral “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, discutindo a dimensão cidadã, econômica e simbólica da cultura. E isso também será abordado em uma matéria especial sobre os eixos temáticos das Conferências. A conferência oficialmente só começa na semana que vem, mas para os envolvidos e interessados na cultura rio-branquense os tambores já estão rufando, as expectativas são grandes. Na verdade, a conferência já começou.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Conferência já começou!*

A Segunda Conferência Municipal de Cultura acontece daqui a duas semanas. Oficialmente, porque na verdade ela já começou. Pelo menos para nós, que participamos do Conselho Municipal de Cultura. Explico: um dos vários pontos de pauta desta conferência é a Avaliação do Sistema Municipal de Cultura, e as Câmaras Temáticas estão se reunindo desde o começo do mês para fazer essa avaliação, a fim de levar para a conferência as reflexões que surgirem.

E como falamos na coluna da semana anterior, essa é a hora de fazer não apenas uma avaliação, mas uma auto-avaliação. O que está legal? O que funciona? O que não funciona? O que está dando errado? Por quê? O que pode melhorar? Onde eu (conselheiro, produtor ou fundação de cultura) posso melhorar?

Temos que fazer essas e outras perguntas. E nessa hora nenhum assunto pode ser tabu. Os conselheiros precisam estar à vontade para falar tudo o que pensam, mesmo que isso vá de encontro com algumas ações da Fundação Garibaldi Brasil ou apontem erros feitos por nós. Por que, afinal de contas, nós também erramos. O Sistema Municipal de Cultura e todos os mecanismos de participação e financiamento que o compõem também são coisas novas para nós, então é natural que no meio do caminho algumas algo não dê certo como imaginávamos. Descobrimos que, por exemplo, aquela composição de avaliação não é a melhor forma, porque é confusa ou reúne pessoas demais (com pouco tempo). Ou que essa metodologia funciona melhor que utilizada na reunião anterior. É preciso sensibilidade para perceber que cada segmento age de uma forma diferente, e existem maneiras adequadas e diferenciadas para potencializar o trabalho deles.

Mas claro que, por mais complexo e novo seja esse sistema e erros aconteçam, não podemos usar isso como desculpa para não fazer os nossos trabalhos como instituição. Pelo contrario! Erramos? Sim, mas então temos que aprender a acertar.

Mas também não foram apenas erros cometidos, muita coisa deu certo. Dá para perceber uma modificação no comportamento individual das pessoas, pensando cada vez mais no todo, no coletivo. Um foque maior nas discussões. Enquanto algumas câmaras temáticas apresentam dificuldades, outras estão cada vez mais consolidadas, discutindo além de projetos individuais, mas deixando desavenças de lado para formar projetos coletivos e ainda elevar a discussão para âmbitos além do municipal.

Essa é uma auto-avaliação nossa. Pequena, porque se fossemos falar tudo, não iria caber no espaço desta coluna do jornal. Porém, é um começo desse momento de reflexão. Algo que está sendo feito por todas as câmaras temáticas, que estão analisando as instâncias do Conselho, os mecanismos de participação e financiamento, a atuação da FGB, a atuação deles, a integração com outras áreas, segmentos e instancias. Tudo está sendo usado para essa avaliação, que vai acontecer até o dia da Conferência, onde acreditamos que o encontro se tornará mais qualificativo. Todos já chegaram tinindo para a discussão.

A avaliação nas câmaras temáticas é o primeiro passo. A Conferência Municipal de Cultura é o segundo. E pra onde a caminhada vai dar, isso você só vai saber se participar e andar junto. Então, simbora?


* Texto escrito para a Coluna Cultura RB do Jornal Página 20 do dia 05/09/09

Atenção Conselheiros de Cultura!


Para participar com direito a voto na II Conferência de Cultura de Rio Branco, que acontece nos dias 17, 18 e 19 no Colégio Armando Nogueira, é preciso ser cadastrado no Conselho Municipal de Políticas Culturais. Se você participou de alguma reunião das Câmaras Temáticas e ainda não fez o Cadastro Cultural, então não perca tempo! Os conselheiros têm até essa terça-feira, 15, para regularizar o cadastro cultural na sede da Fundação Garibaldi Brasil, localizada no Parque Capitão Ciriaco, no 2º Distrito.

O que rola neste sábado no Cineclube Aquiry

No próximo sábado(12/09), às 18horas, o cineclube Aquiry exibirá:


Circuito Patativa do Assaré - Ave Poesia, de Rosemberg Cariry (2009)
Sinopse: O filme aborda a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré, destacando a relevância dos seus poemas, o significado político dos seus atos e a sua imensa contribuição à cultura brasileira.

