Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

sábado, 29 de novembro de 2008

PELC

EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO
PARA SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA Nº 01/2008

2º CHAMADA

O Diretor Presidente da FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA GARIBALDI BRASIL, no uso de suas atribuições legais conferidas pelo Decreto nº 808, de 22 de novembro de 2005, em virtude do EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA Nº 01/2008 no PROGRAMA ESPORTE E LAZER DA CIDADE – PELC.

1 – Convoca os classificados, de acordo com o Item 13.3 do referido Edital, considerando o não comparecimento da totalidade dos classificados na 1ª chamada, como segue:

FUNÇÃO / QUANTIDADE
Coordenador Geral - 01
Coordenador de Núcleo - 01
Agentes - 13

COORDENADOR GERAL
Walter Félix de Souza Neto 38,25

COORDENADOR DE NÚCLEO
José Antonio Leite 42,25

AGENTE
Léia do Nascimento Pereira 35,75
Shirlandia Alves Rodrigues 35,75
Maria Helena Vitório da Silva 35,50
Vanessa Oliveira de Souza 35,50
Jocirlândia do Ó de Araújo 35,25
Jarleson da Silva Lima 35,00
Valdir Oziel dos Santos 35,00
Valcy Marques da Silva 34,75
Cristiane Neres da Silva 34,50
Saulo Moura Guerra 34,25
Átila Souza de Oliveira 33,50
Gilcimar Costa da Silva 33,50
Janiton Alves de Lima 33,25

2 – Os classificados descritos acima, deverão comparecer na sede da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, sala do Departamento Administrativo e Financeiro sito no Parque Capitão Ciríaco, Av. Dr. Pereira Passos, 225, bairro 6 de Agosto, no período de 01 a 05 de dezembro de 2008, das 8h às 12 horas e das 14h às 17 horas, munido de 02 (duas) cópias dos seguintes documentos:

• CI (Carteira de Identidade);
• Cadastro de Pessoa Física – CPF;
• Comprovante de endereço atualizado;
• Comprovante de Conta Bancária;
• Comprovante de escolaridade;
• Certidão de Nascimento ou Casamento;
• PIS ou PASEP;
• Título de Eleitor;
• Certidão de Reservista;
• Habilitação (opcional);
• CTPS.

3 – O não comparecimento do candidato convocado para assinatura do contrato, nas datas e horários determinados, implicará na sua desclassificação, sendo convocado o próximo candidato aprovado e classificado.

4 – O resultado de recursos interpostos estará à disposição dos candidatos no endereço eletrônico http://culturarb.blogspot.com.

Rio Branco – Acre, 26 de novembro de 2008.

MARCOS VINÍCIUS SIMPLÍCIO DAS NEVES
Diretor Presidente da FMCGB
Decreto nº 808 de 22 de novembro de 2005

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Inclusão digital para a zona rural de Rio Branco

Fundação Garibaldi Brasil conclui a primeira turma de informática para moradores da zona rural



Acompanhar e saber lidar com as novas tecnologias de informática é fundamental para quem não pretende ficar para trás. Pessoas que moram na zona rural não são diferentes e também precisam de conhecimento sobre computadores, internet etc., tanto para o trabalho quanto para o próprio lazer. Na última segunda-feira (24), aconteceu a confraternização do término do curso de informática para alunos da zona rural de Rio Branco.

O curso partiu de uma iniciativa da Fundação Garibaldi Brasil e foi realizado no Parque Capitão Ciríaco, na sala de inclusão digital. Durante 10 semanas, toda segunda e quinta-feira, o curso teve a carga horária de 40 horas. “O curso foi realizado baseado na demanda apontada pela própria comunidade. Nós da Fundação Garibaldi Brasil mediamos o acesso ao curso para os moradores rurais interessados.”, explica Léucia Maria Monteiro de Almeida, técnica em Patrimônio Cultural da FGB.

A turma teve 10 alunos e todos que começaram, conseguiram seguir até a conclusão do curso. Os alunos aprenderam sobre os módulos de introdução de informática, sistema operacional, edição e formatação de textos, e internet. A faixa etária dos participantes do curso foi variada. “Estudar nesse curso foi muito bom, tendo em vista que após ter 47 anos de idade, ter acesso a um computador e à internet é maravilhoso. Eu me sinto muito gratificado em ter concluído o curso. Não há idade ruim para se aprender algo novo.”, afirma Evaristo de Souza, de 47 anos, morador do Benfica.



Distância, dificuldade de locomoção e lama nos ramais durante o período de chuvas estão entre os principais empecilhos enfrentados pelos alunos. Alguns estudantes tinham que encarar até seis horas de barco para comparecer às aulas. Porém, esses obstáculos não foram suficientes para superar a vontade de aprender. Esse é o caso da dona Maria do Carmo Araújo, de 45 anos, moradora do Seringal Bagaço. “Enfrentei 6 horas de barco sempre que vinha para a cidade para ter as aulas. Foi difícil. Muitas vezes, eu chegava atrasada por conta das chuvas, principalmente no inverno, mas apesar das dificuldades, consegui concluir. Antes do curso era difícil imaginar que o uso do computador, que só víamos através da TV, seria possível para nós. Graças a Deus tivemos essa oportunidade.”

Disseminar esses conhecimentos através das comunidades rurais através desses alunos e de outros cursos que virão são as metas do curso. Os organizadores pretendem elaborar novas turmas e seguir ensinando outros módulos de informática com as turmas formadas. “Essa turma foi tratada com muito carinho. Sabíamos que essas pessoas sofridas e que não tinham a mesma oportunidade de alguém que mora na zona urbana, graças à distância. Acredito que o curso teve um bom aproveitamento e pretendemos estimular a criação de novos pontos de inclusão digital.”, conclui Geison de Araújo, coordenador da sala de inclusão digital do Parque Capitão Ciríaco e instrutor do curso de informática para moradores da zona rural.

FGB divulga lista de projetos aprovados

Quarto edital do FMC finalizou os recursos de 2008

A Fundação Garibaldi Brasil divulga nesta sexta-feira a lista dos projetos aprovados no Edital 04/2008 do Fundo Municipal de Cultura. A partir desta data, os contemplados têm até sete dias para comparecer na sede da FGB, localizada Parque Capitão Ciríaco, munidos dos documentos obrigatórios conforme item 5.3 do Edital.

O Edital, construído de acordo as necessidades expostas durante as reuniões do Conselho de Políticas Culturais de Rio Branco, foi o quarto e último Edital do FMC deste ano, tendo o valor de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais). Assim, foi alcançado o limite de recursos do Fundo de Cultura disponíveis em 2008, que é de R$ 300.000,00.

Puderam concorrer projetos das áreas de Arte, Esporte e Patrimônio Cultural voltados à formação, produção, circulação, intercâmbio, manutenção de grupos e entidades e, ainda, a pequenos apoios. A finalidade é garantir às entidades, produtores, grupos e manifestações artísticas, culturais e esportivas de Rio Branco, recursos financeiros totais ou parciais, cumprindo as deliberações do Conselho de Cultura de Rio Branco.

A lista com os nomes dos projetos aprovados está disponível em jornais da cidade, no Parque Capitão Ciríaco, e neste link. Mais informações pelos telefones: 32235202 ou 32247941.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

SEMINÁRIO DO PLANO NACIONAL DE CULTURA – ACRE

Rio Branco sedia o sexto encontro da região Norte, dentro do ciclo de debates estaduais sobre as diretrizes para o Plano

Gestores públicos e da iniciativa privada, artistas, produtores, mestres de cultura popular e representantes de movimentos culturais acrianos se reúnem nos dias 27 e 28 de novembro, em Rio Branco, para discutir propostas para o aprimoramento do texto que irá subsidiar a votação do projeto de lei do Plano Nacional de Cultura no Congresso Nacional.

