Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Catraiada: uma competição histórica

No aniversário da cidade, os rio-branquenses vão presenciar uma atividade esportiva cheia de história


Eles representam uma classe de trabalhadores. A profissão é antiga, mas não perdeu a sua importância e utilidade nos dias atuais. É tradição, é popular. Faz parte da história do Acre e de Rio Branco. E neste ano, quando a cidade completa 125 anos, eles serão convidados a participar de uma atividade especial. Mostrarão a sua garra e provarão que uma cultura forte sobrevive sim aos tais avanços e modernidade.

“Por ser uma cidade dividida ao meio pelo rio Acre, o meio de transporte que mais se popularizou foi a catraia. Muito antes de circularem ônibus, as catraias já faziam a travessia entre os dois lados da cidade”, explica o historiador Marcos Vinícius. Segundo ele, existia até uma catraia pública, popularmente conhecida como Jabuti, por sua proverbial lentidão. “Mas era de graça, e isso era o mais importante para aqueles que não tinham dinheiro para pagar a passagem”, diz o historiador.

Assim, não é de se estranhar que nas mais diversas datas festivas, como 7 de Setembro ou 24 de Janeiro, fosse comum a realização de catraiadas. “Os barrancos do rio ficavam lotados de pessoas torcendo pelo catraieiro de sua preferência. Eram os anos 40 e 50, quando ainda nem havia estradas ligando o Acre ao resto do país”.

Depois de muitos anos sem acontecer, o Governo do Estado voltou a incentivar esse esporte popular que aos poucos vem retomando sua antiga força. Em 2005 e 2006, novas atividades foram adicionadas, como futebol e vôlei de areia e campeonato de peteca de pena, o que envolveu também amigos e familiares dos catraieiros.

Este ano, a Catraiada acontece como parte da programação de 125 anos do aniversário de Rio Branco, e integra o projeto Esporte Nos Barrancos do Rio Acre, aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

“Estamos indo atrás dos catraieiros, convidando-os a participar. Queremos colocar no mínimo dez na competição”, diz Rubiscley Maia, um dos responsáveis pelo projeto. “Eles adoram a atividade, principalmente pela premiação. Estamos estudando a possibilidade de fazer uma categoria feminina, afinal, temos três catraieiras e já convencemos duas a participar”, completa.

Eliel Lopes, 22, é catraieiro há seis anos e foi o vencedor da catraiada que aconteceu no ano passado. “É preciso ter paciência e concentração”, diz ele. Quanto aos balseiros, Lopes conta que não há segredo. “Os balseiros a gente tira de letra”. Ele conta ainda que expectativa para a competição cresce ao passar dos dias. “Na semana da atividade, o pessoal já começa a se esforçar mais e combinar algum treino, todo mundo se envolve”.

COMPETIÇÃO:

A catraiada vai acontecer no dia 28, às 9horas. A largada será no Porto da Gameleira, sendo a chegada na Passarela Joaquim Macedo. A categoria é individual, todo e qualquer catraieiro pode participar. As inscrições devem ser feitas no Parque Capitão Ciríaco, no departamento de Desporto e Lazer; na Fundação Elias Mansour, no departamento da Lei de Incentivo à Cultura ou no dia e no local da competição. Todos os participantes receberão medalhas e camisetas. Os três primeiros colocados também ganharão troféus.

Aniversário da Cidade

No dia 28 de dezembro de 2007 (sexta-feira), Rio Branco vai completar 125 anos. Para a festejar a data, será realizada uma série de atividades que difundem os saberes e fazeres da cidade, despertando o sentimento de amor rio-branquense nos moradores.

As comemorações do aniversário da capital acreana são focadas na história dessa cidade sendo contada por meio da música, pintura, fotografia, esporte, lazer, etc. Participam das atividades diversas gerações que, embora diferentes entre si, são personagens dessa mesma história.

