Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sociedade decide o futuro dos Editais do FMC

Representantes de Arte, Esporte e Patrimônio Cultural debatem na Plenária no II Fórum Setorial de Cultura



O auditório do SEBRAE/Centro recebeu a Plenária do II Fórum Setorial Integrado das áreas de Artes, Esporte e Patrimônio Cultural. Realizado na última terça-feira (29/7), o evento reuniu diversos segmentos das três áreas que formam o Sistema Municipal de Cultural. Dentre as pautas estavam: o debate e deliberação sobre os próximos editais do Fundo Municipal de Cultura e a definição do processo de elaboração do Regimento Interno e do Plano Municipal de Cultura.

Para compor a mesa organizadora da plenária foram chamados os seguintes representantes: Januário Schwab Maia – conselheiro de Arte, Klowsbey Pereira – conselheiro de Esporte, José Rodrigues de Arimatéia – conselheiro de Patrimônio Cultural, Eurilinda Figueiredo – representante da Fundação Garibaldi Brasil e Daniel “Zen” Santana – representante da CONCULTURA.

Antes de iniciar a plenária, foram divulgados por membros da FGB informes acerca dos projetos apresentados paras os três editais do Sistema Municipal de Cultura e o trabalho da Comissão de Análise Técnica e de Avaliação. Segundo Maria Rita Souza, membro da Comissão de Análise Técnica, “o principal na entrega dos projetos foi a ausência de alguns documentos exigidos pelos editais. Nos dois primeiros editais foram cedidos um tempo maior para a complementação da documentação exigida. No terceiro não houve isso.”

Em seguida, o assunto tratado foi o processo de prestação de contas dos projetos inadimplentes com a FGB. : “Nós estamos convidando as pessoas que tiveram projetos aprovados nos anos entre 2005 e 2007 e continuam inadimplentes, para regularizar essa questão urgente.”, afirma Valdo Nicássio, membro do setor financeiro da FGB.

Outro ponto destacado foi a respeito do Programa de Formação Continuada, que tem como meta ser realizado ainda neste ano. “Existem problemas de formação para elaboração de projetos. Estamos procurando criar, em parceira com a Fundação Elias Mansour, o Instituto Dom Moacyr e o SEBRAE, o Programa de Formação Continuada, que forneceria a formação para os produtores culturais. Ainda estamos em processo de articulação desse curso.”, disse Marcos Vínicius Neves, presidente da Fundação Garibaldi Brasil.

Construção do Plano Municipal de Cultura através do debate

Com a premissa de ser construída pela sociedade, as opiniões e decisões sobre a direção do Plano Municipal de Cultura foram tomadas pelos presentes na plenária. Foi definida que se formarão grupos de trabalho e construção de um calendário de atividades no final de agosto.

Questionamentos, exposição de pontos de vista e votação indicaram que o próximo edital do Fundo Municipal de Cultura será único contemplando os seguintes focos: formação, produção, circulação, intercâmbio, manutenção de grupos e entidades, e de pequenos apoios.



Além disso, ficou decidido que a Comissão de Análise Técnica e Avaliação dos projetos do Edital será composta por três comissões, cada uma composta por quatro membros, cada uma avaliando uma área distinta. Entretanto, a planilha e critérios de avaliação permanecem comuns para as três áreas. No final é feito um ranking único com todos os projetos.

Veja abaixo algumas opiniões expostas durante a plenária:

Lenine Alencar – representante de Arte: “A burocratização prejudicou a elaboração dos projetos, causando toda essa dificuldade na elaboração dos primeiros editais. Temos que desburocratizar os editais. Também sou contra a aprovação de projetos de instituições federais. Sugiro a divulgação da pontuação de cada quesito nos projetos aprovados.”

Eurilinda Figueiredo – representante da FGB: “O Conselho Municipal de Políticas Culturais precisa construir o seu Regimento Interno. A Fundação Garibaldi está oferecendo uma minuta para auxiliar a elaboração do Regimento.”

Daniel Klein – representante de Patrimônio Cultural: “É um absurdo a comissão aprovar projetos de pessoas fora do Sistema Municipal de Cultura. Isso vai contra o que pactuamos! Outro ponto a ser questionado é o fato de não termos projetos de esportes aprovados.”

Daniel Zen – representante da CONCULTURA: “O Fundo Municipal de Cultura é um direito da sociedade civil e não apenas dos representantes que participam das discussões. Nós que participamos das Câmaras Temáticas estamos exercitando nossa cidadania em prol de todos, e não em benefício próprio.”

Marcos Vinícius – representante da FGB: “Todos sabemos as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que estão atuando pelas Câmaras Temáticas. Porém, é inconstitucional proibirmos pessoas fora do Sistema de participar. Não podemos tirar o direito das pessoas. Além do mais, já estamos correndo um risco em relação à pontuação extra fornecida para os participantes.”

José Rodrigues de Arimatéia – conselheiro da área de Patrimônio Cultural: “Não podemos delimitar os editais aos indivíduos que participam das reuniões, infelizmente. O ideal é a criação de um edital para apoio e manutenção de grupos e entidades.”

Januário Schwab – conselheiro da área de Arte: “Não podemos esquecer que estamos aqui também pelos que não comparecem às reuniões das Câmaras. Devemos estimular a participação do restante da sociedade, mas sem deixarmos de pensar na coletividade.”

Alcides Bento de Azevedo – representante da Câmara Temática de Portadores de Necessidades Especiais: “Sugiro a criação de apenas um edital e mais simplificado possível.”

Rejane Ribeiro – representante de Esporte: “Formação é fundamental. Temos que devolver o recurso para a sociedade na forma de maior acessibilidade à cultura para todos.”

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Atenção conselheiros do Esporte!

Portadores de Necessidades Especiais e Atividades Físico-Esportivas e Lazer

Com carências semelhantes, as Câmaras Temáticas de Necessidades Especiais e a de Atividades Físico-Esportivas e Lazer terão suas reuniões ao mesmo tempo. O encontro acontece na próxima quinta-feira (31/07), às 9h, no Parque Capitão Ciríaco. Não deixe de comparecer!

Agentes Comunitários

Agentes comunitários promovem diversas atividades educativas em suas comunidades, levando cultura através do esporte. Na próxima quinta-feira (31/07), às 15h, no Parque Capitão Ciríaco, acontece a reunião da Câmara Temática de Agentes Comunitários. Com participação e interação entre os agentes, esse segmento só tende a se fortalecer!


terça-feira, 29 de julho de 2008

Mais sobre o Fundo de Cultura

É divulgada a lista dos primeiros projetos aprovados. Sociedade vai deliberar sobre novos editais na terça-feira

A sociedade civil de Rio Branco já pode ter acesso à lista dos primeiros projetos aprovados nos Editais do Fundo Municipal de Cultura. O documento com os nomes contemplados foi publicado em alguns jornais de domingo e está disponível no site www.riobranco.ac.gov.br e neste blog.

O Fundo Municipal de Cultura é um instrumento de financiamento das políticas públicas municipais nas áreas de Artes, Esportes e Patrimônio Cultural, previsto na Lei do Sistema Municipal de Cultura.

A finalidade é democratizar o acesso aos recursos disponíveis por meio de editais que são definidos pela sociedade civil durante as reuniões do Conselho Municipal de Cultura, efetivando assim, a transparência no processo de apoio cultural.



Projeto "Rio Branco de Bolso" vai divulgar pontos turísticos da cidade


Para o edital de Formação, foram apresentados 26 projetos e 14 foram aprovados. No de Produção e Circulação, um total de 28 concorreram e 11 foram contemplados. Ações na área de turismo, audiovisual, artes cênicas, música, culturas urbanas, jornalismo, artesanato, arte-educação, culturas populares, movimentos sociais, entre outros serão desenvolvidas.