O evento é uma iniciativa do Ministério da Cultura e da Câmara dos Deputados e recebe o apoio da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansur (FEM), órgão do Governo do Estado do Acre. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela internet, no endereço www.cultura.gov.br/pnc.

O Acre será o sexto estado da região Norte e o vigésimo quinto do país a sediar um dos Seminários Estaduais sobre as diretrizes para o Plano. As discussões foram iniciadas em junho, em Minas Gerais, e foram realizadas no Ceará, Maranhão, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Salvador, Sergipe, Alagoas, Recife, Amapá e Florianópolis, Mato Grosso Sul, Paraíba, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Distrito Federal.

Os outros estados onde ainda acontecerão seminários são o Rio de Janeiro (17, 18 e 19 de novembro), Roraima (24 e 25 de novembro), Pará (24, 25 e 26 de novembro), São Paulo e Amazonas (ambos até o início de dezembro, mas ainda sem datas confirmadas).

Com uma média de 200 participantes reunidos em cada capital, os Seminários Estaduais do Plano Nacional de Cultura oferecem espaço para a ampla discussão sobre as linhas de orientação para as políticas públicas de longo prazo de cultura. O processo de construção dessas diretrizes está em curso desde 2003, por meio de ações organizadas pelo poder público e abertas à participação social.

As contribuições recolhidas em todos os estados são publicadas no endereço eletrônico www.cultura.gov.br/pnc, que também oferece aos interessados um fórum virtual para o envio de propostas.

PROGRAMAÇÃO

Local:
Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO)
Estrada Dias Martins, 894, Jardim Primavera, Rio Branco

QUINTA-FEIRA, DIA 27
Abertura - A solenidade está marcada para as 9 horas. Estarão presentes representantes dos segmentos culturais e dos poderes Legislativo e Executivo do governo estadual e federal.
Oficinas – Em seguida, das 14 às 18 horas, serão oferecidas oficinas de capacitação de agentes e gestores culturais. Durante essa atividade, serão apresentados temas relacionados às políticas do ministério.

SEXTA-FEIRA, DIA 28
Grupos de trabalho - Os debates sobre as diretrizes do Plano serão distribuídos em cinco grupos de trabalho (GTs), que vão se reunir das 9 às 18 horas. Os temas dos GTs correspondem às cinco estratégias gerais do caderno de propostas de diretrizes para o PNC:
1. Fortalecer a ação do Estado no planejamento e execução das políticas culturais
2. Incentivar, proteger e valorizar a diversidade artística e cultural brasileira
3. Universalizar o acesso à fruição e produção cultural
4. Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento sustentável
5. Consolidar a participação social na gestão das políticas culturais


CONTATOS PARA ENTREVISTAS
DANIEL HORA, SPC MinC – 61 3316-2294 daniel.hora@minc.gov.br
PEDRO BIONDI, SPC MinC – 61 3316-2115 pedro.biondi@minc.gov.br

SAIBA MAIS SOBRE O PLANO

O Plano Nacional de Cultura é um conjunto de estratégias e diretrizes para a execução de políticas públicas para a área cultural, que está sendo elaborado com a participação da sociedade brasileira. Tem por finalidade o planejamento e a implementação de ações de longo prazo voltadas à proteção e promoção da diversidade cultural brasileira. Diversidade que se expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes para o exercício da cidadania, a expressão simbólica e o desenvolvimento socioeconômico sustentável do país.

Previsto na Constituição Federal desde a aprovação da emenda 48 em 2005, o PNC encontra-se em fase de sistematização de suas diretrizes, elaboradas a partir do diálogo entre Estado e sociedade e da realização de pesquisas e estudos. Esse processo de construção, iniciado em 2003, é realizado em parceria pelos poderes Executivo e Legislativo em âmbito federal e visa à aprovação do projeto de lei do Plano, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2006.

Tecido por diversos cidadãos e grupos, o PNC é gerado com o respaldo em uma noção ampla e plural de cultura, atenta às especificidades das diferentes linguagens artísticas e manifestações simbólicas. Pretende, dessa forma, englobar orientações para campos de ação que vão de artesanato e culinária a moda e cultura digital, passando por artes cênicas e visuais, música, memória e patrimônio brasileiro.

Na medida em que estabelecer consensos para a ação do Estado, o Plano contribuirá para a concretização do Sistema Nacional de Cultura, com a efetiva integração de fóruns, conselhos e outras instâncias de participação federais, estaduais e municipais. Proporcionará ainda uma ampla base jurídica para a atualização dos instrumentos de regulação das atividades e serviços culturais, embasando critérios e perspectivas aos sistemas de financiamento e de execução das políticas públicas de apoio à cultura.

A elaboração do PNC reflete, ainda, a perspectiva de continuidade e institucionalização do recente amadurecimento das práticas de gestão das políticas públicas de cultura. Processo que se caracteriza por iniciativas como a política federal de seleção pública de projetos artísticos e culturais, realizada por editais adequados às particularidades das demandas de cada região do país e à diversidade das comunidades e grupos de identidade brasileiros.

Mais Informação:
Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour
Comissão Organizadora
Lara Abjdid - 8112-2103
Denise Oliveira - 9204 - 8663 / 9985 - 6083
Deyse Araújo - 9204 - 9965
3223 - 9688/3223 - 4889

Sobre a última oficina ...

Um debate, uma reflexão e uma conversa sobre cultura, direito e cidadania e outras coisas mais. Assim foi a oficina que fechou o Ciclo de Oficinas para construção do Plano Municipal de Cultura. Infelizmente, a ordem das oficinas não foi definida de acordo com a sua temática, e sim, conforme a disponibilidade de cada ministrante. A oficina Cultura é Direito e Cidadania aconteceu nos dias 24 e 25, na Biblioteca da Floresta.

Juliano fez apresentação artística durante atividade

O professor José Márcio, que ministrou a Oficina Cultura é Direito e Cidadania, defendeu que sua oficina deveria ter acontecido logo após a de Gestão Pública e Cultura, com o professor Antônio Albino. De qualquer forma, esta última oficina pode ser caracterizada como a mais reflexiva e participativa de todas. Talvez pelo tema não muito objetivo. Talvez pelos conselheiros já estarem mais envolvidos no tema depois de terem participado das oficinas anteriores.

“Parabenizo a FGB por mostrar como se constrói política pública para a cultura. Esse processo é um exemplo de como se tratar a cultura como política, de como centralizá-la e colocá-la no seu lugar”, disse o professor.


De acordo com Marcos Vinícius, presidente da FGB, o ciclo finaliza com grandes conquistas. “Tem sido muito interessante observar a constante presença de algumas pessoas, que formam a face mais visível dessa construção. Uma das maiores vantagens desse processo, foi a possibilidade de enxergar muitas faces que a gente não via na cultura de Rio Branco, ou seja, a revelação das mais diversas faces que não se viam como sujeitos da construção de políticas públicas para a cultura. Sem dúvida, saímos dessas oficinas mais fortes e mais conscientes do que queremos para a nossa cultura”, afirmou.

A conselheira Aucinete Damasceno – Cecé, falou como representante do Conselho Municipal de Cultura. “É uma grande honra receber esses especialistas em políticas públicas culturais para nos ajudar a trilhar os melhores caminhos para o nosso fortalecimento”.


Para se discutir cultura, direito e cidadania, o professor José Marcio explicou a importância de se reconhecer o papel fundamental da cultura na vida em sociedade. “Antes de se pensar em formas de desenvolvimento da sociedade, é preciso assumir a centralidade da cultura, só depois disso pensar em transformações, que serão melhores e com menos impacto”.

A oficina começou com um debate polêmico sobre o Rio Acre. Na opinião do professor, os investimentos na cultura rio-branquense devem começar lá. Como a sociedade tem utilizado o rio? Passeios de jestiki, canoa, transporte, banhos...

