Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Câmara recebe Sistema Municipal de Cultura

Rio Branco é pioneira na construção de política pública cultural

Na manhã desta quinta-feira (29), as Fundações Culturais Elias Mansour e Garibaldi Brasil, o Conselho Estadual de Cultura – Concultura e a sociedade civil, fizeram a entrega dos projetos de Leis que apresentam uma nova forma de administrar a cultura no município.

Seguindo recomendação da Procuradoria Jurídica, foram apresentados dois projetos de Lei: um do Sistema Municipal de Cultura, com três mecanismos de gestão – Cadastro Cultural, Fundo Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Políticas Culturais -, e a Lei do Patrimônio Cultural.


O vereador Márcio Batista destacou a lógica do sistema, que possibilita um controle social para a implantação e implementação das políticas públicas de cultura. “Não é possível afirmar que esta é uma proposta da FGB, mas sim, do movimento cultural”, disse.

O vereador lembrou que a Câmara assumiu o compromisso de participar da Conferência bem como aprovar o documento e as decisões lá tomadas, respeitando as inconstitucionalidades apontadas pela PROJURI.

“Esse documento expressa a vontade do movimento cultural de Rio Branco, e para o bem desse movimento, esse sistema vai ser aprovado”, afirmou.

Representando o Conselho Estadual de Cultura, Lenine Alencar afirmou que o documento apresenta caminhos claros para a administração cultural de forma a garantir a participação da sociedade civil.

“É importante que os vereadores não esqueçam que essa construção foi feita por pessoas que pensam e se preocupam com a cultura no Acre”, disse o artista.

Daniel Santana, presidente da Fundação Elias Mansour, lembrou que este é um processo contínuo e que Rio Branco, assim como os outros municípios, têm provado que é possível colocar a cultura como um ponto de pauta no calendário político.


“Rio Branco é pioneira no Brasil, trouxe para o plano das ações concretas o Protocolo de Intenções, assinado em 2005, o que leva a cultura para o nível de debate que ela merece, sendo tratada com a ampla participação da sociedade”, explicou Santana.

Marcos Vinícius Neves, Presidente da Fundação Garibaldi Brasil, expôs a preocupação com uma participação qualitativa da sociedade durante a conferência.

O secretário garantiu que a sociedade tem profundo conhecimento em relação ao conteúdo do documento.

“Esta Lei é de propriedade pública, e esse sistema vai funcionar porque a sociedade vai cobrar isso”, disse.

Além da implantação do Sistema Municipal de Cultura, o presidente prevê para o próximo ano a revisão dos marcos legais já existentes, como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura e a reestruturação institucional da FGB.

Marcos Vinícius finalizou dizendo que a aprovação deste Sistema será um presente à capital acreana. “Rio Branco completa 125 anos no próximo dia 28, e este vai ser um grande presente”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Rock e Cidadania - Aumente o volume contra a AIDS

Coletivo Catraia e AHAC unem forças

Enviado por André Lima*

Na próxima sexta-feira (30) acontece mais uma edição do projeto "No Balanço da Catraia" às 22 horas no Bar e Restaurante Flutuante com as bandas: Escalpo, Filomedusa e também a Ultimato (RO), que fará seu segundo show na capital acreana.

Por ser véspera do Dia Mundial de Combate a Aids (1º), o Coletivo Catraia, responsável pela organização do evento, e a AHAC (Associação dos Homossexuais do Acre) se unem: o Catraia com a sua proposta musical e a AHAC com sua didática para informar dos riscos sobre AIDS e de outras DSTs.

A informação sobre essas doenças nunca é demais, pois é preciso que haja mobilização e, mais importante, conscientização de toda a população para combater e entender essas mazelas que assolam todas as classes, raças e credos.

O evento conta ainda com atrativos de entretenimento (telão, venda de produtos, decoração e discotecagem), folders educativos sobre as DSTS, além de distribuição de camisinhas.

Parceria - a Associação de Homossexuais do Acre (AHAC) é uma sociedade sem fins lucrativos, essencialmente civil, pioneira no Acre e foi fundada em 29 de junho de 2002.

A associação visa garantir os direitos da cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e transexuais (GLBTT) trabalhando para que todo indivíduo seja visto de forma igual, sem preconceitos ou tratamento diferenciado.