Mais oportunidades

Um dos exemplos de projetos contemplados é o do acadêmico de jornalismo Jerônymo Artur, com foco na qualificação profissional ele aprovou o “Oficina de Jornalismo Cultural”. “Será uma forma de capacitar jornalistas e os estudantes para atuar na área”, explica ele.

Em Produção e Circulação, foi contemplado o “Rio Branco de Bolso”, proposto pelo turismólogo Diego Oliveira Rebouças. O projeto prevê a criação de folders com informações turística da cidade. “Será um grande passo na área do turismo em Rio Branco”, diz.

O artista plástico Adão Segundo, mais conhecido como Babu, vai inserir duas comunidades periféricas de Rio Branco no seu projeto chamado “Reflexos”, aprovado no edital de Produção e Circulação. “Estou muito feliz com essa aprovação. Faz tempo que tenho vontade de realizá-lo, porém com dificuldades como a burocracia, eu já não tinha mais expectativas. Mas agora, estou satisfeito”.

Como ter acesso ao recurso?

O Fundo Municipal de Cultura é de natureza contábil especial. Como conseqüência, é uma forma de apoio mais direta, sendo possível agilizar o acesso ao financiamento e a execução dos projetos. Ao contrário do que acontece na Lei Municipal de Cultura, os contemplados não precisam buscar patrocínios e efetuar a troca de bônus.

Você que teve projeto aprovado deve comparecer em qualquer Centro de Atendimento ao Cidadão – CAC, com documentos pessoais em mãos (RG, CPF, comprovante de endereço, comprovante de conta corrente e número do PIS/PASEP ou NIT), e fazer o seu cadastro de credor municipal.

Depois, vá até a Fundação Garibaldi Brasil e informe ao setor financeiro os seus dados. O dinheiro será depositado na sua conta corrente (que pode ser de qualquer banco). Em até 15 dias, as verbas do Fundo Municipal de Cultura estarão disponíveis.

Prestação de Contas - Uma outra etapa importante é a prestação de contas que deve ser feita em até 30 dias após o prazo de execução do projeto. Para isso, o responsável deve produzir relatórios de execução, de mídia e divulgação, relatório fotográfico, além de apresentar também a comprovação dos gastos. Para mais informações, confira o anexo 7 dos editais, também disponibilizado no blog Cultura RB.


Movimentos culturais deliberam sobre editais durante plenária


NOVOS EDITAIS

O recurso disponível para o Fundo Municipal de Cultura em 2008 é de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), que deve ser disponibilizado por meio de vários editais a serem lançados durante o ano.

Essa quantidade de editais, bem como o foco de cada um, os seus prazos e valores são decididos pela sociedade civil de acordo com as demandas apresentadas nas Câmaras Temáticas de Cultura.

As deliberações finais acontecem nas reuniões das Plenárias, onde os produtores culturais devem votar e defender suas propostas. Nesta terça-feira (29), acontece a Plenária do II Fórum Setorial das Áreas, das 17h30 às 20h30, no auditório do Sebrae Centro. Compareça e faça parte dessa decisão!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Roteiro para prestação de contas

Você que teve projeto aprovado nos editais do Fundo Municipal de Cultura, fique atento à prestação de contas:

1. O presente Roteiro tem por objetivos:

1.1 Esclarecer os procedimentos regulares e os documentos necessários para a realização de uma correta Prestação de Contas, funcionando como instrumento orientador para os projetos beneficiados com recursos do Fundo Municipal de Cultura.
1.2 Comprovar a utilização adequada e responsável dos recursos públicos financiados com recursos do Fundo Municipal de Cultura - destinados a projetos culturais, assim como possibilitar a avaliação dos resultados alcançados e dos gastos realizados, bem como da repercussão da iniciativa na sociedade rio-branquense, por parte da Fundação Garibaldi Brasil - FGB e do Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC.

2. Procedimentos para a Prestação de Contas:

2.1 A entrega da Prestação de Contas deverá ser efetuada na sede da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil - FGB, no prazo de 30 (trinta) dias corridos após o prazo de execução do projeto, informado pelo proponente no item Cronograma de Execução, constante no Formulário de Inscrição.
2.2 A Prestação de Contas deve ser encaminhada através de ofício, no qual devem constar os nomes do proponente e do projeto, e o número do Edital.
2.3 Qualquer modificação que implique em alteração do projeto aprovado, seja no orçamento ou no cronograma de execução, deve ser previamente submetida à análise e aprovação da FGB, através da Comissão de Análise Técnica, responsável pelo acompanhamento e fiscalização da execução dos projetos, ao longo e ao término da sua execução, de acordo com o Artigo 49, da Lei 1.676/2007.
2.4 A Prestação de Contas deverá ser acompanhada de todos os documentos descritos neste Roteiro.
2.5 Não serão aceitos documentos rasurados, ilegíveis, com data anterior ou posterior ao período de execução do projeto, ou que se refiram à despesa que não faça parte do orçamento do projeto.
2.6 Se o proponente, por qualquer circunstância, não executar o projeto contemplado, deverá restituir o valor concedido em sua totalidade, com a devida correção monetária, no prazo máximo de 15 (quinze) dias úteis. A devolução integral do valor do apoio concedido deverá vir acompanhada de justificativa documentada.
2.7 A não apresentação dos documentos descritos neste Roteiro, ou a verificação de qualquer tipo de irregularidade nos mesmos, resultará na reprovação da Prestação de Contas.
2.8 Quando não ocorrerem as devidas comprovações de Execução dos Projetos Apoiados, caberá a FGB e ao Conselho Municipal de Políticas Culturais o encaminhamento das devidas providências, previstas no Artigo 53, da Lei 1.676/2007.

3. Será considerado inadimplente o proponente que:

3.1 Utilizar indevidamente os recursos, em finalidade diversa a constante no projeto aprovado.
3.2 Não apresentar a prestação de contas no prazo exigido.
3.3 Não apresentar a documentação comprobatória hábil.
3.4 Não concluir o projeto no prazo legalmente determinado pelo Edital.
3.5 Não apresentar o produto e/ou a contrapartida social resultante do projeto aprovado.
3.6 Não divulgar o apoio institucional Prefeitura Municipal de Rio Branco, através da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil – FGB, durante a execução do projeto aprovado.

4. Documentação necessária:

4.1 Relatório de Execução, contendo a descrição de todas as atividades desenvolvidas durante a execução do projeto.
4.2 Relatório Fotográfico, contendo fotos identificadas de todas as atividades e etapas do projeto.
4.3 Relatório de Mídia e Divulgação, contendo um exemplar do material de mídia e divulgação produzido, como cartaz, folder, convite, camiseta, entre outros. O material de grande porte (faixas, banners, placas e outdoors), deverá ser comprovado através de fotografias.
4.4 Comprovação dos gastos, contendo uma demonstração de aplicação dos recursos do projeto, de acordo com a Planilha Orçamentária aprovada, seguindo as orientações:
4.4.1 Para aquisição de material de consumo ou material permanente: notas fiscais.
4.4.2 Para material produzido em gráficas: notas fiscais.
4.4.3 Para gastos com alimentação, hospedagem, passagens terrestres e aéreas: notas fiscais.
4.4.4 Para contratação de serviços: notas de ISS, emitidas pela Prefeitura Municipal de Rio Branco, para serviços de qualquer natureza.
4.4.5 Só serão aceitos Recibos, em casos de Premiação.