Ao se discutir cidadania, foi possível passear em cada uma das outras oficinas. Vimos que Cidadania é uma via de mão dupla. Cidadania não é só reclamar e votar. Cidadania é mais do que um regime de eleição e definição de coisas. “Esse processo que estamos vivendo diz respeito a todos que não estão aqui. Não estamos aqui para resolver o meu ou o seu problema. Se vocês estão apenas experimentando, se a gente achar que cidadania é cada um defender o seu, nós estaremos brincando de cidadania...” explicou o professor.


Experiência e Conhecimento

Você, conselheiro que participou das Oficinas, como transformou esse processe em experiência e conhecimento? Para se fortalecer, se unir, se qualificar os seus conhecimentos sobre cultura? Experiência é o resultado da qualidade que se estabelece no vivenciar e não na quantidade de coisas vividas. A experiência adquirida durante as oficinas não é medida por hora de reunião, mas pela qualidade da maneira de como nos relacionamos durante elas. “A idéia de cultura e cidadania é o que estamos fazendo agora, neste momento”, disse o ministrante.

De acordo com José Márcio, a cultura deve estar na pauta do desenvolvimento humano, sem cultura não há cidadania. É possível ainda, oferecer uma dimensão econômica que reconhece a cultura como geradora de emprego, salários e renda. “A cultura não é um aperitivo na vida da gente. A cultura é central e essencial, não pode ser tratada como acessório, pois revela a lógica que rege as nossas relações”.

José Márcio falou das diversidades e particularizam a cultura brasileira. “Não adianta nos conhecermos como um país criativo e com muitas diversidades, se não sabemos com que fazer com essa criatividade ou diversidade”, diz. Ele falou ainda das desigualdades do país. “Alguns vivem mais a sua cultura do que os outros. Uns vivem mais o consumo da indústria cultural, enquanto que outros estão mais sujeitos a viver a sua própria cultura. A idéia é fazer com que todos reconheçam e vivam a sua própria cultura”.

Falamos ainda sobre tradição. Tradição é uma questão de tempo? Não. Tradição é aquilo que venceu a batalha do tempo e não caiu no esquecimento. É aquilo que tem atualidade, e o que não tem atualidade cai no esquecimento. E nessa discussão, entra a identidade. A identidade é um mapa que nos ajuda a nos localizar no tempo e no espaço.


Simplicidade e Competência

É simples o fato de o homem do interior interpretar as nuvens? “O que torna a coisa simples é a nossa competência”, diz José. Segundo ele, a simplicidade é o que há de mais complexo na existência humana. O homem do interior lê o vento, assim, ele foi capaz de agregar a sua cultura ao seu conhecimento (que é complexo) de forma tão forte que enxergamos com simplicidade. “Devemos olhar para a cultura de forma crítica e efetiva, caso contrário a cultura vai continuar em segundo plano. Além disso, o conhecimento exige uma ruptura com os estereótipos, pré-conceitos e opinião”.

O professor falou ainda do Turismo. “Vocês têm o privilégio de não viver em um potencial turístico. Vocês têm a chance de pensar que tipo de relação entre turismo e cultura vocês querem. É claro que nós temos que desenvolvê-lo, mas fico curioso e preocupado com o que vocês vão fazer com o turismo aqui”.

sábado, 22 de novembro de 2008

V Oficina

Confira os temas da oficina: Cultura é Direito e Cidadania, que fecha o ciclo de oficinas de construção do Plano Municipal de Cultura

· Democratização do acesso a bens culturais (o direito à livre participação na vida cultural: a liberdade de criar, a liberdade de fruir, a liberdade de difundir e de participar nas decisões de políticas culturais; políticas de criação e manutenção de equipamentos públicos que sejam centros de produção, difusão, formação e capacitação: cineclubes, telecentros, bibliotecas, casas de leitura e escrita, museus/espaços de memória e outros)

· Cultura e Educação (a relação entre cultura e educação, no sentido da formação de cidadãos plenos; a valorização da memória e da diversidade cultural local; o notório saber dos artistas e mestres populares; a implementação das Leis: 11.645, de 10 de março de 2008, e 11.769, de 18 de agosto de 2008; políticas de formação e qualificação dos profissionais da cultura)

· Cultura Digital (democratização da informação em meio digital: políticas de acesso para a comunidade, e políticas de acesso para os artistas e trabalhadores da área cultural de média e baixa renda)

· Cooperação Cultural (Políticas de intercâmbio cultural: difusão das manifestações artísticas e culturais, estímulo a vocações, respeito aos diferentes modos de vida, enriquecimento da vida cultural, diferentes culturas como patrimônio comum da humanidade, desenvolvimento humano).


Quando:
segunda (24) e terça-feira (25)
Horário: das 8h às 12h e das 14h às 18horas no primeiro dia, e das 8h às 12horas no segundo dia.
Local: Auditório da Biblioeteca Marina Silva
Quem participa? Todo e qualquer interessado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O futuro já começou

Ou: a Cultura do planejar

“Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer. Todos os nossos sonhos serão verdade. O futuro já começou...” A música “Um Novo Dia” começa a tocar na TV já trazendo aquela sensação de que o ano acabou, de que tudo o que deveria acontecer já aconteceu e que portanto é só fazer o balanço do ano e esperar o próximo chegar.

Uma sensação completamente errônea diante, inclusive, de tanto trabalho que nós temos. O ano de 2007 ainda tem 41 dias, o que dá 984 horas. Tempo que a comunidade cultural de Rio Branco tem para fechar o Plano Municipal de Cultura. Na próxima segunda (24) e terça-feira (25), acontece a última oficina de construção do Plano. Dessa vez, o eixo é: Cultura é Direito e Cidadania, a partir das 8horas, no auditório da Biblioteca da Floresta Marina Silva.

O Plano de Cultura de Rio Branco será estruturado em cinco eixos: Gestão Pública e Cultura, Economia da Cultura, Patrimônio Cultural, Comunicação é Cultura, e o acima citado, Cultura é Direito e Cidadania. Oficinas relacionadas aos primeiros eixos já foram realizadas para aprofundar os nossos conhecimentos, e assim, nortear e qualificar o nosso trabalho.

Dúvidas, idéias, sugestões? O Sistema de Cultura de Rio Branco garante que a sua proposta seja ouvida, respeitada e registrada. Visite e comente no blog Cultura RB, participe das reuniões de construção do Plano e do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Aí, é só levantar o braço e abrir a boca, soltar o verbo, dizer, falar, ablar, to say, to speak...

Planos para 2009? Pois é, com o Plano que construiremos para a cultura em Rio Branco, devemos pensar até em 2018 ou 2019. Sim, sim, é um Plano para os próximos 10 anos. A idéia é descrever onde o movimento cultural quer chegar e quais caminhos levam até esse objetivo.

Aliás, há realmente algum objetivo? Um ditado popular diz que se não se sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. Bem, eu não quero gestores e produtores culturais com esse pensamento. E você, leitor, produtor cultural, conselheiro de cultura, o que quer? Com o Plano Municipal de Cultura, todos os nossos sonhos serão verdade. Com o Sistema Municipal de Cultura, o futuro já começou. Participe!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Cidadania cultural

Educação, democracia, cidadania e acessibilidade ditam o ritmo da oficina nas próximas segunda e terça-feira


Encerrando o ciclo de oficinas para construção do Plano Municipal de Cultura de Rio Branco, nos dias 24 e 25 de novembro, a partir das 8h, no auditório da Biblioteca da Floresta Marina Silva, acontece a V oficina “Cultura é Direito e Cidadania”.

Com esse encontro, os produtores e fazedores culturais rio-branquenses têm oportunidade de aprender, discutir e construir políticas culturais, com base em nossa realidade. Para isso, a oficina terá os seguintes temas como pauta:

· Democratização e acesso a bens culturais;
· Cultura e Educação;
· Cultura Digital e Cooperação Digital.

