Na manhã desta quinta-feira (29), as Fundações Culturais Elias Mansour e Garibaldi Brasil, o Conselho Estadual de Cultura – Concultura e a sociedade civil, fizeram a entrega dos projetos de Leis que apresentam uma nova forma de administrar a cultura no município.
Seguindo recomendação da Procuradoria Jurídica, foram apresentados dois projetos de Lei: um do Sistema Municipal de Cultura, com três mecanismos de gestão – Cadastro Cultural, Fundo Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Políticas Culturais -, e a Lei do Patrimônio Cultural.
O vereador Márcio Batista destacou a lógica do sistema, que possibilita um controle social para a implantação e implementação das políticas públicas de cultura. “Não é possível afirmar que esta é uma proposta da FGB, mas sim, do movimento cultural”, disse.
O vereador lembrou que a Câmara assumiu o compromisso de participar da Conferência bem como aprovar o documento e as decisões lá tomadas, respeitando as inconstitucionalidades apontadas pela PROJURI.
“Esse documento expressa a vontade do movimento cultural de Rio Branco, e para o bem desse movimento, esse sistema vai ser aprovado”, afirmou.
Representando o Conselho Estadual de Cultura, Lenine Alencar afirmou que o documento apresenta caminhos claros para a administração cultural de forma a garantir a participação da sociedade civil.
Daniel Santana, presidente da Fundação Elias Mansour, lembrou que este é um processo contínuo e que Rio Branco, assim como os outros municípios, têm provado que é possível colocar a cultura como um ponto de pauta no calendário político.
“Rio Branco é pioneira no Brasil, trouxe para o plano das ações concretas o Protocolo de Intenções, assinado em 2005, o que leva a cultura para o nível de debate que ela merece, sendo tratada com a ampla participação da sociedade”, explicou Santana.
Marcos Vinícius Neves, Presidente da Fundação Garibaldi Brasil, expôs a preocupação com uma participação qualitativa da sociedade durante a conferência.
Além da implantação do Sistema Municipal de Cultura, o presidente prevê para o próximo ano a revisão dos marcos legais já existentes, como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura e a reestruturação institucional da FGB.