5. Apresentação dos produtos culturais, que podem ser: publicações, CDs, DVDs, entre outros, quando previsto no projeto.

6. Disposições Finais
6.1 Toda a documentação exigida deve estar precedida de um índice.
6.2 Todas as páginas devem estar numeradas, exceto a capa ou a folha de rosto.
6.3 A prestação de contas não deve estar encadernada.

Projetos Aprovados Edital 02 - FMC - PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO

Patrimônio Cultural: Turismo
“Rio Branco De Bolso” Criação De Folderes De Bolso Com Informações Turísticas Do Município De Rio Branco
Diego Oliveira Rebouças

Patrimônio Cultural: Jornalismo
Jornal “Acreando”
Ana Helena Lima De Sousa

Arte: Produtor Cultural
Almanaque De Produção
Talyta França Dos Santos

Arte: Artesanato E Artes Aplicadas
Dinamização Cultural No Calçadão Da Gameleira
Associação Acreana De Artesão (Asaarte)

Patrimônio Cultural: Jornalismo
Ii Semana De Comunicação Da Ufac - Possibilidades E Desafios
Aleta Tereza Dreves

Patrimônio Cultural: Culturas Populares
4ª Mostra De Dança Folclórica
Liga De Quadrilhas Juninas Do Acre - Liquajac

Arte: Audiovisual
A Mulher Da Curva Do Tucumã
Silvio Francisco Lima Margarido

Arte: Artes Cênicas E Literatura
“Cabe Na Mala”
Daniele Rodrigues Da Costa

Arte: Artes Cênicas
O Circo Do Seu Bolacha
José Murande Pereira De Souza

Arte: Culturas Urbanas
Reflexos
Adão Silva Segundo

Arte: Música
Workshop De História Da Música Acreana – Velha Guarda
José Carlos Pereira De Sousa

Projetos Aprovados Edital 01 - FMC - FORMAÇÃO

Arte: Artes Digitais e Música
VIM - Formação – Tecnologia Assistiva para Músicos
Damián Keller

Patrimônio Cultural: Turismo
Sensibilização da Comunidade Rio Branquense, para Pratica do Turismo Responsável.
Luiz Ailil Vianna Martins

Patrimônio Cultural: Jornalismo
Oficina de Jornalismo Cultural
Jerônymo Artur Brito D’Albuquerque Lima Junior

Arte: Artesanato
“Buricuri Jóia”
Antonio Barrozo Pessoa

Arte: Artes Cênicas
FETAC em cena – programa de formação e reciclagem teatral
Lenine Barbosa Alencar

Arte: Arte Educação
“A Arte de Ser”
Fabiano Guimarães de Carvalho

Patrimônio Cultural: Culturas Populares
Oficina de Dramaturgia Caipira com Pesquisa de Enredo
Liga de Quadrilhas Juninas do Acre – LIQUAJAC

Arte: Produtor Cultural
Curso Básico de Produções de Eventos
Jair Pedro dos Santos Caldeira

Arte: Música
Bel Canto – Ciclo I
André Luiz Lopes de Araújo

Patrimônio Cultural: Movimentos Sociais
Projeto Comunidade Corrente do Bem
Leonardo de Alencar Barbosa Fleming

Arte: Artes Visuais
Interação – Ateliê de Gravura
Ueliton Santana dos Santos

Arte: Culturas Urbanas
Comunidade em Ação
Izael da Silva Souza

Patrimônio Cultural: Movimentos Sociais
“Empates: Uma Consciência Ambiental na Contra Corrente da Modernização”
Valdir de Oliveira Calixto

Arte: Música
Quarteto a Capela
Cláudia Manuela de Farias Márquez Molero

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O tempo passa, o tempo voa...

Ou: a inspiração tem hora?

Minha gente, vamos apressar nossos trabalhos. O tempo urge, pois! Prazos? Ah, é verdade que é tão difícil cumpri-los, quanto mais se tratando de arte, de esporte, de história. Mas por que é tão complicado? Nós temos o tempo para pensar e armar, montar nossa jogada, organizar nossas estratégias, fazer as contagens e executar nossos planos. Por que, certas vezes, dá errado?

Eu realmente queria ter uma resposta e justificar, matematicamente, por que a lista dos projetos aprovados nos primeiros Editais do Fundo Municipal de Cultura ainda não foi divulgada; por que a avaliação ainda não terminou e já extrapolou o prazo definido; por que ainda não temos nada concreto quanto à reestruturação da Fundação Municipal de Cultura e quanto à revisão de Lei de Incentivo à Cultura de Rio Branco. Por quê? Por quê?? Por quê???

Antes: Penitenciária Presidente Vicente Ráo - 1930

A inspiração tem hora? Uma arte surge do nada? Uma boa estratégia para um jogo aparece assim, naturalmente no meio da jogada? É, pode ser. Há casos e casos e isso aqui já está ficando amplo e geral demais. É que eu também preciso cumprir um prazo.

Todas as quintas-feiras, até determinada hora, um artigo sobre política cultural – na verdade sobre qualquer coisa – deve estar pronto. E você acha que é fácil escrever sobre qualquer coisa e relacioná-la com cultura? Pois é.

Bem, pode ser fácil no primeiro, no segundo, no terceiro e até o décimo artigo. Mas quando já se passou do trigésimo texto, a coisa parece complicar. Dizem que com a prática se ganha experiência, o que não é mentira. Mas os assuntos parecem que vão ficando escassos e ninguém quer se tornar repetitivo.

A gente sempre espera pelo novo, pelo diferente, pelo inédito. Mas com o transcorrer das horas, corremos o risco de que as coisas fiquem velhas, desbotadas e sem graça, o que tem lá o seu encanto se chamarmos de retrô, arte antiga, clássica, tradicional.

É, já dizia alguém por aí: uma palavra muda tudo. E então, chega uma hora em que, ou a gente rejuvenesce e se moderniza ou assume uma postura de clássico. Não sei bem o que isso tem a ver com os nossos trabalhos atrasados, mas o importante é que na próxima terça-feira (29) vai ter reunião da Plenária do II Fórum Setorial de Cultura, às 18horas, no Auditório do Sebrae – Centro.

Hoje: Sede da Prefeitura Municipal de Rio Branco, no centro da cidade

Vamos discutir os próximos editais do Fundo Municipal de Cultura; eleger suplentes da Comissão Executiva; definir o processo de elaboração do Regimento Interno e do Plano Municipal de Cultura; além, enfim, de deliberar – de uma vez por todas, por favor - sobre o cronograma de trabalho das comissões provisórias (referentes à reestruturação da FGB, à revisão de Lei de Incentivo; à produção da proposta de Sistema Municipal de Esporte e à revisão dos projetos apresentados aos Editais do Fundo Municipal).

Eita, quanto trabalho! Compareça, participe deste encontro e seja uma força a mais para lutar contra esse relógio que tanto apressa nossos sonhos, vontades, desejos e quase dificulta as nossas conquistas. Mas que nunca, nunquinha, never, jamais, vai substituir os nossos objetivos de promover ações de cultura mais justas, participativas e democráticas!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O que são as Artes Aplicadas?

Alfaiates, maqueteiros e lutiers precisam entrar no debate sobre política pública cultural

Criadas para servir como base para o Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco, as Câmaras Temáticas exercem a função de espaços para diálogo, pactuação e formulação das políticas públicas de cada segmento cultural.


Porém, um dos maiores obstáculos para a presença maciça de produtores e fazedores culturais é exatamente a identificação do indivíduo em determinada Câmara. Quando a pessoa não se enxerga inserida em determinada Câmara, não participa do processo de construção do Sistema Municipal de Cultura.