Programação


DIA 27:

16horas – Parque Capitão Ciríaco: Lançamento do Projeto “Musealizando o Seringal” e da Programação do Aniversário da Cidade. Além da Assinatura de Oito Ordens de Serviço de Obras do Projeto Calha Norte, pelo Prefeito Raimundo Angelim.


DIA 28:

8horas - III Corrida Pedestre Infantil de Rio Branco – Largada na Prefeitura do Centro – Chegada no Mercado Velho.

9horas - Catraiada – Largada no Porto da Gameleira – Chegada na Passarela Joaquim Macedo.

9h30min – Mercado Velho - Assinatura do Projeto de Lei Volta da Empreza, pelo Prefeito Raimundo Angelim e Vereador Jonas Costa.

15horas – Abertura dos Portões do Estádio Arena da Floresta para:
16horas - Torneio da Imprensa; 18h15min – Disputa pela Taça da Integração – Nauas Esporte Clube x Rio Branco Futebol Clube. 20horas – Premiação

17horas – Apresentação do Espetáculo Teatral “Manuela e o Boto”, do grupo Vivarte, no Mercado Velho.

18horas – Apresentação Musical da Banda da Polícia Militar, no Mercado Velho.

18horas - III Concurso de Pintura em Tela “As Cores da Cidade” – Vernissage da exposição das obras, divulgação dos resultados e premiação, no Mercado Velho.

19horas - Show da Cidade – Mercado Velho - Apresentação de diversas manifestações populares que retratam a cultura rio-branquense encerrando a programação.



A comemoração do Aniversário da Cidade é realizada pela Prefeitura de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil. O patrocínio é do Colégio Meta e Banco do Brasil.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Oficial

Ou: o mundo começa agora

Tá lá no Diário Oficial. Pode olhar. O nosso Sistema Municipal de Cultura entrou em vigor nesta sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2007. É uma data boa. Não que eu estude numerologia, mas não é todo o dia que se sanciona uma Lei como essa. Portanto, pode-se dizer que é, pelo menos para nós rio-branquenses, algo inédito.

Assim, vai ser uma data boa daqui por diante e deverá ser lembrada. Na verdade, a gente tem tanta data pra se lembrar e não sei se essa vai ser mesmo mais uma. Contudo, pelo menos nos papéis e documentos oficiais, ela estará com bons registros quanto aos acontecimentos na política cultural.

Aliás, falando nisso, qual é a data marco para esse nosso Sistema? Desde quando a gente pode contar a idade dele? Geralmente não nos importamos com isso no início, mas, daqui a dez anos, em que momento vai ser possível dizer: “... o Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco foi implantado há dez anos...”?

É uma coisa importante para os discursos, para as manchetes jornalísticas e para se comemorar também, sem dúvida! De qualquer forma, abro um parêntese aqui para uma letra musical, dessa vez, de Renato Russo. Eu sei que já é meio manjado esse negócio de jogar um trecho musical assim, no meio do texto, mas é que sempre funciona:

“... E até lá, vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe pra traz, apenas começamos... O mundo começa agora, apenas começamos...”

É motivador, não é? Aparentemente sim. Precisa ser. A equipe da Fundação Garibaldi Brasil ainda trabalha na sistematização dos dados para o Cadastro Municipal, juntamente com o pessoal do Departamento de Tecnologia de Informação da Prefeitura.

Algumas conversas já foram iniciadas para a construção das Câmeras Temáticas que vão compor o Conselho de Cultura. Mas é importante que a sociedade permaneça mobilizada, informada e engajada neste processo conosco.

Escreva a sua opinião! O blog continua a ser um espaço aberto. Assim como todo esse nosso debate. Uma canção, uma rima, um comentário, uma observação, uma notinha... O que quer que seja, escreva e incremente a discussão!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Formando para as artes e para a vida também

Projeto contempla jovens de bairros periféricos e forma novos atores e artistas plásticos

O objetivo do projeto é formar artistas. Mas as oficinas de teatro e artes plásticas que o compõem estão indo além disso, capacitando jovens a colorir a vida com outros pincéis, cores e tons.