Circuito Mestre Verequete - Chama Verequete, de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira (2002)
Sinopse: Documentário poético sobre Mestre Verequete, personagem fundamental da história do ritmo raiz do Pará, o Carimbó, que legitimou e divulgou pelos quatro cantos do Brasil.

Quando: Todo sábado, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº 01 – Distrito Industrial - Rio Branco)

Informações pelo telefone: 3229 6892 ou acesse: http://cineclubeaquiry.blogspot.com/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reuniões da Semana


A Conferência de Cultura já começou! Pelo menos para aqueles que participam do Conselho Municipal de Políticas Culturais. As Câmaras Temáticas estão se reunindo durante a semana para fazer suas avaliações do Sistema Municipal de Cultura, o trabalho segue na Conferência de Cultura de Rio Branco, nos dias 17, 18 e 19 no Colégio Estadual Armando Nogueira.

O que não falta essa semana são reuniões. Confira e participe desse processo!

Terça-feira, dia 08
Cultura Afrobrasileira, às 16h, no Parque Capitão Ciríaco

Quarta-feira, dia 09
Comissão Executiva, às 9h, no Parque Capitão Ciríaco
Profissionais de Basquete, Vôlei, Handebol e Esportes Aquáticos, às 10h, na Prefeitura de Rio Branco - Centro
Artesanato, às 16h, no Parque Capitão Ciríaco

Quinta-feira, dia 10
PNE + Grupos Especiais + Jogos de Mesa, às 10h, no Parque Capitão Ciríaco
Culturas Populares, às 15h, no Parque Capitão Ciríaco
Jornalismo, às 15h, no Parque Capitão Ciríaco
Futebol e Agentes Comunitários, às 17h, no Parque Capitão Ciríaco
Culturas Ayahuasqueiras, às 19h, no Colégio Campos Pereira

Sexta-feira, dia 11
Colegiado, às 14h, no Parque Capitão Ciríaco
Turismo, às 16h30, no Parque Capitão Ciríaco

Sábado, dia 12
Audiovisual, às 9h, no Parque Capitão Ciríaco
Esporte Radicais, Atletismo e Ciclismo, às 9h, no Acre Jeep Club
Artes Marciais, às 15h, no Centro Cultural Thaumaturgo Filho

Conferência de Cultura de Rio Branco se aproxima!


Dois anos após a primeira conferência, a cultura de Rio Branco se reúne de olho no futuro

É chegada a hora de uma grande festa cultural em Rio Branco. E de quebra, é o momento para se realizar a avaliação do Sistema Municipal de Cultura (SMC), a apresentação de propostas para a Conferência Estadual e Nacional de Cultura e eleição dos delegados das áreas de Patrimônio Cultural e Artes para a Conferência Estadual de Cultura deste ano. Com essas pautas, nos dias 17, 18 e 19 e setembro, a Fundação Garibaldi Brasil realiza a II Conferência Municipal de Cultura de Rio Branco, no Colégio Armando Nogueira.

A II Conferência Municipal de Cultura discutirá os eixos do temário da Conferência Nacional de Cultura, porém levando em conta as particularidades da nossa cidade. Os eixos abordados são:

• Produção Simbólica e Diversidade Cultural;
• Cultura, Cidade e Cidadania;
• Cultura e Desenvolvimento Sustentável;
• Cultura e Economia Criativa;
• Gestão e Institucionalidade da Cultura.




Sobre o Sistema Municipal de Cultura

A construção de um Sistema Municipal de Cultura em Rio Branco, proposto pela Fundação Garibaldi Brasil – FGB, teve início em 2005, com a realização de reuniões nas quais os segmentos artísticos e esportivos tiveram a oportunidade de discutir os problemas enfrentados pelos artistas, esportistas e as comunidades em seu fazer cultural do cotidiano.

Durante esses encontros, foi traçado um diagnóstico da situação dos diferentes setores ligados aos fazeres culturais na cidade e relacionadas às principais expectativas de desenvolvimento em curto, médio e longo prazo. Ainda em 2005, a Prefeitura de Rio Branco assinou um Protocolo de Intenções com o Ministério da Cultura para integrar o município ao Sistema Nacional de Cultura – SNC.

Em 2006 - A FGB organizou o material produzido no ano anterior, coletou referências bibliográficas e realizou estudos internos sobre políticas culturais propostas pelo Governo Federal, através do Ministério da Cultura, sobre experiências em outros estados e municípios brasileiros, tendo em vista a organização de uma proposta de Sistema Municipal de Cultura.