Para coordenar esse trabalho foi convidado José Márcio de Moura Barros. Ele é graduado em Ciências Sócias pela UFMG. É mestre em Antropologia Social pela UNICAMP e doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É professor do Programa de Pós Graduação da PUC/MG. Integrado o corpo docente do Curso de Ciências Sociais e Comunicação Social. Coordena o Observatório da Diversidade Cultural. Professor da Escola Guignard/UEMG. Coordenador pedagógico dos cursos de especialização em Gestão Cultural na Universidade de Cuiabá e de Ensino e Pesquisa no campo da Arte, Cultura e Educação na Escola Guignard/UEMG.

Com realização da Fundação Garibaldi Brasil, o evento também conta com as parcerias do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Governo do Acre, Observatório Itaú Cultural, Ministério da Cultura, SEBRAE e IPHAN. Para mais informações, ligue para 32242503 ou 32240269.

Aniversário da Cidade une história e esporte

Atletismo, Ciclismo e Catraiada serão as atividades esportivas do Aniversário da Cidade. Inscrições já estão abertas

Solenidade reuniu representantes da área esportiva

A prefeitura de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil - FGB, lançou na manhã desta quarta-feira (20), as inscrições para as atividades esportivas que compõem as comemorações do aniversário de Rio Branco, que acontece no dia 28 de dezembro. A solenidade contou com a presença do vice-prefeito Eduardo Farias, autoridades locais ligadas ao esporte e membros de instituições ligadas à área, além de catraieiros e crianças vencedoras da Corrida Infantil do ano passado.

“Sempre realizamos várias atividades em comemoração ao aniversário da cidade. Ainda estamos fechando como vai ser a programação, afinal, este ano a data cai em um domingo, um dia muito importante para as famílias de Rio Branco”, explica Marcos Vinícius, presidente da FGB. O presidente lembra ainda, que a comemoração agregada atividades que são tradicionais do município. “O primeiro sistema público de transportes foi a catraia”, conta.

Catraiada foi a grande atração do ano passado

Nesse sentido, o vice-prefeito Eduardo Farias lançou uma proposta: “Vamos discutir a padronização das catraias e dos portos. Já padronizamos os ônibus e estamos incluindo os táxis nesse processo. As catraias também devem ser contempladas”.

Nas comemorações de 2007, a Catraiada foi uma das principais atrações da festa, reunindo centenas de pessoas na beira do rio para assistir à competição que tem mais cara de espetáculo. “A expectativa é que a gente consiga reunir pelo menos 16 catraieiros”, conta Rubisclei Maia, o responsável pelo projeto. Segundo ele, o predominante da atividade é o seu reconhecimento histórico. “Na Catraiada não existe um caráter de disputa”, diz ele.

Corrida Infantil acontece há quatro anos

Além da Catraiada Histórica 2008, também compõe a programação a IV Corrida Pedestre Infantil, cujo percurso contempla o Segundo Distrito de Rio Branco. Para os Ciclistas da cidade, a Última Etapa do Calendário da Federação de Ciclismo do Estado do Acre consiste na prova de circuito: GT – Cidade de Rio Branco de Ciclismo, que acontece no dia 28 de dezembro, envolvendo profissionais locais e de outros estados, distribuídos em sete categorias.

Cada atividade tem os seus prazos, formas e locais de inscrição. Os interessados podem procurar a Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, no Parque Capitão Ciríaco, para obter mais informações, ou ligar: 32235202.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Economia para a cultura

O pensamento econômico focado para o cotidiano do produtor cultural


Em tempos de sistema capitalista, temas subjetivos ainda causam confusão na lógica de mercado. Cultura é um desses pontos que provocam questionamentos. Nos dias 11 e 12 de novembro, no auditório da Biblioteca da Floresta Marina Silva, foi realizada a oficina “Economia da Cultura” dando continuidade no processo de qualificação dos produtores culturais de Rio Branco na construção do Plano e Sistema Municipal de Cultura.

Logo no início foram convidados para compor a mesa, Lenine, conselheiro do segmento de artes cênicas, e Marcos Vinícius, presidente da Fundação Garibaldi Brasil. Lenine ressaltou a importância da cultura além dos palcos. “Na visão das pessoas, a cultura está presa às manifestações artísticas. Porém, saberes e fazeres culturais são muito mais do que isso. Todo dia, todos nós fazemos cultura. Devemos valorizar essas ações e conhecimentos. Precisamos refletir como a economia vai agir na cultura, neste caso, de Rio Branco.”, disse Lenine.

Marcos Vinícius lembrou o hábito dos rio-branquenses de não dar valor de mercado para a produção local, tendo como costume esperar receber o produto cultural como brinde. “É difícil dar o devido valor às produções culturais. É comum em nosso cotidiano que os produtores não recebam por isso. É comum todos quererem ganhar, e não pagar pelo produto. Para fazer ações na economia é necessário analisar as particularidades da região. A nossa função é construir o nosso próprio caminho no Acre, com a ajuda de experiência como da Ana Carla.”, concluiu Marcos Vinícius.

Para que, afinal, serve a economia da cultura?

De acordo com a oficineira Ana Carla Fonseca Reis, fundadora da empresa de consultoria Garimpo de Soluções - economia, cultura e desenvolvimento, “economia da cultura serve para nos auxiliar no caminho do desenvolvimento econômico”.

Para entrar no debate, Ana Carla apresentou algumas perguntas que estimularam a reflexão sobre a cultura vista do ponto de vista econômico. A economia da cultura deve ditar a política pública de cultura? Somente a produção cultural de mercado deve receber investimentos? A Economia da cultura pode orientar a política de desenvolvimento? Essas e outras questões foram levantadas durante a oficina.

Segundo Ana Carla, os investimentos não podem se limitar exclusivamente à produção cultural de mercado. O produtor que não segue exclusivamente a lógica mercadológica também merece e precisa de incentivos para dar continuidade ao seu trabalho. Além disso, as políticas públicas culturais não podem ser ditadas pela economia. “O processo criativo não deve sofrer a interferência apenas para vender.”, explica. Também foi discutida a influência do crítico sobre as obras do artista, chegando à conclusão que essa figura é importante, porém não deve ser o combustível para a produção cultural.

Porém, a economia da cultura pode dar rumos em relação às políticas de desenvolvimento econômico. “Dinheiro deve ser tratado como o meio, e não o fim. Precisamos ganhar dinheiro para chegar a algum lugar e dar uma melhor qualidade de vida, mas sempre dando ênfase ao produto cultural como forma de expressão do produtor.”, afirma Ana Carla.

A sugestão da oficineira foi pensar em cinco fluxos, que seriam:

      • Fluxo histórico – de momentos a continuidades.
      • Fluxos entre “disciplinas” – o caleidoscópio da cultura.
      • Fluxos de pessoas – tendências turísticas em busca do singular + migratórias (por opção ou por falta dela).
      • Fluxos de bens e serviços culturais – barreiras e acordos internacionais.
      • Fluxos de interesses convergentes – públicos, privados e civis complementares vs. antagônicos.

Durante a oficina, a evolução da relação de cultural e mercado foi apresentada, tendo como exemplos que vão do ano 30 a.C. até a Revolução Industrial. Marcas e seus valores agregados nos mais diversos campos culturais, patentes e imposições culturais foram discutidos. A discussão sobre os valores agregados aos produtos culturais teve como ponto principal a educação. “Para se ter liberdade de opinião é preciso haver educação formal e educação informal”, diz Ana Cláudia.

Uma das soluções para valorizar de maneira justa o bem ou fazer cultural é se analisar as pesquisas para conhecer e conquistar novos públicos. Através desse tipo de trabalho é possível detectar os motivos para não participação e setores culturais.