Para isso, muitos trabalhos vêm sendo desenvolvidos de forma dedicada ao longo desses 5 anos e assim conseguiu firmar-se como referência no estado unicamente pelo esforço realizado em prol desta classe que ainda é marginalizada.

A AHAC interage respondendo as necessidades da população e pra isso conta com uma equipe totalmente preparada que desenvolve atividades nas áreas de direitos humanos, educação, saúde, assistência social, cidadania e segurança pública.

Ela ainda monitora as ações com municípios, OSC, OCIPs, setor privado e organizações internacionais.

Articulação - Devido ao público do "No Balanço da Catraia" ser em sua grande maioria de jovens, surgiu o interesse de não deixar esta data tão importante passar despercebida, como algo que não fosse relevante para toda a sociedade.

A proposta surgiu durante uma conversa com membros das duas organizações, o interesse foi mútuo em misturar música com informação, e assim essa parceria ímpar foi firmada.

*Assessoria de Imprensa e Comunicação do Coletivo Catraia

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

PROJURI encaminha parecer. Câmara de Vereadores recebe o documento na quinta-feira


A Procuradoria Jurídica apresentou à Fundação Garibaldi Brasil o parecer técnico referente ao Sistema Municipal de Cultura.


Assim, foi acordado com o vereador Márcio Batista, que a FGB junto com o movimento cultural devem entregar a proposta de Lei à Câmara de Vereadores no Pequeno Expediente que vai acontecer nesta quinta-feira (29), às 10horas.

Enquanto isso, a FGB faz os ajustes técnicos com as mudanças sugeridas:

O parecer técnico indica que é preciso desmembrar a Lei Municipal do Patrimônio Cultural, para que a mesma componha uma Lei específica, já que trata de questões de tombamento, processos de restauração, estabelece multas, envolve questões de direito de defesa e outros assuntos que não aparecem no restante do documento.

De acordo com a PROJURI, é preciso também excluir o art. 22 que trata da emissão de passagem e que estabelece a concessão de ajuda de custo para conselheiros representantes da sociedade civil, uma vez que fere a Lei Orgânica do Município.

O órgão alertou ainda, à necessidade de modificação dos tempos verbais do documento.

Quanto ao art 16, da Lei do Patrimônio Cultural, a PROJURI sugere que o vendedor de um bem móvel tombado faça um documento deixando claro o tombamento desse bem, em vez de ser registrado no contrato de compra e venda. Sugere ainda, modificação de redação do inciso II deste mesmo artigo, alegando que certos termos se contradizem.

Nos artigos que dispõem sobre aplicações de multas, a PROJURI recomenda que se estabeleça na Lei, a aplicação e a distribuição deste recurso, bem como o processo administrativo para sua apuração, garantindo o direito ao contrário e a ampla defesa do cidadão.

E por último, o parecer veta o art. 26, uma vez que a isenção de IPTU só pode ser definida no Código Tributário, exigindo, portanto a criação de um outro artigo que remeta ao Código Tributário, e de um projeto de Lei específico para tal questão.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

SMC

Informamos que a PRÓJURI se comprometeu a apresentar nesta semana, um parecer técnico sobre o documento do projeto de Lei que cria o Sistema Municipal de Cultura.


Assim que o órgão enviar o seu posicionamento, ele será divulgado aqui.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Sobre a Consciência Negra

Eudmar Bastos*

Estamos na semana da consciência negra, e vale algumas reflexões em várias vertentes. Uma delas é com relação à concepção do que é ser negro. Será que ser negro é ter a pele preta ou cometer erros e responder pela coletividade?

Será que é ter sua luta pautada pela ancestralidade ou será que não ter a mínima condição de sobreviver em sua maioria?

Será que tem haver com presença maciça nos presídios ou estar sempre nos fundos das lojas porque senão compromete a linha de frente? E alguns outros questionamentos.

Quero dizer parafraseando o grande poeta do samba Jorge Aragão, “que não tem nada haver com a cor alguém sambar, porém, tem tudo haver com a cor saber gingar”.

O povo negro não é escravo e nunca foi, pois, e desta sim, copiando meu irmão José Arimatéia que já pegou um gancho da amiga Nina Porto, eu não conheço nenhum país chamado Escravolandia.