O segmento de Artesanato e Artes Aplicadas enfrenta essa dificuldade. Apesar de contar com boa participação de artesãos que trabalham com sementes, material reciclado e couro vegetal, a Câmara é pouco representada pelas demais modalidades.

Nesse grupo incluímos artesanato têxtil, artesanato com cascas, fibras, madeira, cerâmica, luteria e maquetes.

Uma das ações para superar esse empecilho é o esclarecimento do papel do fazedor cultural e onde cada um se encaixa nesse processo. Confira no quadro abaixo as modalidades, atuações e categorias da Câmara de Artesanato e Artes Aplicadas.

As Câmaras Temáticas têm como objetivo agregar os produtores e fazedores culturais e incentivar para que esses grupos pensem de maneira coletiva os seus problemas, suas soluções e demandas de desenvolvimento. Dessa maneira, os encontros e diálogos entre os grupos e movimentos são fundamentais para a atuação do Conselho Municipal de Cultura.

Através dos telefones: 32242503 e 32240269 você pode saber as datas das próximas reuniões desta Câmara. Ligue, participe e exerça a sua cidadania cultural!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

e continuam os trabalhos do Conselho...

Historiadores, essa vai para vocês! A reunião da Câmara Temática de Historiografia Acreana acontece nesta quinta-feira (24), às 16h30min, no Parque Capitão Ciríaco. O debate entre pessoas da área fortalece e ajuda no crescimento da historiografia da nossa cidade. Não fica de fora!

A Câmara Temática de Artes Marciais foi criada para melhorar as condições da prática desses esportes. Professores, alunos e demais praticantes de qualquer arte marcial é convidado para a reunião desta câmara na próxima sexta-feira (25), às 17h, no Parque Capitão Ciríaco. Quem é apaixonado pelo esporte e luta pelo crescimento dele em Rio Branco não pode faltar!

Concurso de monografias sobre Cultura Popular

Fica aberto até 31 de julho o prazo de inscrições para o Concurso Sílvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular edição 2008.

Criado em 1959, o prêmio é concedido anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura, aos dois primeiros trabalhos selecionados por comissão julgadora, composta por especialistas, que poderá, a seu critério, indicar ainda, até três menções honrosas.

Os valores do prêmio são de R$ 10 mil e R$ 7 mil, destinados às monografias classificadas em primeiro e segundo lugares, respectivamente. A concessão de menções honrosas não implica valores financeiros, sendo agraciadas exclusivamente com o título de destaque.

As monografias concorrentes deverão ser inéditas e ter por objeto temas da cultura popular e do folclore brasileiros (religião e sistemas de crenças em geral, rituais, cultura material, música, literatura oral, estudos sobre a disciplina folclore, entre outros). Cada autor só poderá concorrer com uma monografia.

Os trabalhos deverão ser entregues no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (Rua do Catete, 179 - Catete, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22.220-000), até às 18 horas do dia 31 de julho, ou remetidos pelo Correio, sob registro, até a data indicada.

Consulte o regulamento: http://www.cultura.gov.br/site/

terça-feira, 22 de julho de 2008

Turismo no Amapá

Projeto apresentado ao Ministério do Turismo pretende desenvolver nova rota turística em Rio Branco


Aproveitando o Edital do Ministério do Turismo para seleção de propostas de projetos que apóiam iniciativas de Turismo de Base Comunitária, a Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil – FGB, a Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer- Setul e a Associação dos Moradores e Produtores da Estrada do Amapá - Amprea, fizeram uma parceria e construíram o projeto “Turismo de Base Comunitária no Amapá”.

O objetivo é desenvolver um roteiro turístico naquele espaço por meio de três atrativos: o Lago do Amapá, o local da emboscada do Plácido de Castro e o Cemitério dos Revolucionários.

“Ao tomar conhecimento do Edital, entramos em contato com a Setul, que já tinha interesse em desenvolver ações junto àquelas comunidades. Discutimos as propostas e eles abraçaram a idéia junto com a gente”, explica Silmara Alves, assessora de turismo da FGB.

“Também nos reunimos com as comunidades daquele local, inclusive com a Amprea, para ouvir as opiniões dos moradores”, completa.

Segundo ela, a instituição ligada do Turismo em Rio Branco, possui vários projetos, mas que ainda esperam pela captação de recursos.

“Não podemos perder essa oportunidade de conseguir financiamento para um projeto que tanto vai enriquecer aquela comunidade e o turismo local”, diz.

Base Comunitária

O Turismo de Base Comunitária, de acordo com Silmara Alves, é aquele que busca beneficiar a comunidade, fazendo com que os visitantes apreciem o seu modo de vida, a sua cultura e história. É o turismo protagonizado pelos próprios moradores do local.

Nesse sentido, o projeto prevê ainda a realização de oficinas para capacitar os moradores a gerenciar as atividades.

“Nós ajudaremos a construir o roteiro e a realizar as primeiras etapas, mas as comunidades do Amapá é que devem administrá-lo”, conta Silmara.

Dessa forma, o projeto vai promover uma melhoria da infra-estrutura do local, capacitação de mão-de-obra, geração de emprego e renda, proteção de recursos ambientais, além de diversificar a oferta turística de Rio Branco e valorizar ainda mais a cultura e a história da cidade.

“Nós esperamos que seja aprovado. Se não for, vamos buscar outras fontes de recursos e não desistiremos dos nossos objetivos”, descreve a assessora.

O edital do Ministério do Turismo ficou aberto até a última sexta-feira (18), recebendo projetos de fomento a iniciativas de turismo de base comunitária que promovam a inserção na economia de mercado, com base nos princípios da economia solidária.

Teatro Popular no Seringal

Crianças e adolescentes aprendem sobre elementos da cultura acreana através das artes cênicas


Usar brincadeiras, cantigas, histórias entorno dos seringais e outros elementos da cultura popular acreana para estimular a atração pelo teatro em crianças e adolescentes. Esse método pode ser visto nas terças e quintas-feiras, no Parque Capitão Ciriaco, das 14h às 16h.

Orientados pela atriz e contadora de história Daniele Rodrigues, o grupo infantil de 23 alunos, em média, participa da Oficina de Iniciação ao Teatro Popular. As idades variam de 7 até 14 anos. O projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, gerenciada pela Fundação Garibaldi Brasil.

“O objetivo da oficina é criar um público de jovens de comunidades carentes para o teatro, principalmente o ‘teatro de rua’”, explica Daniele. Segundo ela, no decorrer das aulas, estimulam-se talentos para atuar e apreciar as artes cênicas.

Com experiência de 15 anos no ramo teatral – destes, oito participando do grupo Vivarte -, Daniele Rodrigues lida há cinco anos com pesquisa e ensinamento sobre cultura popular acreana para crianças. Esse trabalho já foi realizado no interior do Acre, em municípios como Xapuri, Brasiléia, Bujari, entre outros.

Arte Pública

Teatro de Rua se trata de um gênero de teatro popular apresentado em praças, ruas, avenidas e demais lugares públicos, ao ar livre, em rodas de espectadores ao nível do chão - como os camelôs o fazem - ou em plataformas, ou caminhões etc, geralmente de maneira rápida, com iluminação e recursos técnicos menores, ou inexistentes.

Uma das grandes sacadas se deve ao fato das dinâmicas acontecerem abertamente no Parque. Dessa forma, as crianças aproveitam o espaço e a cultura fornecidos pelo local. “É importante que as crianças visualizem a importância de nossa cultura. Nesse sentido, o teatro serve como ferramenta de aprendizado.”, afirma Daniele.