Em 2007 - Acontece a I Conferência Municipal de Cultura, onde será apresentado um documento inédito sobre a cultura local, com o diagnóstico e as expectativas de crescimento dos segmentos, além da pactuação da proposta de um Sistema Municipal de Cultura a ser apresentado à Câmara de Vereadores.




A continuação do processo

Em 2009 - A II Conferência Municipal de Cultura de Rio Branco vem para consolidar o processo que foi iniciado pelos gestores e o movimento cultural na Conferência anterior. Trata-se de uma experiência inovadora até mesmo no âmbito nacional, pois possibilitou o exercício da democracia direta através do Conselho Municipal de Cultura, aberto a todos os cidadãos.

Outro processo fundamental que se consolida neste momento é a construção do Plano Municipal de Cultura, onde as necessidades, diagnósticos e anseios do movimento cultural de Rio Branco se farão valer pelos próximos dez anos, independente da gestão vigente no período. É uma forma de assegurar os direitos de quem vive o cotidiano da cultura na cidade.

A realização da II Conferência Municipal de Cultura é da Prefeitura de Rio Branco, através da Fundação Garibaldi Brasil – FGB, em parceria com a Fundação Elias Mansour - FEM e Conselho Estadual de Cultura – Concultura.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Contagem regressiva

Você já começou a se preparar para a Conferência?

“Já começou a contagem regressiva para a II Conferência Municipal de Cultura.” Foi assim que o presidente da Fundação Garibaldi Brasil iniciou esta semana uma das reuniões gerais entre os funcionários. Com data marcada para os dias 17, 18 e 19 de Setembro, ou seja, pouco menos de um mês, o clima é de adrenalina. E muito trabalho - afinal, temos que correr para que tudo esteja pronto. Mobilizações, credenciamento, desenvolvimento de marca, orçamentos, mediações, crachás, programação cultural etc. Ufa!

Também não faltam assuntos para serem discutidos nesta conferência. É tanta coisa que precisa ser discutida, e tudo tão importante, que às vezes nem sabemos direito por onde começar. Principalmente sabendo que nenhum assunto é simples e rápido de abordar. O Regimento Interno, a reestruturação da FGB e a avaliação do Sistema Municipal de Cultura são alguns desses assuntos que, como dizem, dão pano pra manga.

Além disso, serão discutidos pelos grupos de trabalho os eixos temáticos da Conferência Nacional, analisando o desenvolvimento sustentável, economia criativa, gestão e institucionalidade, produção simbólica, diversidade cultural, cidade e cidadania e como estes temas se relacionam com a cultura no município.

Mas, essa é uma conferência especial para nós de Rio Branco. Depois de dois anos muita coisa mudou. Já passamos daquela fase de construção e implementação do Sistema Municipal de Cultura, assim como estamos mais maduros. Estamos em um momento diferente.

Mas você já parou para pensar que momento seria esse? Com mais de um ano e meio de funcionamento, ficamos nos perguntando até que ponto o Sistema Municipal de Cultura já amadureceu, o quanto ainda precisa avançar e quanto nós, da FGB como instituição responsável, ainda devemos melhorar. Estamos em um processo de avaliação, e não apenas isso, mas de auto-avaliação.

Porém, uma visão da FGB não é uma visão completa. É preciso que todos aqueles que participaram do processo de criação e implementação do sistema nos ajudem. Assim como aqueles que freqüentam as reuniões, ou até mesmo aqueles que deixaram de participar, queremos saber o que aconteceu? O que desestimulou? O que deve melhorar?

Foram dois anos. Muita gente que estava naquele primeiro encontro, pode não comparecer de novo, outros estão mais envolvidos ainda, tem aqueles que estavam apenas de visita e já são grandes atores deste processo, e não esqueçam dos que nem sabiam da existência dessas discussões, mas que agora respiram cada momento e mudança, participando das Câmaras Temáticas, eventos, projetos e tantas outras ações desenvolvidas na cultura.

Como definir este momento em que vive a cultura rio-branquense? Como avaliar tudo o que aconteceu? Como transmitir em três dias toda a movimentação, formação, dificuldades, avanços, críticas, problemas, soluções, conversa, decisões, brigas, discussões, raivas, alegrias e todo este redemoinho de coisas e sentimentos que para nós não é apenas o glacê em cima do bolo, como muitas vezes a cultura é vista, mas o bolo inteiro, e o feijão, o arroz, a carne e tudo aquilo que nos sustenta.

Não é fácil. Mas apenas vocês, fazedores de cultural, podem dizer para nós a que pé estamos e que caminho temos que seguir. Enquanto isso, nós vamos apressando o passo. Tentando entender este momento para transmiti-lo na conferência, que já está bem aí. Vamos andando, lado a lado, que ainda temos muito caminho para trilhar.