Somos descendentes de Africanos sim e com muito orgulho. Fomos escravizados sim e lutamos até hoje pela nossa libertação, mas não de nossos corpos e muito menos das nossas mentes, lutamos pela libertação de nossos direitos que foram surrupiados na maior cara de pau por políticas públicas do Estado Brasileiro.

Hoje esse mesmo Estado Brasileiro está tentando reverter o quadro através de políticas públicas voltadas para a construção da igualdade racial.

No entanto, ainda é muito pouco pelo que nos foi roubado, pelo que o nosso povo sofreu, pelas mães negras que tiveram seus filhos arrancados dos seus seios e alguns até de seus ventres, pelos príncipes, princesas, rainhas e reis que foram sacados sem nenhum consentimento da sua mãe África.

Participando desta luta pelo país, vemos vários tipos de quilombos contemporâneos, com um tipo de luta diferente dos primeiros Quilombos.

Mas não podemos esquecer nesta luta a forma com que Zumbi dos Palmares fez para conseguir enfrentar a tudo que passou.

Não devemos esquecer nunca da nossa ancestralidade, da inteligência negra de aprender com outros segredos importantes e de nunca desistir da luta que nos cerca a todo o momento.

Somos heróis sim e protegidos por nossos Orixás, Voduns e Inkices, por nossos mais velhos, e é maravilhosa a nossa beleza, nossa manha, inteligência, virtude, a nossa garra, a nossa vontade de sobreviver e ser feliz.

Ser negro é sinônimo de luta e esperança de um dia sermos libertos de verdade. Não queremos nada que não seja nosso, só queremos o que é nosso de direito.

Mais uma vez citando o poeta Aragão, “se você me respeita, pode até me chamar de pretinho, neguinho e coisa e tal”. Axé para todos e todas e viva Zumbi dos Palmares.

*Militante do Movimento Negro pela ONG CERNEGRO/ACRE – Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-Brasileira do Acre, Ogãn da Nação de Angola e Acadêmico de História pela UFAC.

As fotos são da exposição "Indentidade Afro-Amazônica", no Memorial dos Autonomistas e das manifestações artísticas durante o show da Consciência Negra, no último dia 20, na Rua 1º de Maio, antiga Rua África. Clique em cima delas para vê-las ampliadas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Enquete

Ou: ... e o futuro disso aqui?

Este blog já existe há quatro meses, e em mais de 50 posts/publicações, descreveu e acompanhou todo o processo preparatório da I Conferência Municipal de Cultura, bem como a sua realização – com uma espécie de diário de viagem, matérias, avisos, etc.

Durante este período, o blog também publicou reflexões importantes para a discussão sobre a política cultural, apresentadas tanto pela FGB, quanto pela sociedade civil. Divulgando opiniões, posicionamentos e observações que incrementaram o debate.

Além disso, o blog teve – e ainda tem - a sua versão impressa: um ‘artigo-resumo’ é publicado toda a sexta-feira no Jornal Página 20. Mais ainda: todo o material aqui publicado compôs uma revista que foi distribuída durante a conferência.

Mas então, a conferência foi passando... passando... passando... e foi assim, vagarosamente e torturantemente nos deixando órfãos. Sem os encontros de todas as noites, sem mais polêmicas, debates, etc, etc... E agora, vamos escrever sobre o que afinal?


O documento está na Pró-juri, todos bem sabem. Lá, ele está sendo analisado juridicamente e ‘textualmente’, todos bem sabem. Depois, ele vai ser apreciado pela Câmara de Vereadores, todos bem sabem.

Mas, enquanto isso, a gente fala sobre o quê? O que você quer ler neste espaço?

O blog cumpriu a sua função inicial – a de acompanhar e descrever o processo preparatório para a Conferência, bem como a sua realização. E, claro, vai acompanhar a implantação do Sistema Municipal de Cultura em Rio Branco.

Além disso, no entanto, porém, acreditamos que este blog deve sim desempenhar outras funções. Mas quais? Esta ferramenta ‘internética’ deve nos servir mais pra quê?

Ajude-nos a decidir! Comenta aí e deixe a sua opinião!

*Charges produzidas por Daniel Cabral durante a Conferência.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ufa!!