Oferecendo habilidades para viver em palcos mais cheios de luz, com enredo próprio e trilhas escolhidas por eles mesmos.

Com alguns poucos depoimentos logo se percebe o quanto projetos simples podem contemplar de forma ímpar jovens de bairros periféricos da cidade.

O trabalho foi iniciado na escola João Mariano como cumprimento à grade curricular. Lá, ele foi finalizado. Mas, os envolvidos estavam tão envolvidos que resolveram oferecer outras dimensões àquelas atividades: deram continuidade ao trabalho independente da escola.

A iniciativa é da Cia. de Teatro Camalearte, que conseguiu aprovar o projeto “Formação de Atores e Artistas Plásticos” na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Garibaldi Brasil, com patrocínio do Banco do Brasil.

Atividades

O projeto acontece desde setembro, no Centro de Referência da Regional 7, na Via Chico Mendes, das 17h30 às 20horas, com aulas de artes plásticas as terças e quintas-feiras, ministradas pelo artista Darci Seles; e as quartas e sextas-feiras, de teatro, ministrada por Paulo Nascimento.

Quem participa

O público alvo é composto por adolescentes de oito a 18 anos, dos Bairros Taquari e Mauri Sérgio. Lucas de Souza, 15, é um dos alunos que tinha aula com Paulo Nascimento na escola onde estuda. O aluno também conhecia Darci Seles, através das atividades realizadas pelo professor
de artes.

“Certa vez, vi um cara na rua fazendo um desenho do Mickey. Quando cheguei em casa, tentei fazer um igual e consegui. Então, não parei mais”, diz ele ao falar sobre como ingressou nas artes plásticas. “Estou gostando, pintar faz parte do meu cotidiano. É uma coisa que faço desde criança”, revela satisfeito o jovem artista que também participa das aulas de teatro.


José Augusto, 14, diz que foi um dos primeiros a se interessar pelas aulas de teatro na escola. O aspirante a teatrólogo fala com segurança a sua opinião sobre as artes. “Faço só teatro, não tenho paciência para as plásticas”, diz.

E complementa: “Estou aprendendo muitas coisas. Vejo muita gente que melhorou o relacionamento com os pais depois que começou a vir. O Paulo mostra que nem tudo na vida é ruim, até que tem umas coisas boas. A gente não aprende só a encenar, mas a ver a vida de uma outra forma”, explica.

O mais novo da turma é Marcos da Cunha, 10, e apesar da pouca idade, ele já tem consciência do valor da atividade. “Aprender a fazer arte é muito importante para a educação das crianças”. Ele conta que o teatro rende brincadeiras para todos os dias.

“Sempre brinco de fazer peça lá em casa, com meus irmãos. Minha irmã tem deficiência física, brincamos com ela e ela fica mais feliz”. O pequeno também não dispensa as aulas de pintura. “Venho todos os dias, para as duas oficinas, não falto a nenhuma”.

Encerramento e Continuação

O projeto vai finalizar no dia 28 de dezembro, com encenação do texto “Protetores da Natureza”, de autoria dos alunos do curso e exposição dos trabalhos. Será a partir das 18horas, na Tentamen. “A intenção é continuar no próximo ano, de forma mais ampliada, adicionando aulas de dança, circo e teatro de bonecos”, conta Nascimento. Mais informações: 92075914.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Nas Trilhas do Instrumental Acreano

CD será lançado nesta terça-feira no Memorial dos Autonomistas


Revelar uma manifestação pouco conhecida no Acre: a da música popular instrumental e contemporânea produzida pelos artistas locais. É este o foco do CD “Acrinstrumental - Trilhas”, que será lançado nesta terça-feira (18), às 19horas, no Memorial dos Autonomistas.

A obra, idealizada e produzida pelo músico e poeta João Veras, apresenta 18 criações de compositores acreanos. Segundo ele, o CD traz uma dimensão da diversidade desse segmento musical. “Além de registrar e possibilitar acesso a essa produção, esperamos oferecer mais incentivo à criação instrumental local”, explica o músico.