Ao final da oficina, os alunos realizarão apresentações em escolas públicas ainda não definidas. Maiores informações, através do telefone 32242503.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Cultura

Nos versos de Cícero Franca*


I
A natureza se fez
A cultura apareceu
Necessidade de um povo
E arte que Deus nos deu
E é eu, é tu, e ele
E é ele, tu e eu

II
A cultura é popular
A cultura é transparente
É tudo que o povo faz
E tudo que o povo sente
É história de um povo
Que ao fazer fica contente

III
Necessidade da arte
É expor sua alegria
Sua dança sua cor
Cenários e alegorias
Comidas e seus costumes
Com rituais e magias
Cirandeiro em sua roda
Vai amanhecer o dia

IV
No tempo que a cultura
Dominava essa nação
Tudo era alegria
Tudo era tradição
Tudo era brincadeira
Vinda do coração

V
Não esqueci das rodas
Que brincava ao luar
Do bom barqueiro e do João
Galamarte a rodar
Dos tororós das pastorinhas
E Ciranda cirandar...

VI
Da tapioca da Zilda
Do tacacá do Dedé
Da cocada da Corrinha
E a banana do Iéié
Da padaria do Ciço
E o bar do Jacará
(...)

*Cícero Franca é repentista e cordelista

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Lutas Populares: a cultura da resistência social

Daniel Klein*

Na preparação de todo o Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco nesses últimos tempos, tivemos um debate que ainda não foi avaliado. Sugerimos aqui uma reflexão sobre ele, que é justamente a inserção do movimento social numa das Câmaras Temáticas do Patrimônio Cultural.

Porque o movimento social está inserido num sistema de cultura? Ou melhor dizendo, porque os atores desses movimentos se tornaram conselheiros de cultura do Município de Rio Branco? A resposta para esses questionamentos é simples se compreendermos a cultura como fazer social.


Todo é qualquer tipo de atuação social depende de uma relação interativa entre pessoas, que fazem suas experiências e as comunicam, as trocam entre si e imprimem um sentido ao seu fazer. Um ator de teatro não faz uma peça isoladamente, nem muito menos atua só para si. Ele precisa se relacionar com o outro, fazer junto, e no momento que ele mostra sua peça, já está imprimindo um sentido, que é recebido pelo expectador.

Enfim, toda essa cadeia depende do fazer social, que produz uma cultura. A idéia de cultura como fazer social é simples, mas tem implicações complexas, porque tudo que os indivíduos fazem entra na esfera cultural. Não obstante, o nosso Sistema procura dar voz a todos os fazeres culturais de Rio Branco.

Obviamente que nem todo fazer cultural de Rio Branco está inserido nas Câmaras do Sistema, mas ele é suficientemente aberto para inserção dos que estão fora. Assim aconteceu com o movimento social, que é um ajuntamento disperso, mas que procura reunir todos os movimentos que tenham como meta as lutas de reivindicação.


Toda e qualquer luta social organizada é um fazer cultural, pois depende da ação interativa das pessoas. As lutas sociais fazem parte de toda e qualquer cultura. Nada mais justo, portanto, do que a inserção de sindicatos, associações de bairro e demais movimentos populares no Sistema.

Nesse sentido, o próprio Sistema não se fecha para as lutas populares e suas reivindicações, como acontece na maioria das instituições do Estado. A partir do momento em que os movimentos sociais de resistência entraram no Sistema, as lutas e embates sociais foram assumidos oficialmente como manifestações culturais, que precisam de atenção assim como qualquer outro fazer cultural presente em suas Câmaras Temáticas.

Habitualmente o movimento social é tratado como cliente das várias secretarias de assistência social. No Acre é a primeira vez o movimento social é aceito como agente de uma instituição cultural, e de agora em diante faz-se necessário a reflexão de outras políticas culturais que trabalhem com essa esfera. Tradicionalmente se pensou cultura como arte, o que não corresponde à complexidade do real, logo, as políticas culturais, quando têm em mente esse conceito ampliado, devem ser todas repensadas.

Daniel Klein é membro da Comissão Executiva do Conselho Municipal de Cultura, representando a área de Patrimônio Cultural

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Conselho de Cultura: confira as reuniões desta semana

Movimentos Sociais
O compromisso desta quarta-feira (16/07) é com os presidentes e membros de associações. A reunião da Câmara Temática de Movimentos Sociais se realizará no Museu da Borracha, às 16h. Participe e colabore para o crescimento desta Câmara.


Produtores Culturais
Em Rio Branco, a produção cultural cresce cada vez mais. Nesse contexto, a Câmara Temática de Produtores Culturais se tornou uma das mais ativas. Debater, expor idéias e decidir os melhores caminhos para a cultura da cidade são os focos do encontro. A próxima reunião se realizará nesta quarta-feira (16/07), às 16h, no Parque Capitão Ciríaco. Compareça!

Espaços de Memória
Espaços de memória são aqueles lugares onde é preservado e resgatado elementos da nossa cultura no passado. Você trabalha em museu, arquivos etc, independente de ser público ou privado? É para você o convite para a reunião da Câmara Temática de Espaços de Memória marcada para quinta-feira (17/07), às 15h, no Museu da Borracha. Fortaleça o segmento participando!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Esporte Especial

Atletas com deficiência visual superam as dificuldades com grandes vitórias

Lutar por apoio e patrocínio para esporte não é uma tarefa das mais simples. No caso dos atletas que necessitam de cuidados especiais, essa busca se torna ainda mais exaustiva. Mas essa batalha é a rotina vivida por pessoas como o mineiro Alcides Bento de Azevedo, de 54 anos, e seu grupo de atletas do Lar dos Deficientes Visuais do Acre – L.D.VAC.

Também possuidor de deficiência visual, Alcides chegou em Rio Branco no ano de 1989 através de convite para integrar a equipe do CADV - Centro de Apoio aos Deficientes Visuais. No primeiro momento, seu papel era ensinar pessoas com deficiência visual da zona rural a levar uma vida melhor com as suas necessidades especiais.

Em 1990, começou um trabalho com futsal para deficientes visuais. No ano 2000, ampliou as atividades com o atletismo. A maioria dos esportistas são moradores do CADV e a faixa etária dos atletas é livre. O que iniciou como uma alternativa de lazer, tornou-se um sucesso em resultados nas competições nacionais. Mais de 400 medalhas já foram conquistadas.

Um dos exemplos vencedores é da corredora Sebastiana Souza de Freitas, de 27 anos, em parceria com o seu guia Othon Wilkinson Cavalcante, de 20 anos. Ela possui cegueira total, e pratica atletismo há seis anos. No último mês de maio, participou de um campeonato nacional com mais de 700 atletas na cidade de São Caetano do Sul (SP) e ganhou duas medalhas bronze no 800m e no 100m livres; prata no revezamento 4x100m e ouro nos 400m livres. “Correr me deu mais segurança para andar, correr e até pegar um ônibus. Minha auto-estima aumentou.”, afirma Sebastiana.

Apesar dessas vitórias, muitas dificuldades são enfrentadas. Dentre as principais, os destaques ficam em relação ao custeio de passagens, locais adequados para treinamentos e academia. Os recursos para financiar essas atividades vêm do apoio governamental, dentre elas a Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Rio Branco.

Todas segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 8h, na pista do SESI, acontecem os treinos de corrida. Em média, os treinamentos contam com 15 corredores e dois guias. Aos domingos, com início às 13h, é a vez dos praticantes deficientes visuais de futsal se encontrarem na quadra do bairro Universitário. O telefone de contato do Sr. Alcides é 92054661.