Outra frente de atuação da economia da cultura é o turismo cultural. Esse caminho tem exemplos de boas experiências no Brasil e no mundo. Bilbao e Barcelona na Espanha, Detroit nos Estados Unidos, Paraty, entre outros foram citados por Ana Cláudia. Em todos eles, o procedimento para desenvolver o turismo levou em conta os seguintes fatores: mapeamento do turista, investimentos do governo e estudo sobre o mercado de turismo.

Finalizando a oficina, iniciou-se a elaboração e debate de alguns eixos importantes para a construção do Plano Municipal de Cultura de Rio Branco. Foram detectados em parceria através de grupos formados com o público da oficina, questões para fomentar a reflexão dos presentes, levando em consideração as particularidades da nossa cidade. E dessa forma, as oficinas de qualificação vêm movimentando e motivando os produtores culturais de Rio Branco na construção do Plano e Sistema Municipal de Cultura.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lixo transformado em luxo

Centro Thaumaturgo Filho recebe oficina de costumização com materiais recicláveis

Unir preservação do meio ambiente e moda é o foco do projeto “Reciclar é chique”, da estilista Danah Costa. Para tal, serão realizadas duas oficinas de costumização no Centro Cultural Thaumaturgo Filho. As oficinas acontecerão entre 17 de novembro e 13 de dezembro e serão ministradas pela estilista Danah Costa.

Cada oficina será destinada para 50 pessoas, e para público de ambos os sexos e faixa etária a partir de 12 anos. O curso é inteiramente gratuito e as inscrições já estão abertas no próprio Centro Cultural. Uma curiosidade é que até mesmo o banner usado na divulgação é ecologicamente correto, pois o material utilizado é reciclável.

Estilista Danah Costa é a responsável pelo projeto

A temática dos cursos trata da criação de roupas e acessórios com materiais como roupas usadas, pedaços de tecidos, plásticos, ferro, entre outros. Na programação estão previstas: coleta seletiva e reciclagem de materiais, reaproveitamento de garrafas pet e lacres de latinhas e bordado com lantejoulas em chita.

“Eu acho que desta oficina sairão grandes frutos. A quantidade de inscrições foi muito grande, chegando a ter lista de espera. Isso é ótimo, pois se trata de um trabalho de trabalho de educação. As pessoas que farão o curso terão outra opção de renda extra com esse conhecimento. Assim, estamos incentivando a criação de centros de artesanatos por Rio Branco”, afirma Danah Costa, estilista e proponente do projeto.

As aulas acontecerão todas as segundas e quartas-feiras, das 14h30 à 16h30, e aos sábados, das 9h às 12h. “Reciclar é chique” recebe o patrocínio do Banco da Amazônia – BASA, Gabinete do Senador Tião Viana e apoio da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil. O Centro Cultural Thaumaturgo Filho fica localizado na Travessa Aluísio Z. da Silva, nº 499, Conjunto Manoel Julião, bairro Estação Experimental. Para mais informações, ligue para 3226-6324, 32242503 ou 32240269.

domingo, 16 de novembro de 2008

Patrimônio Cultural em destaque

Nesta segunda-feira, os olhares do Plano e Sistema Municipal de Cultural se voltam para Patrimônio

O que é Patrimônio Cultural e qual sua importância no cotidiano das pessoas? Quais os caminhos que as instituições públicas atuantes na área podem seguir? Como deve ser o debate no segmento para a construção do Sistema e Plano Municipal de Cultura de Rio Branco? Estas e outras questões serão discutidas nos próximos dias 17 e 18 de novembro, a partir das 8h, no auditório da Escola Campos Pereira. Trata-se da IV oficina do ciclo preparatório montado pela Fundação Garibaldi Brasil para auxiliar, qualificar e fomentar os debates entre os produtores e fazedores culturais da cidade. A oficina “Patrimônio Cultural” será ministrada pela doutora em sociologia, Maria Cecília Londres Fonseca.

Quem?

Maria Cecília Londres Fonseca é licenciada em Letras (PUC-RJ), mestre em Teoria da Literatura (UFRJ) e doutora em Sociologia (UnB). pesquisadora do Centro Nacional de Referência Cultural-CNRC (1976-1979) e coordenadora de projetos da Fundação Nacional Pró-memória (1979-1990). coordenadora de Políticas da Secretaria de Patrimônio, Museus e Artes Plásticas do MinC (1999-2001). Membro do Grupo de Trabalho do Patrimônio Imaterial (1998-2000) e representante do Brasil nas reuniões de peritos internacionais, na Unesco, para a elaboração da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Também é membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural e Sócia Correspondente do IHGB.

Os temas abordados durante a oficina são:

·Educação Patrimonial (Políticas de educação patrimonial);

·Preservação do Patrimônio Cultural Local (políticas de preservação e manutenção do patrimônio cultural local: a pesquisa, o registro, o fortalecimento e a difusão das práticas sócio-culturais; mecanismos de valorização da diversidade e das identidades culturais locais; a agenda cultural de Rio Branco);

·Diversidade e Identidades (Políticas de fortalecimento das identidades culturais locais: a pesquisa, a formação, o intercâmbio, a produção, a difusão e a distribuição dos produtos culturais locais; valorização das comunidades tradicionais e dos grupos minoritários; a salvaguarda das manifestações das culturas tradicionais e populares; a auto-determinação cultural das comunidades urbanas e rurais: aspectos étnicos e raciais, pluralidade de gênero e orientação sexual, expressões religiosas e artísticas);

·Cultura e Meio Ambiente (a relação entre cultura e meio ambiente, no sentido de um desenvolvimento cultural sustentável; a florestania);

·Políticas de Museus/Espaços de Memória (Legislação municipal para museus/espaços de memória; manutenção dos museus/ espaços de memória).

Para realizar as oficinas, a FGB conta com as parcerias do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Governo do Acre, Observatório Itaú Cultural, Ministério da Cultura, SEBRAE e IPHAN. Para mais informações, ligue para 32242503 ou 32240269.
Participe!

sábado, 15 de novembro de 2008

Os Trezentos

Ou: Quantos sobrarão?

Yuri Montezuma*

No começo, é tudo sempre uma grande festa, discursos demagogos, onde todos querem o melhor para suas áreas: “a arte precisa disso, o esporte está sendo excluído do processo e o patrimônio...”. E então vamos para a "guerra", onde de um lado está a equipe da Fundação Garibaldi Brasil – FGB, que tem a função de organizar as idéias dos "fazedores de cultura" para que se faça um plano cultural forte (fazedores culturais entre aspas, porque muita gente se diz fazer parte de um movimento cultural e não sabe nem o que rola na cidade onde mora).

De outro lado, pessoas expondo seu ponto de vista: “assim fica bom, assim não fica, os projetos do Fundo de Cultura devem ser avaliados por três componentes de cada área cultural...” Naquele momento, os auditórios estavam lotados e era tudo uma grande apoteose, parecia caminhar "bem" até começar a fase de capacitação, onde se encontrou a primeira grande pedra no caminho.

Algo que me deixou de boca aberta foi o interesse – quase nulo - dos fazedores de cultura em querer discutir cultura. Dos mais de 300 cadastrados nos vários segmentos culturais, era possível contar nos dedos quantas pessoas apareceram na I e na II Oficina de Construção do Plano Municipal de Cultura.

Então nós, que falamos muito, perdemos uma batalha. E se não tomarmos cuidado, iremos perder a "guerra". Nós, que olhamos demais para o próprio umbigo, ou na maioria das vezes agimos igual ao cavalo que olha apenas para frente, porque fica com a visão fechada, sendo controlado e agindo de uma forma específica para ser obediente ao dono.

Na última oficina realizada no dia 7 e 8 de novembro, um dos participantes dizia que havia entre 35 e 40 pessoas. Isso nas contas dele, pois na minha havia muito menos, porque se levarmos em conta que estava presente a equipe da FGB, esse número cai muito, pelo seguinte fato deles, como organizadores do evento, serem obrigados a comparecer.