Cely Melo*

A I Conferência Municipal de Cultura acabou! Graças a Deus, conseguimos! Saímos vitoriosos desta batalha, desta batalha não, desta guerra... Ufa! A Conferência realmente aconteceu!

Foram tantas batalhas, estratégias, diálogos, acertos entre os dois lados, mas enfim, o tão sonhado fim! O fim... Peraí, do que guerra estou falando? De quais batalhas? Acertos entre dois lados? Que lados?! Que fim?

Realmente, meu espírito para a realização desta Conferência foi o de estar numa guerra, até me pintei para isso, mas com o passar do tempo, com o passar de tantos debates internos e externos percebi que travávamos um batalha em lados opostos, mas numa mesma causa.

O difícil ofício de se fazer ouvir e ser ouvido. Havia momentos em tantos debates que dizia a mim mesma: “meu Deus!... é a mesma coisa, só com palavras diferentes!”

Não sou ingênua, houve momentos em que os debates foram fortes, por exemplo: O esporte fica ou sai? E o Turismo, como fica? E o Cadastro, como está organizado? Quais segmentos?

Como será a composição da Comissão Executiva? O CMPC terá presidente? E as câmaras temáticas, como será sua composição? E a Câmara Temática de Patrimônio Cultural, apenas dois livros, um de registro da cultura imaterial, outro de tombo da cultura material? E o FMC?

Que me perdoem os guerreiros, mas essa guerra não foi justa. Primeiro, porque não havia adversários, e segundo porque nenhuma guerra é justa. Por mais que os outros digam que sim, só em você sair pra guerra, você já perdeu a primeira batalha, pois ela nunca existiu, já que cada lado lutava pela mesma causa.

Sente-se com seu oponente, seu adversário, ou no melhor dos mundos, seus pares, (como diz o Daniel Klein), e proponha um diálogo, para juntos chegarem a construção coletiva.

Construção coletiva... isso me lembra a pré-proposta elabora pela FGB. Era uma proposta nossa, e tínhamos esse sentimento de posse - ou pelo menos eu tinha. Fomos nós que construímos, era nossa! Como é duro de desfazer de bens, materiais ou não, mas que era nossa, ah, isso era!

Toda vez em que nos fóruns temáticos alguém “inventava” de fazer alguma modificação, alguma uma nova ruga aparecia, e foram muitas rugas... E no início de tudo, não era mais uma pré-proposta elaborada pela equipe da FGB, mas pelos nossos pares.

E não era mais uma guerra, não era mais uma batalha, era uma construção coletiva de dois lados que pareciam estar em lados opostos, mas que lutavam por um mesmo ideal, e talvez por isso tenhamos todos saídos vencedores.

Então por que sinto um sobressalto de vez em quando? Por que sinto que tem algo por terminar? A Conferência já aconteceu... não tá tudo certo? Sim, tudo foi positivo, a Conferência realmente aconteceu, mas isso é apenas o inicio de tudo.

E o melhor de tudo é que sinto que os laços estão mais estreitos, que agora é o passo mais difícil, e não podemos deixar esses laços se soltarem.

Agora a FGB e a sociedade de Rio Branco têm um pacto, têm uma proposta de Sistema Municipal de Cultura construída coletivamente. E um desafio maior ainda: após ser transformada em Lei, esta proposta seja realmente coletiva, com a participação de nossos pares, para juntos iniciarmos uma nova jornada...

*Formada em História e Gestora Pública da Fundação Garibaldi Brasil

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A Cultura... ah, a Cultura

Ou: consciência, educação e os anonimatos

Um certo alguém afirmou – infelizmente de forma anônima - num comentário no blog, que as más companhias não são os outros, são nossos vícios e preconceitos. Pois bem, com essa afirmação, fiquei com vontade de falar em preconceitos.

E quando se fala nisso, a gente lembra logo do termo “discriminação”. E falando em discriminação, estamos no mês em que é comemorado o dia da Consciência Negra, no dia 20.
E as instituições responsáveis já estão providenciando uma programação que terá como tema: “Educação no Combate ao Preconceito e à Discriminação”. Só pra lembrar... Embora eu saiba que isso não foi esquecido.