DIVISÕES DAS MODALIDADES

Os atletas são divididos em três classes que começam sempre com a letra B (blind = cego). Homens e mulheres têm o mesmo parâmetro de classificação:

B1 – Cego total, ou seja, de nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos até a percepção de luz, com incapacidade também de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção;

B2 – Jogadores já têm a percepção de vultos. Da capacidade em reconhecer a forma de uma mão até a importância visual de 2/60 ou campo visual inferior a 5 graus;

B3 – Os jogadores já conseguem definir imagens. Importância visual de 2/60 a 6/60 ou campo visual entre 5 e 20 graus.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Varal Literário no ramal

Estudantes da escola Tufic Assmar escrevem cordéis e realizam roda de cultura para a comunidade local

Resley Saab

A doze quilômetros de Rio Branco, pela rodovia AC-40, estudantes de uma escola do ramal Itucumã aprendem um novo jeito de estudar a língua portuguesa. Incentivados a abordar temas do cotidiano, quatorze alunos da escola Tufic Assmar estão esbanjando criatividade ao produzir textos de cordéis, como parte de suas atividades multidisciplinares.

O projeto, intitulado Varal Literário, surpreende com rimas melódicas - como se caracteriza a autêntica literatura de cordel nordestina - e sobretudo, encantam o leitor por seu conteúdo bucólico, permeado de lendas e causos, geralmente repassados de boca em boca, de pai para filhos. São temas que surgem quase sempre dentro do próprio ramal onde vivem.

Quem no Acre, por exemplo, já não ouviu falar de uma tal ‘mulher de branco’, que vive pedindo carona, aliás, que já não vive mais - pelo menos neste mundo -, mas que uma vez ou outra ‘aparece’ às margens da curva do Tucumã para assombrar motoristas solitários? Ou quem já não quis ser amigo de um animal selvagem, mesmo que ele seja uma sucuri, para saber dele o que pensa a respeito da destruição ambiental pelo homem?

Tramas como essas permeiam a imaginação dos jovens autores rurais, que nesta sexta-feira, 11, fizeram uma exposição dos trabalhos para a comunidade. Alunos como Antônio Alberlândio, que descreveu sobre um sabiá que perdeu seu ninho, mas que nem por isso se abateu com as adversidades de um mundo ambientalmente ameaçado pela degradação humana. O sabiá foi fixar residência então na janela de uma garota chamada Gabriela.

“O nosso maior propósito é o de desenvolver o raciocínio, a construção da linguagem, a da arte e a da percepção de mundo, por meio de temas transversais”, frisa a gestora da escola, Queila Rezende.


Depois do Varal Literário, as atividades pedagógicas se transformaram também em peças teatrais. Uma das histórias narradas é clássica: a de um nordestino que migra com a família para a Amazônia em busca de uma vida melhor.

“O que é mais legal nisso tudo é que nos divertimos bastante, com coisas engraçadas. Passar nossas idéias para o papel não é nada fácil, mas provamos que é possível fazer com a ajuda de nossos professores”, ressalta a estudante da 7ª série, Cosma Menezes Cavalher.

A aluna Jucélia da Silva Oliveira fez seu cordel com a amiga, Suzane Batista, ambas da 6ª série, com base na estória de uma vaca caolha que se apaixona pelo boi Teobaldo e que acaba o livrando do abate fornecendo leite ao açougueiro, em troca da vida de seu amado.


Também inscrita na 1ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, “Escrevendo o Futuro”, realizada pelo Ministério da Educação e Cultura, Jucélia concorre com um texto sobre a sua escola. “Para escrever tem que gostar de desafios porque a vida, por si só, já é um grande desafio”, dispara a estudante, em tom de quem está muito segura do que fala.

A escola Tufic Assmar tem cerca de 150 estudantes, entre os do programa de Educação para Jovens e Adultos, do ensino fundamental e do jardim.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Edital de Intercâmbio recebe projetos até dia 14

Encerra na próxima segunda-feira (14/07) o prazo para entrega de projetos referente ao Edital de Intercâmbio, o terceiro lançado através do Fundo Municipal de Cultura. Esse edital tem seus recursos direcionados ao custeio de viagens de equipes de atletas para campeonatos nacionais ou internacionais, de artistas para exposições, shows ou capacitação... Enfim, tudo relacionado à troca de idéias, experiências e atividades que, dessa forma, estimulam a produção cultural de Rio Branco. O Edital de Intercâmbio dispõe do montante de R$ 40.000,00.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Conselho de Cultura

Em Rio Branco, todo cidadão é conselheiro de cultura. De acordo com o Sistema Municipal de Cultura da capital acreana, todos nós temos direito à voz e voto nas definições de política pública cultural. Fique atento aos trabalhos do Conselho:

Comunidades Tradicionais

Esse convite vai para os indígenas, seringueiros, ribeirinhos e trabalhadores rurais. Na próxima sexta-feira (11/07), às 16h, no Parque Capitão Ciriaco, acontece a reunião da Câmara Temática de Comunidades Tradicionais.

São essas comunidades que compõem as bases para formação de uma sociedade no Acre. Venham e participem do processo de crescimento dessas comunidades!

Culturas Urbanas

Quem é produtor de cultura urbana? Não sabe? Se você é ligado ao Hip Hop, ou tatua, ou é blogueiro, ou escreve zine, ou joga RPG, ou grafita, entre outras ações do tipo, é sinal que você produz cultura urbana.

Uma forma de você discutir melhorias para essa produção é participar da Câmara Temática de Culturas Urbanas. A próxima reunião será na sexta-feira (11/07), no Parque Capitão Ciriaco, a partir das 15horas. Compareça e contribua com o crescimento do seu segmento cultural!

Audiovisual e Artes Digitais

Cineastas, radialistas, webdesigners e demais produtores nas áreas de audiovisual e artes digitais fiquem ligados! No próximo sábado (12/07), às 9h, no Parque Capitão Ciriaco, acontece a reunião da Câmara Temática de Audiovisual e Artes Digitais. Nessa reunião, os produtores dessas áreas terão a chance de debater e decidir os melhores rumos para essa modalidade cultural. Não deixe de participar!

Jornalismo

Jornalistas e demais profissionais da imprensa em Rio Branco, a Câmara Temática de Jornalismo é uma ferramenta de crescimento da área. Através do debate, enriquece-se a classe. O Jornalismo tem função fundamental na sociedade e a Câmara Temática deste segmento surgiu para contribuir com os profissionais. O próximo encontro acontece neste sábado (12/07), às 17h30min, no Museu da Borracha. Compareça e contribua com este crescimento!

Mais informações pelos telefones: 32242503; 32247941; 32240269.

Que venham os próximos Editais!

Ou: nós estamos preparados?

Os Editais de Cultura representam uma opção para o financiamento de projetos, regularizando e democratizando o acesso aos recursos públicos. Quem inscreve algum projeto deve prestar atenção ao que o Edital pede e atender à formatação exigida. Muitos os que concorrem são desclassificados por apresentar dados incompletos ou por outros motivos que mostram incompreensão ou falta de cuidado.

Novos Editais do Fundo Municipal de Cultura serão lançados. Nesse sentido, a sociedade civil deve ficar atenta e participar dos debates do Conselho de Cultura de Rio Branco para definir o formato destes documentos. Afinal, eles devem orientar e apresentar as formas de seleção dos projetos a serem contemplados e realizados com os recursos da cultura.

Além disso, os Editais devem atender às demandas dos movimentos, de acordo com as principais necessidades e dificuldades que os fazedores culturais enfrentam, visualizando ainda, suas expectativas para a cultura em longo prazo. Afinal, construir um Plano Municipal de Cultura para no mínimo 10 anos, é uma das tarefas principais do Conselho de Cultura de Rio Branco.