Fico me perguntando: onde está a turma do blá-blá-blá??? Que fala muito e faz pouco. Ou nem participa de nada e quando aparece é apenas para falar e dizer que anda tudo errado, mas não dá nenhuma opinião concreta que ajude a resolver o problema? Em um filme hollywoodiano, contava-se uma história grega em que de 300, sobrava um para contar o resultado da batalha aos outros. E eu pergunto: quantos de nós sobraremos para contar essa história??? Ou será vai sobrar algum???

*Conselheiro do segmento de Artes Cênicas

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Oficina Eixo IV: Patrimônio Cultural


Participe da Oficina Eixo IV: Patrimônio Cultural, ministrada por Maria Cecília Londres Fonseca.
Dias: 17 e 18 de novembro
Horário: das 8h às 12h e das 14h às 18horas, no primeiro dia; e das 8h às 12horas, no segundo dia.
Local: Escola Campos Pereira.

Temas: Políticas de educação patrimonial; Políticas de preservação e manutenção do patrimônio cultural local; Políticas de fortalecimento das identidades culturais locais; A relação entre cultura e meio ambiente; Legislação municipal para museus/espaços de memória.

Mais informações: 32242503 / 32247941.

Oficina Comunicação é Cultura - OPINIÃO

Rachel Dourado, conselheira de Turismo – “Agora temos uma idéia para pensar como divulgar nossa ações, não apenas para quem produz cultura, mas para toda a sociedade que acabamos não tendo acesso através de mecanismos como internet e jornais. Estamos refletindo sobre maneiras de tentar abranger e conhecer um pouco das manifestações artísticas dos bairros mais periféricos onde as ações culturais não são tão difundidas.”

Elane Cristine, conselheira de Cultura Afro e Música - “Nós precisamos conhecer os segmentos que atuam na área de comunicação. Também devemos ter uma organização de classe onde cada produtor possa se conhecer. Os produtores culturais precisam se organizar mais para se comunicar de maneira mais eficaz com o público-alvo.”

Ana Maria Gorete, conselheira de Patrimônio Histórico – “O papel que os produtores culturais e os divulgadores exercem é de fundamental importância porque a partir deles é possível toda essa transmissão de mensagens para que diversos públicos - não só o público que transita frequentemente os espaços culturais - estejam sintonizados no quê está rolando.”

Alcinete Damasceno, conselheira de Audiovisual – “Eu penso que são vários fatores reunidos que vão potencializar essa comunicação. Potencializar no sentido de compartilhar o bem cultural com toda a sociedade. A comunicação vai propiciar isso. Os veículos tradicionais devem ser explorados ao máximo, dando oportunidade e auxílio para a produção da comunidade.”

[Participou da oficina? Diz pra gente o que achou! Não participou, mas está atento ao debate? Fala aí a sua opinião! Não participou e nem está atento ao debate? Manifeste as suas dúvidas!]

Fala que eu te escuto!

Quem diz? Quem ouve? O que entendemos?

A Oficina “Comunicação é Cultura” aconteceu nos dias 6 e 7 de novembro, no auditório da escola Campos Pereira, e foi ministrada pelas especialistas na área, Rachel Gadelha e Maria Amélia. Ao contrário do que o senso comum poderia imaginar, a participação marcante não foi a de conselheiros da Câmara Temática de Jornalismo. Estiveram presentes conselheiros dos mais diversos segmentos: turismo, música, artes visuais, teatro, culturas ayahuasqueiras, representantes de espaços de memórias, agentes esportivos etc. Isso nos mostra que um importante passo já foi dado: o reconhecimento de que discutir comunicação não é tarefa apenas dos jornalistas – embora seja deles também, e apesar de que eles ainda não se mostraram engajados como as outras áreas.


Nesta oficina fomos levados a fazer uma viagem junto à evolução da comunicação, que acontece de forma indissociável da evolução do homem. Falamos sobre o processo histórico da comunicação: o surgimento das fontes de energias, mudanças das formas de produção e organização das sociedades, avanços dos suportes técnicos e veículos de comunicação... Vimos assim, que ao se analisar um meio de comunicação, é preciso pensar na sua capacidade de fixação, no seu grau de reprodução e de distanciamento no tempo e espaço. Afinal, cada público tem a sua forma de melhor captar e fixar uma informação.


As expositoras falaram sobre a história da imprensa, o surgimento do rádio e da Tv. Incluindo aí, a questão das TV´s e Rádios Governamentais/Estatais, Públicas e Privadas. Qual é mesmo a diferença? O que temos em Rio Branco, no Acre, no Brasil? O debate é longo e polêmico, mas é necessário entender um pouco de cada uma. O sistema de televisão ou radiodifusão Governamental/Estatal é mantido com dinheiro público e há maior espaço para realização dos direitos dos cidadãos à informação de caráter institucional e, ao mesmo tempo, de cumprimento do dever do Estado em termos de comunicação institucional. Em poucas palavras, é uma espécie de instrumento para prestação de contas.

O Sistema Público é também mantida com dinheiro público, mas possibilita a concretização dos direitos à educação e à cultura, por intermédio das televisões educativas, e especialmente, no caso das televisões comunitárias, o exercício direto pelos cidadãos das liberdades de expressão e de comunicação social. Em outras palavras, o sistema público é o âmbito, por excelência, para a realização dos direitos sociais relacionados à educação e à cultura. Sua administração acontece através de conselhos e, em alguns casos, é cobrada uma taxa específica de cada cidadão para mantê-la. Já o Sistema Privado, como o nome diz, é administrado por uma empresa privada, arrecadando verbas por meio de publicidade e com maior autonomia e liberdade.

Comunicação é Cultura: Falta Espaço! (?)

Uma das grandes polêmicas é se há ou não “espaço” para a cultura nos veículos de comunicação. As ministrantes explicaram que as limitações e algumas dificuldades são características do meio/veículo e não por questões políticas ou econômicas.

Se o conselho de cultura tivesse uma TV, por exemplo, em certos momentos seria preciso escolher se dava espaço para o Repente ou para a Arte Plástica. Assim, não é possível não refletir, em determinadas situações, sobre o que é o mais importante”, explicou Rachel Gadelha. [foto/dir.]

Além disso, ainda é escassa as discussões sobre políticas culturais voltadas à comunicação. “No Brasil não somos acostumados a pensar numa política de comunicação, pensamos em cinema, TV, jornal, inclusão digital... Mas pensamos em algo organizado, o que temos assim, são políticas de comunicação divididas em vários ministérios”, disse Rachel.

É importante reconhecer também que existem instrumentos de comunicação que não são vistos como tais. “O que é o conselho senão um instrumento de comunicação?”, questionou Maria Amélia. [foto/esq.] A comunicação é uma forma de participação e exercício da cidadania. A informação é uma ferramenta fundamental para qualificar a participação do cidadão no processo cultural. A comunicação deve existir de forma qualificada, não adianta apenas ocupar espaços”, disse.

Os conselheiros presentes fizeram um diagnóstico sobre como acontece a comunicação entre os movimentos culturais e a comunicação das suas produções em Rio Branco: “Percebemos que utilizamos com freqüência o e-mail (mala-direta), pois é rápido, barato e com bom alcance. Outros segmentos utilizam blogs e sites. As Rádios e TV´s são também importantes, pois ainda existem aqueles que não têm e-mail e não usam internet, apesar disso, lá no meu bairro, Nova Estação, relativamente pobre, tem uma Lan House a cada três esquinas”, afirmou Selene Fortini, conselheira do segmento de Artes Visuais.