E outras pessoas se mostraram entusiasmadas – infelizmente, também de forma anônima – com os encontros para os debates culturais.
Ofereceram um brinde, e sugeriram que a Conferência fosse realizada com mais freqüência, por exemplo, quinzenalmente.
Ora, será mesmo que é preciso realizar uma Conferência para que os segmentos e os fazedores culturais possam dialogar?

Suspeito que não. Afinal, pra que serve a cultura? Qual é mesmo a função da arte e do esporte? E o patrimônio cultural?
E onde entra a educação e a consciência nessa história? Não sou eu quem vai dizer... Nem eu, nem meu pseudônimo e nem meu anonimato.

De qualquer forma – voltando a falar sobre o diálogo - lembrem dos Fóruns Setoriais, uma instância do Conselho Municipal de Cultura que foi aprovado durante a Conferência.
A contínua sintonia e interação entre os segmentos vai ser sempre extremamente importantes e, agora, mais do que nunca, pois ela vai ser essencial para o funcionamento do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco.

Portanto, a fome é de diálogo? É, isso ficou visível. Afinal de contas, já dizia o grupo Titãs: “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. E a fome é de muita coisa. Se uma delas pode ser saciada pelo diálogo, então vamos lá continuar esse negócio!

Agenda

Estamos sem agenda por enquanto. A proposta final do Sistema Municipal de Cultura já foi enviada à Pró-Juri que deverá fazer algumas observações textuais. Após a devolução do documento, as observações feitas serão divulgadas e então, a proposta será enviada à Câmara de Vereadores.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

NOVIDADE: Documento Final Está Disponível

Já está disponível para download a proposta final do Sistema Municipal de Cultura que será apreciada pela Câmara de Vereadores.

Para ter acesso ao documento, é só clicar em "Proposta Final do Sistema Municipal de Cultura", no segundo item, ao lado direito do blog.

Caso tenha alguma dificuldade, solicite-o por email, escrevendo para: fundacaogaribaldibrasil@gmail.com, ou ligue: 32240269 / 32242503 / 32247941.

... E o debate não acabou! Em breve mais fotos, textos, charges, e reflexões sobre a cultura e a política cultural no município. Envie a sua opinião!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Conferência Finalizada

Documento de criação de Sistema de Cultura está pronto para ser apreciado pela Câmara de Vereadores

Terminou no último sábado (03), a I Conferência Municipal de Cultura de Rio Branco, onde a sociedade civil e o poder público construíram um Sistema Municipal de Cultura a ser implantado na capital acreana.

Agora, com o documento finalizado, a próxima etapa é enviá-lo à Câmara de Vereadores e aguardar a aprovação. Em seguida, iniciar o processo de implantação dos novos mecanismos de administração cultural.

“O Sistema foi construído como deveria, contando com a participação de todos os envolvidos na área cultural. Achei muito importante este processo, foi longo e democrático”, diz Rejane Ribeiro, da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer e Docente do Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Acre – Ufac.

A construção desse sistema teve início em Fóruns realizados desde 2005. Até aqui, aconteceram várias reuniões com as diversas áreas culturais. Dessa forma, artistas, esportistas, historiadores, turismólogos, e inúmeros outros segmentos envolvidos no fazer cultural do município se envolveram numa tarefa de discutir políticas para o setor.

“Pela primeira vez Rio Branco acompanhou um processo importantíssimo no contexto da sua política cultural, onde a sociedade teve direito a voz e voto. Os participantes estão de parabéns por ter se engajado. Foi um trabalho árduo para todos, mas que valeu a pena, pois temos como resultado um projeto de Lei que vai organizar a administração nessa área”, diz J. Menezes, compositor e conselheiro de Arte e Cultura da Regional 5.

Para o integrante da Federação de Teatro do Acre – Fetac, Yuri Montezuma, este foi o primeiro passo para a Conferência Estadual de Cultura. “Amarramos para Rio Branco um modo de administrar a cultura que valoriza os verdadeiros atuantes e fazedores culturais. O documento vai deixar bem definidas as políticas para essa área e, provavelmente, vai se expandir para os outros municípios”, afirma.

O Sistema aprovado tem como princípio básico a participação pública no desenvolvimento das ações culturais, garantindo transparência na atuação do poder público. Assim, somente se a sociedade permanecer envolvida, é que as propostas serão efetivadas, suprimindo de fato, a distância entre o poder público e a sociedade civil.