Muitos segmentos culturais estão fora do debate. Seja por falta de informação, conhecimento ou até por não visualizar o seu trabalho como um fazer cultural. São questões que exigem um trabalho de educação e conscientização com muitos desafios, exigem principalmente, um minucioso olhar coletivo.

Sempre há tempo para se incluir. Acompanhar e participar deste trabalho significa reconhecer e fazer uso da cidadania cultural que pertence a todos. Entre nessa! Visite o blog da Conferência e comente; participe das reuniões e levante o seu crachá nas horas das votações. A frase pode ser clichê, mas não deixa de ser verdade: a sua voz e o seu voto fazem a diferença!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

questões esportivas

O que discutem as Câmaras Temáticas de Esporte?


Um total de 14 Câmaras Temáticas formam a área de Esporte. A maioria delas tem priorizado, depois de analisar o novo Sistema de Cultura, as discussões para a construção do Plano Plurianual de Cultura - PPA, debatendo também demandas para o Processo de Gestão Participativa – PGP.

Além disso, os segmentos esportivos têm como pauta a I Conferência Municipal de Esporte e o Sistema Municipal de Esporte. Confira a discussão de algumas das Câmaras Temáticas dessa área:

A de Profissionais de Educação Física, do Esporte e do Lazer e suas Representações fez um diagnóstico da situação dos profissionais de Educação Física, discutindo o papel do profissional e o espaço dos bacharelados e dos licenciados.

Ainda na pauta da discussão deste grupo, a obrigatoriedade do ensino de Educação Física de 1ª a 4ª série na Rede Municipal Ensino de Rio Branco. Também discute a participação do profissional de Educação Física na área da saúde, a criação de um sindicato de representatividade da área e de sub-comissões de trabalho.

Klowsbey Pereira é representante do Esporte na Comissão Executiva de Cultura

Já as de Futebol e Esportes Aquáticos apenas estudaram os novos mecanismos de gestão cultural, mas não deram continuidade às suas reuniões. A de Agentes Comunitários do Esporte e do Lazer discute demandas de circulação, produção, formação, além do Regimento Interno da Câmara. O grupo se preocupa também com a formação dos conselheiros para capacitação de recursos e gestão de projetos.

A Câmara de Atividades Físico-esportivas e de Lazer para Grupos Especiais discute formas de unificar seus encontros e discussões com a Câmara Temática de Portadores de Necessidades Especiais, tanto pela clientela em comum quanto pelos interesses e objetivos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Registro de Manifestação

Capoeira deve se tornar patrimônio cultural brasileiro


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vai se reunir no dia 15 de julho, em Salvador, para votar o registro da Capoeira como patrimônio cultural brasileiro.

Na ocasião, uma grande celebração acontece no Teatro Castro Alves, oferecida pelo Ministério da Cultura, o Iphan e o Governo do Estado. Haverá também a abertura da exposição “Na Roda da Capoeira”, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem imaterial, e o lançamento do livro “Ofício das Baianas do Acarajé”, produzido pelo Iphan.

Fonte: Ministério da Cultura

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Conselho de Cultura

Confira o calendário de reuniões desta semana:

Arte
(Parque Capitão Ciríaco)

Dia 07/07

>Comissão Executiva - 9:30h
>Agentes Culturais e Produtor Cultural - 16h

Dia 08/07

>Música - 15h

Dia 09/07

>Artesanato - 15h

Dia 11/07

>Culturas Urbanas - 15h

Dia 12/07

>Audiovisual e Artes Digitais - 9h


Patrimônio Cultural
(local não definido)

Dia 08/07

>Culturas Populares - 15h

Dia 10/07

>Historiografia Acreana - 16h

Dia 11/07

>Turismo - 15:30h
>Comunidades Tradicionais - 16h
>Culturas Ayhauasqueiras - 18h

Dia 12/07

>Jornalismo - 17:30h


Esporte
(local não definido)

Dia 08/07

>PNE e Atividades Físico-esportivas e Lazer para Grupos Especiais (Extraordinária) - 9h

Dia 10/07

>Agentes Comunitários - horário ainda não definido

Maiores informações pelos telefones: 32242503; 32240269 ou 32247941.

Patrimônio Cultural: entre o popular e o tradicional*

Importantes segmentos culturais em uma linguagem fácil de entender

No campo do Patrimônio Cultural no Sistema Municipal de Cultural de Rio Branco, as definições de Comunidades Tradicionais, Tradições Populares e Culturas Populares podem confundir a sociedade civil. Mas assim como a maioria dos mistérios, basta uma boa e simples explicação para tirar qualquer dúvida. Então vamos conhecê-los melhor.

Comunidades Tradicionais: são comunidades que compõem as bases para formação de uma sociedade. No Acre, essas comunidades se caracterizam por serem do meio florestal e rural. Podemos citar como exemplos as comunidades formadas por indígenas, seringueiros, ribeirinhos e trabalhadores rurais.

Tradições Populares: é o saber construído a partir das experiências populares. Por exemplo, quando um tarrafeiro tece uma tarrafa, aquela técnica utilizada nessa confecção é uma tradição popular. Nesse contexto, estão inseridos tacacazeiras, canoeiros, catraieiros, parteiras etc.

Culturas Populares: antigamente era definida somente com o Folclore, no entanto, não fica apenas nisso. Culturas Populares são manifestações artísticas coletivas e espontâneas. Essa expressão pública traduz artisticamente as características e elementos da vida cotidiana das pessoas comuns. Como exemplos nessa área, citamos o carnaval, o Jabuti-bumbá, a marujada, quadrilhas juninas etc.

O desafio dessas câmaras temáticas é fazer com que esses grupos pensem de maneira coletiva os seus problemas, suas soluções e demandas de desenvolvimento. Dessa forma, os encontros e diálogos entre os grupos e movimentos são fundamentais para a atuação do Conselho Municipal de Cultura, além da boa compreensão dos demais conselheiros sobre cada segmento cultural.


*Matéria publicada na edição 00 do jornal CulturaRB.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

ARRAIAL!

Nesta sexta-feira (04), tem festa no Centro Cultural Lydia Hammes. O motivo é o Arraial promovido pela Fundação Garibaldi Brasil, em parceria com o Grupo da 3ª Idade "Redescobrindo a Vida".

O evento acontece a partir das 15horas, com a apresentação da quadrilha do Grupo da 3ª Idade e do Grupo "Matutos da Roça", além de bingos, comidas típicas e a tenda de leitura.

Mais informações pelo telefone: 32251707.

Prêmio Vivaleitura 2008

Prazo de inscrição termina na próxima semana

O valor do prêmio este ano será de R$ 30 mil para cada um dos vencedores nas três categorias - Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Sociedade, que compreende empresas, organizações não-governamentais, pessoas físicas, universidades e instituições sociais -, além de troféu e diploma. As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de julho.

O Prêmio, que faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), tem o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer boas práticas de leitura. Iniciativa dos Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), em conjunto com a Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), é realizado e patrocinado pela Fundação Santillana, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

As inscrições podem ser feitas pela Internet ou pelos Correios. Em outubro, serão anunciados os 15 finalistas, sendo cinco de cada uma das três categorias, e os três indicados para Menção Honrosa. A cerimônia de premiação está prevista para acontecer no mês de novembro, em Brasília.