A artista citou ainda, casos de segmentos culturais que preferem utilizar materiais gráficos para divulgar suas atividades, embora com alto custo. Selene sugeriu a criação de um blog comunitário e a produção de uma agenda cultural. “Não é importante apenas divulgar, mas atrair a população e o interesse das pessoas. Poderíamos ter mais espaços nos meios de comunicação de massa e fazer uma reforma no nosso sistema de educação”.

Na opinião da atriz Jirnele Silva [foto acima] o problema maior é que a cultura ainda está muito centralizada. “Temos muitos centros culturais, mas a maioria das atividades acontecem sempre longe das periferias. Temos que incentivar e potencializar a produção cultural nestas periferias e depois buscar formas de divulgar essas atividades. Se a gente quiser, a gente consegue”, afirma. O grupo que ela representou, colocou em pauta a criação de um centro de comunicação na cidade.

O músico Ronnie Lopes foi breve para expressar a sua opinião: “Espaço para divulgação existe, o que falta é organização de todos (movimentos e veículos de comunicação)”.

Os conselheiros do segmento de Turismo também expuseram suas opiniões e alertaram para a importância de se discutir a comunicação para turistas e visitantes, sem excluir deficientes físicos. O grupo sugeriu sinalização turística, produção de documentários sobre a cidade e ações como a produção de cardápios em braile.

A conselheira Elane Cristine [foto/esq.] criticou o fato de que a comunicação na cidade só é feita de gestores para o povo. “Devemos pensar na comunicação que acontece do povo para o povo”.

Nas considerações finais, percebemos que é necessário um melhor e mais adequado intermédio entre os veículos de comunicação de massa e os fazedores culturais, pensando na melhoria da comunicação entre os fazedores culturais, poder público e sociedade civil.

Existe ainda a necessidade de qualificação de os grupos e movimentos culturais para uma auto-assessoria de imprensa. Falamos dos inúmeros profissionais que se formam em jornalismo nas universidades acreanas, existe entre eles o interesse e o preparo para fazer jornalismo cultural? Se existe ou não espaço cultural nos jornais, como melhorá-los e ocupá-los? Mais espaço em Rádio, Tv e Jornal resolveria os nossos problemas de comunicação ou trariam outros?

O Plano Municipal de Cultura está aí para registrar as nossas idéias para a Comunicação e a Cultura para os próximos 10 anos. Entre no debate, participe!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bola na cesta!


A Fundação Garibaldi Brasil recebeu na manhã desta quinta-feira (13), a visita do ex-técnico da Seleção Brasileira de Basquetebol até os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, Antônio Carlos Barbosa e do presidente da Federação Acreana de Basquetebol, Atvaldo Santana. O esportista vai realizar uma Clinica Técnica de Basquetebol em Brasiléia. A promoção é da Federação Acreana de Basquetebol, com o objetivo de reciclar e aprimorar os profissionais da área. Troca de informações e qualificação para o nosso Basquete. É isso aí!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Oficina Eixo III

Atenção, conselheiros de cultura!

Os mecanismos de financiamento cultural são eficazes? Quais as alternativas? Editais com linguagens mais simples? Essas e outras questões serão debatidas na oficina “Economia da Cultura”, incluída no Ciclo de Oficinas para construção do Plano Municipal de Cultura.

Temas:

· Financiamento da Cultura (Lei Municipal de Incentivo à Cultura; Fundo Municipal de Cultura; novos mecanismos de financiamento: custeio, patrocínio, linhas de crédito especiais para as áreas de Arte, Patrimônio Cultural e Turismo)

· Mapeamento e Fortalecimento das Cadeias Produtivas (Sistema de Informações: subsídios para o planejamento estratégico dos setores público e privado, envolvendo: (1) coleta de dados primários, (2) construção de indicadores, (3) diagnósticos setoriais, (4) estudos das cadeias produtivas e dos modelos de negócios, (5) dinamização dos canais de contato entre os produtores culturais e consumidores).

· Formação dos Artistas e Fazedores Culturais; (modelo de capacitação para empresas e produtores, com foco nos negócios possíveis a partir da economia da cultura; inserção nos mercados local, estadual, nacional e internacional; gestão da propriedade intelectual; formação para os artistas e fazedores da cultura; qualificação de serviços e equipamentos turísticos).

· A Redução da Informalidade enfrentada pelo trabalhador da cultura (Legislação; regulação; direitos e obrigações legais decorrentes das relações de trabalho; programa Cultura PREV e planos de previdência e aposentadoria específicos para esse público).

Dia 11/11 – das 8h às 12h e das 14h às 18h
Dia 12/11 – das 8h às 12h
Local: auditório da Biblioteca da Floresta Marina Silva.
Inscrições gratuitas no local.
PARTICIPE!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"Sempre um Papo" lança livro sobre bastidores da cena cultural

No dia 18 de novembro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Biblioteca da Floresta, o produtor e gestor cultural mineiro, Romulo Avelar, lança em Rio Branco o seu primeiro livro “O Avesso da Cena – notas sobre produção e gestão cultural”.

O evento faz parte do projeto Sempre um Papo, e tem o patrocínio da Brasil Telecom, Uninorte e Governo do Estado do Acre, através da Fundação Elias Mansour, com apoio da Exclusiva Livraria.

Editado pelo selo DUO Editorial e viabilizado pelo Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o livro é resultado da longa trajetória de Romulo Avelar no campo cultural e de suas entrevistas com 53 renomados produtores, gestores, artistas, jornalistas e promotores culturais brasileiros.

O texto aborda as questões técnicas, administrativas, financeiras e políticas que permeiam e oferecem suporte à cena cultural. Nas palavras do autor, o livro apresenta “Um mundo distante das luzes dos refletores, mas cuja compreensão se revela cada vez mais determinante para a profissionalização num setor que se expande em velocidade acelerada”.

Segundo Avelar, o público que vê um espetáculo não imagina a infinidade de providências que precisam ser tomadas nos bastidores, antes, durante e depois daquele breve período em que o artista está em cena. Para que um espetáculo aconteça, “uma legião de anônimos trabalha arduamente para que tudo esteja pronto e perfeito no momento da abertura das portas ao público”, afirma. “Este é o avesso da cena”, completa.

O prefácio, assinado pela secretária de cultura do Estado de Minas Gerais, Eleonora Santa Rosa, ressalta a importância do livro, que vem qualificar a bibliografia específica para a cultura e contribuir para a consolidação da profissão do gestor cultural e o amadurecimento do setor.

O Avesso da Cena é destinado aos estudantes dos cursos de produção e gestão cultural, aos artistas e produtores, aos gestores de instituições culturais públicas e privadas e de organizações sem fins lucrativos, bem como aos alunos e profissionais de campos como administração, marketing e comunicação.

Quem é Romulo Avelar

Administrador formado pelas Faculdades Promove de Belo Horizonte. Produtor e gestor cultural, responsável pela produção e direção de diversos espetáculos musicais. Estudou na Ecoar, a primeira escola de produção cultural criada no país, em 1990, no Rio de Janeiro. Atuou em empresas como Fiat, MBR e Teatro Alterosa, e na área pública, como superintendente de cultura de Contagem – MG, diretor de promoção da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, de Belo Horizonte, assessor especial da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e presidente da Comissão Técnica de Análise de Projetos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Desde 1998, tem ministrado cursos nas áreas de produção, gestão, planejamento e marketing cultural, em várias cidades brasileiras. Atualmente, trabalha como assessor de planejamento do Grupo Galpão e do Grupo do Beco.