“Sinto-me lisonjeado em ter participado dessa construção. É claro que alguns pontos que entraram em debate foram, ao meu ver, relevantes, mas não se comparam à importância do processo como um todo”, diz Arthur Lima, acadêmico de Jornalismo e integrante do núcleo de comunicação do Coletivo Catraia.

Segundo ele, a conferência alcançou o seu objetivo no que diz respeito ao diálogo entre os movimentos culturais. “Foi-nos oferecida uma atenção muito grande para garantir a nossa participação. Dessa forma, a conferência reuniu vários segmentos culturais para garantir a criação de algo que vai beneficiar a todos”, completa.

Em breve, o documento será disponibilizado no blog, para download.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A Conferência Continua

Ou: E quem disse que a nossa conversa acabou?

E minha mãe dizia: “Diga-me com quem andas que direi quem és”. Um ditado popular influente em algumas famílias. E acho que todo mundo – pelo menos pros pais – deve ter, em certa fase da vida, problemas com as companhias. Mas não vou me aprofundar no assunto, afinal, isso é papo pros ‘psico-alguma-coisa’.

Mas uma coisa é certa: o diálogo é sempre complicado. É claro que isso não é um problema de todos. Mas, por exemplo, para iniciar uma conversa de mãe para filha, ou de pai para filho, ou a discussão de um relacionamento... Quem não sente um friozinho na barriga? Fala sério, tem gente que, se pudesse, evitaria esse tipo de coisa durante toda a vida. Mas é uma experiência pela qual todos têm que passar. É inevitável.

Olhar nos olhos e falar. Depois, calar e ouvir. Será que ninguém nunca teve a idéia de fazer um manual pra isso? Provavelmente não, já que isso não é e nem deve ser algo mecânico. O fato é que cada um tem o seu jeito de dialogar e de se expressar. E não importa como, com que ferramenta, modo, cor, estilo você use... O importante é dialogar! Então, vamos ao diálogo.


E os presentes na I Conferência Municipal de Cultura, realizada nos dias 26 e 27, no Auditório da Secretaria de Educação, mostraram que estão engajados em promover e participar desse diálogo entre os movimentos culturais e o poder público. Eles mostraram que nem é tão difícil assim, pelo contrário, é até prazeroso e divertido ver os “diferentes” expondo suas opiniões, impressões e sentimentos.

Portanto, imagine artistas plásticos dialogando com músicos, que dialogam com contadores de história, que dialogam com artesãos, que conversam com os lutadores de artes marciais, que dialogam com os portadores de necessidades especiais, que conversam com os movimentos sociais, que dialogam com os jogadores de futebol, lutadores e atletas em geral.

Neste diálogo, é possível ouvir também vozes de jornalistas, estudantes, poetas, professores, pesquisadores, etc. E esta conversa – sobre políticas públicas culturais para o município de Rio Branco – rendeu tanto que teve que ser prorrogada para amanhã (sábado, 03). Vai perder? Recomendo que não. Até lá!

Foto: Trecho da obra coletiva produzida durante a conferência, nos dias 26 e 27.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

NOVIDADES IMPORTANTES !!!

1. SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA

O blog disponibiliza para download o documento referente ao projeto de Lei que cria o Sistema Municipal de Cultura com os quatro novos mecanismos de administração cultural.

Os textos que estão em negrito e sublinhado são os que tiveram dissenso no Fórum Preparatório e que tiveram votação definitiva na conferência, durante os dias 26 e 27.


Para baixá-lo, clique em "Sistema Municipal de Cultura", no segundo item, ao lado direito da tela.

2. TRANSPORTE PARA A CONFERÊNCIA

Serão disponibilizados dois ônibus:

- Um ficará em frente à Prefeitura do Centro.
- O outro, em frente à Academia de Kung Fu do Nill, na Estrada da Sobral, no Bairro da Pista.

Ambos têm previsão de saída para ás 7h30min. Ao final da conferência, os ônibus farão o percurso de volta.

E assim a I Conferência Municipal de Cultura continua neste sábado (03), na Usina de Comunicação e Artes João Donato. Não deixe de participar!