Para inscrições e mais informações acesse Prêmio Literatura Viva

Fonte:

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Adendo os Editais nº 01, 02 e 03/2008

FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA
Adendo aos Editais n.º 01, 02 e 03/2008

A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil - FGB, torna público através do presente Adendo, a alteração do item 6.2.1, explicitada abaixo, constante nos Editais nº 01, 02 e 03/2008 do Fundo Municipal de Cultura de Rio Branco, referente ao Processo Seletivo de projetos para as modalidades de Formação, Produção/Circulação e Intercâmbio. A referida alteração foi deliberação da Plenária do II Fórum Setorial, realizada em 28/06/2008, de acordo com o previsto no artigo 24, incisos V e VI, da Lei 1.676/2007. A redação do item, que originalmente era: “Serão classificados projetos atinjam no mínimo 70% (setenta por cento) do total de pontos possíveis na soma dos critérios de avaliação de mérito”, foi alterada para: “Serão classificados os projetos por ordem de pontuação adquirida no item VII, desde que o valor esteja compatível ao recurso disponível”.

Rio Branco-AC, 01 de julho de 2008.

Marcos Vinícius Simplício das Neves
Diretor Presidente da FGB

terça-feira, 1 de julho de 2008

Plenária de Arte e Esporte

No último sábado (28), aconteceu no auditório do Colégio Armando Nogueira, uma Plenária de Arte e Esporte. Entre as pautas, uma importante avaliação e reflexão sobre os Editais do Fundo Municipal de Cultura, além de esclarecimentos sobre as discussões referentes à Conferência Municipal de Esporte e Sistema Municipal de Esporte; ao regimento interno do Conselho Municipal de Cultura e aos trabalhos das comissões de Reestruturação da FGB e de revisão da Lei Municipal de Incentivo.

Confira alguns trechos do debate:

Editais

“O lançamento destes editais foi uma experiência nova para todos nós, é evidente que existem erros, mas vamos procurar trabalhar da melhor forma para apresentarmos editais cada vez melhores e bem consistentes, tentando evitar qualquer deslize cometido nos primeiros. Além disso, não podemos atrasar o lançamento dos próximos, caso contrário, corremos o risco de perder o recurso disponível neste ano, que não será acumulado para 2009.” Lenine Alencar (Artes Cênicas), membro da mesa organizadora da plenária.


“A quantidade de editais complica um pouco, pois faz você apresetar uma parte de um projeto num e outra parte noutro. É melhor pensar em editais mais abertos, onde possamos conseguir tudo de uma vez”. Alcides Bento (PNES).


Regimento Interno e Plano Municipal de Cultura

“A Comissão Executiva de Cultura já elaborou um esboço do Regimento Interno no que diz respeito ao funcionamento das Câmaras Temáticas – as instâncias de base do Conselho. A minuta esboçada vai ser encaminhada e analisada pelas Câmaras. Depois disso, trabalharemos o regimento interno das outras instâncias do Conselho Municipal de Cultura. Quanto ao Plano Municipal de Cultura para Rio Branco já é uma discussão iniciada em muitas Câmaras. Este é um dos trabalhos mais importantes do Conselho: elaborar um plano para o mínimo dez anos, definindo e apresentando políticas que o movimento quer ver elaboradas na cultura em longo prazo. Um documento que seja de referência aos governos que assumirão a gestão da cultura no município, com base na primeira revista lançada pela FGB sobre política cultural”.
Eurilinda Figueiredo, assessora de ação cultural da FGB e membro da mesa organizadora da plenária.


Números de projetos apresentados:

Edital de Formação:
Arte – 16
Esporte – 5
Patrimônio Cultural – 10
Total: 31

Edital de Produção e Circulação:

Arte – 18
Esporte – 4
Patrimônio Cultural – 1
Total: 23

“Nós nos surpreendemos com o baixo número de projetos apresentados pela área de Esporte. Mas nos surpreendemos positivamente com a quantidade de projetos apresentados pela área de Patrimônio, em comparação ao número de projetos apresentados à Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que costuma ser pequeno. Devemos fazer uma reflexão sobre o foco e o formato de cada edital. O que é mesmo que a gente quer? Não será possível também edital de apoio e manutenção de grupos, fortalecimento de entidades ou editais mais rápidos para sonorização e divulgação de eventos, por exemplo?” Eurilinda Figueiredo.


Critérios de avaliação dos projetos apresentados ao Fundo Municipal de Cultura: Projetos pactuados nas Câmaras Temáticas merecem maior pontuação?

A grande polêmica girou em torno da maior pontuação ou não de projetos pactuados nas Câmaras Temáticas, de forma a valorizar e beneficiar aqueles que participam dos trabalhos do Conselho Municipal de Cultura. É consenso que se deve incentivar a participação da sociedade neste processo, investindo na consciência da importância dessa construção de políticas públicas, mas com cuidado para não excluir aqueles que, por motivo qualquer, não está inserido neste debate, seja por falta de interesse ou informação. Ficou para ser discutido em outras reuniões a maior pontuação e valorização de projetos que atendam às necessidades dos segmentos, de forma coletiva, sendo ou não pactuado em Câmara Temática.

Confira alguns trechos do debate:

“Os editais precisam fomentar a participação e atuação nas Câmaras Temáticas, mas com o cuidado de não se tornar uma barreira para quem não tem conhecimento, tempo ou paciência para participar da discussão. É preciso criar formas de educar e conscientizar da importância de se participar deste debate, mas como? Educar e conscientizar tanto as pessoas que têm um histórico e já são conhecidas no meio cultural, como também de pessoas novas, que não conhecem ainda o Sistema”, Januário Scwab (Produtor Cultural/Música), membro da mesa organizadora da plenária.

“Precisamos nos atentar às pessoas que são produtores e agentes culturais, mas que não conhecem o Sistema Municipal de Cultura e não participam do Conselho. É necessário ampliar as informações”. Thalyta França (Produtora Cultural).

“Eu defendo a valorização exorbitante para quem participa do Sistema. O Sistema é nosso, se não tomarmos conta, o que vai ser dele depois? Além disso, devemos simplificar os formulários, modificar o formato deles e construir editais e formulários que avaliem idéias”, Daniel Klein (Patrimônio Cultural).

“Há casos de projetos pactuados nas Câmaras Temáticas que focalizam o individual. Mas tem muita gente com projeto que beneficia o coletivo, estimulando à classe, mas que não tem acesso aos trabalhos do Conselho Municipal de Cultura”, Januário Scwab.

“Ninguém deve ser excluído, qualquer projeto que for aprovado é de mérito, e terá o que adicionar àquele segmento ao qual corresponde”, Selene (Artes Visuais).

E depois de todo o debate, foi preciso finalizar a plenária e deliberar a pauta principal: a solução para um equívoco dos Editais já lançados. O item 6.2.1, de acordo com o original, exclui os projetos que não atinjam 70% da pontuação. No entanto, de acordo com a distribuição dos pontos, são excluídas as chances de qualquer produtor cultural de ter um projeto contemplado sem que este seja pactuado nas Câmaras.

Confira o Edital:

VI – PROCEDIMENTOS DE SELEÇÃO

6.2.1 Serão classificados os projetos que atinjam no mínimo 70% (setenta por cento) do total de pontos possíveis na soma dos critérios de avaliação de mérito.

VII – CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DO MÉRITO

7.1.2 Qualidade do projeto, resultante da articulação efetiva dos itens: apresentação, justificativa e objetivos, evidenciando em que medida ele contribui para a qualificação dos atores envolvidos nos diversos fazeres artísticos, culturais e esportivos de Rio Branco: de 5 (cinco) a 30 (trinta) pontos.

Várias propostas foram apresentadas. A vencedora foi a do Alcides, de apenas modificar o item 6.2.1 e não mais excluir os projetos que não atinjam 70% da pontuação, sendo portanto, os projetos classificados por ordem de pontuação.

Em breve, mais notícias.