SERVIÇO LANÇAMENTO LIVRO
Evento: Lançamento do livro “O Avesso da Cena – notas sobre produção e gestão cultural”, de Romulo Avelar (Duo Editorial, 490 pgs, Preço sugerido: R$58,00)
Data: 18 de novembro, terça-feira.
Horário: 19h30
Local: Auditório da Biblioteca da Floresta
Informações: 9212 5538 – oficinadecomunicacao@yahoo.com.br

PERILLO COMUNICAÇÃO

Sempre um Papo: www.sempreumpapo.com.br

Arte e Consumo

O Edital de Arte e Consumo lançado pelo Procon fica aberto até o dia 19 de novembro. O edital apóia projetos de produção de obras audiovisuais digitais inéditas, de espetáculos de artes cênicas e de artes visuais. Podem concorrer produtores culturais, artistas e entidades sem fins lucrativos. Os projetos devem ter como temas: "Direitos dos Consumidores", "Consumo Consciente" ou "Consumo e Violência". O objetivo do concurso é localizar seis iniciativas artísticas, sendo duas em cada área. Cada uma irá receber até R$ 40 mil. Para mais informações acesse: www.procon.ac.gov.br ou www.ac.gov.br/procon.

domingo, 9 de novembro de 2008

Economia na Cultura

Os mecanismos de financiamento cultural são eficazes? Quais as alternativas? Editais mais simples? Essas e outras questões serão debatidas na oficina “Economia da Cultura”, nos próximos dias 11 e 12 de novembro, a partir das 8h, no auditório da Biblioteca da Floresta Marina Silva. O evento segue dando continuidade ao ciclo preparatório montado para auxiliar e instruir os produtores e fazedores culturais da cidade, iniciados pelos temas como gestão cultural e comunicação na cultura.



A oficineira Ana Carla Fonseca Reis é quem ministrará o curso. Ana Carla é graduada em Economia (USP), em administração Pública (FGV-SP). Mestre em Administração (USP). Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo - FAU-USP. Fundadora da empresa de consultoria "Garimpo de Soluções - economia, cultura e desenvolvimento", consultora da ONU, curadora da conferência britânica Creative Clusters e do Creative Cities Summit de Detroit, diretora voluntária de economia da cultura do Instituto Pensarte, professora do MBA em Bens Culturais da FGV/SP, curadora e professora do curso de extensão em economia da cultura da Universidade Candido Mendes (RJ), articulista do boletim eletrônico "Cultura e Mercado", conferencista internacional em cinco línguas e membro da Associação Internacional de Economia da Cultura (ACEI).

O conteúdo das oficinas tem os seguintes temas:

· Financiamento da Cultura;

· Mapeamento e Fortalecimento das Cadeias Produtivas;

· Formação dos Artistas e Fazedores Culturais;

· A Redução da Informalidade enfrentada pelo trabalhador da cultura

As oficinas são realizadas pela Fundação Garibaldi Brasil, em parceria com o Conselho Municipal de Políticas Culturais, Governo do Acre, Observatório Itaú Cultural, Ministério da Cultura, SEBRAE e IPHAN. Para mais informações, ligue para 32242503 ou 32240269.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Comunicação é cultura

Ou: se não fosse, o que seria então?

Se levarmos em consideração conceitos antropológicos e fundamentos científicos, teremos um apanhado de mensagens significantes apenas para um grupo de emissores e receptores. Outro grupo vai achar que estamos cheio dos leriado, conversando miolo de pote ou de conversa fiada mesmo.


Se levarmos em consideração as pinturas rupestres, as tatuagens, os sinais de fogo e os sons de tambores, teremos informações objetivas, mas que se perdem no tempo e no espaço. Outras que até podem ser guardadas por um período, mas não são nada objetivas.

Se comunicação não fosse cultura, o ser humano não seria uma fonte rica e inesgotável de múltiplos valores, pensamentos, sentimentos, emoções, esforços, vontades, atos, etc. A gente sabe que a comunicação acompanhou e acompanha o homem em sua evolução. Mas o homem evoluiu devido à evolução da comunicação ou é a comunicação evolui à medida que acontece a evolução humana?

Como se pode ver, a comunicação é, assim como a cultura, indissociável da história da humanidade. A comunicação está na pele humana, no seu agir, no seu pensar e fazer, bem como é a cultura. Comunicar-se é um ato cultural. Cultura é comunicar-se.

A história nos conta que um dos fatores que contribuiu para o desenvolvimento da comunicação, foi a expansão capitalista. Com o surgimento do comércio, foi preciso desenvolver a escrita, e assim, surgiu também a sociedade de classes. Na época, o artesão era o grande responsável por fazer aquilo que hoje é obra de uma impressora super-hiper-mega moderna.

Depois da xilogravura, veio a tipografia possibilitando a produção de livros em larga escala. Já era notável o primeiro meio de comunicação de massa. Já era notável o progresso do pensamento humano e a educação popular. Vemos assim, que a era da comunicação não é a de hoje e nem será a de amanhã. Vivemos a era da comunicação desde os primórdios. Mas aí, nesse balaio de gato, entram também questões ideológicas, políticas e financeiras.

Aliás, essas questões econômicas que envolvem a comunicação, estão presentes também na produção cultural. Financiamento da Cultura, mapeamento e fortalecimento das cadeias produtivas, formação dos fazedores culturais e a redução da informalidade do profissional da área são os temas da Oficina Economia da Cultura, que acontece nos dias 11 e 12, a partir das 8horas, no auditório da Biblioteca da Floresta.

Esta será a terceira Oficina de construção do Plano Municipal de Cultura. Discutir cultura é discutir gestão cultural, comunicação e economia também. Entre nessa!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Conselheiros de Cultura!

Qual a importância dos profissionais da comunicação nas políticas culturais da cidade? TODA! Participe da oficina: Comunicação é Cultura! e exerça a sua cidadania para a evoluçaõ desta área cultural!

Temas: Comunicação como instrumento de democratização da gestão pública e fortalecimento da participação popular e das identidades culturais locais; Políticas de ampliação do acesso à informação pública e de compartilhamento do conhecimento; Políticas públicas para o acesso a meios de comunicação e fomento à pluralidade e à diversidade; Gestão participativa das políticas de comunicação.

Dias 6 e 7 de novembro
Auditório da Escola Campos Pereira
Dia 6 - das 8h às 12horas e das 14h às 18horas
Dia 7 - das 8h às 12horas.

Inscrições no local.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cineclube Batelão, novembro de 2008

Por outra perspectiva

"Sonhamos, neste espaço de incentivo à consciência, com a universalização do ser, do estudante que aqui convive com o uso da idéia na construção de uma consciência social, ser consciente da dor de ser, consciente da alma daqueles que não sentem nem a dor, consciente das almas, da vida.

Uma cultura universal e universalista, desprendida dos preconceitos da grandeza e da pequenice, sem uma visão deslocada dos epicentros dos movimentos que dão corpo e cor ao mundo, uma visão apegada a um espírito coerente com a vivência local."


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O Cineclube Batelão, projeto de extensão que nasceu em novembro de 2006, na Universidade Federal do Acre - Ufac, realizou mais de 20 sessões ao longo de um ano, incluindo vídeos acreanos, filmes nacionais, latino americanos e europeus, reabre suas portas com nova direção.

A proposta é oferecer exibições de filmes independentes com objetivo de difundir as diferentes perspectivas fílmicas ao redor do mundo, formar platéias e ser um meio alternativo de exibição de filmes.

A estréia desta nova temporada acontece no dia 04 de novembro de 2008, às 19 horas, no Anfiteatro Garibaldi Brasil - Ufac, com a projeção do filme Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited), direção de Wes Anderson.

Sinopse: Francis, Peter e Jack são irmãos, mas não se falam há um ano. Eles decidem realizar uma viagem de trem pela Índia, na intenção de acabar com a barreira existente entre eles e também para autoconhecimento. Entretanto, devido a incidentes envolvendo a compra de analgésicos sem prescrição médica, o uso de xarope para tosse indiano e um spray de pimenta, a viagem logo muda de rumo e faz com que o trio fique perdido no meio do deserto, tendo apenas 11 malas, uma impressora e uma máquina plastificadora.

Próximas sessões: 10 e 11 de novembro

Abraços visuais sonoros.

Juliana Machado, por e-mail