Na ficha técnica, além do próprio João Veras (flautista), estão o percursionista Silvio Margarido, o violonista Écio Cunha, o baterista Hermógenes, o baixista C.A, o tecladista Lúcio Barros, os indígenas da etnia Manchineri Sabá Haji (arco e percussão) e Pawalo Manchineri (violão).


Também participam os músicos André Dantas (acordeon e teclado), Clévisson Batista (contrabaixo), Paulo Nobre (bateria), Rosimar Brilhante, Gabriel Kerchiner, Rafael Lima e Rafael Silva (violões).

O CD foi gravado em Rio Branco no Estúdio Acauã entre 2005 e 2006. Parte da produção foi financiada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, da Fundação Garibaldi Brasil, com patrocínio do Colégio Dom Pedro.

No evento de lançamento, os compositores e outros músicos farão apresentações ao vivo. A entrada é franca. O Memorial dos Autonomistas fica no Centro da Cidade, na Avenida Getúlio Vargas, atrás do Palácio Rio Branco.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Tudo Novo

Ou: Uma etapa termina e outra começa

Esta não é a última coluna do ano – suponho eu. Mas, depois de passar um bom tempo refletindo sobre a nossa atual situação (conferência-sistema-cadastro-conselho-aniversário-da-cidade-chuva-natal-ano-novo) e tentando pescar alguma historinha, fato, poesia nesse nosso universo cultural para fazer o texto da vez, vem-me à mente que agora – de uma vez por todas – estamos começando uma nova etapa desse “processo de construção de políticas públicas culturais para Rio Branco”. (Tá, tudo bem, eu sei que essa expressão já foi utilizada um quadrilhão de vezes, que ela já está velha, surrada e até sem graça... mas, isso nem importa agora).

Então, esta não é a última coluna do ano – suponho eu. Na verdade, de acordo com o número de sextas-feiras que temos até o próximo ano, esta é a antepenúltima. Isto é, se nenhuma grande catástrofe nos acontecer e nos impedir de parar uns minutinhos durante a tarde e nos atualizar sobre em que pé estamos nessa história toda, teremos sim, mais coluninhas em 2007. Afinal de contas, já dizia nosso amiguinho Cazuza: “... o tempo não pára, não pára não, não pára não...”

Mas como eu estava falando, esta não é a última coluna do ano. O clima de ano novo apresentado por meio do título, é só para sairmos de fato do clima de conferência e mergulhar na nova etapa, a etapa de implantar o que decidimos.

Se esta é ou não a última coluna do ano, pouco importa – apesar disso quase ter ficado o assunto principal dessa edição. Na verdade, o importante mesmo é dizer que os projetos de Leis que criamos durante a I Conferência Municipal de Cultura, foram votados pelos vereadores na última terça-feira (11), e aprovados por unanimidade.

E assim, ganhamos um novo espaço, uma nova força e novos meios parar estruturar e melhorar a administração pública da área cultural. Um dos documentos aprovados se refere ao Sistema Municipal de Cultura, com três mecanismos de gestão – Cadastro Cultural, Fundo Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Políticas Culturais; e o outro trata da Lei do Patrimônio Cultural.

Sabe o que significa isso? Um sinal verde. Hora de prosseguir. Além de continuar investindo no Cadastro Municipal de Cultura , a dedicação também deve se voltar às questões ligadas à construção das Câmaras Temáticas que vão compor uma das instâncias do Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Em outras palavras: é hora de arregaçar as mangas (ainda mais) e trabalhar (ainda mais). Para isso, continuamos a contar (ainda mais) com a parceria e envolvimento da sociedade civil de Rio Branco (ainda mais)!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

APROVADO !

Os projetos de Leis que apresentam uma nova forma de administrar a cultura no município de Rio Branco foram votados pelos vereadores na última terça-feira (11), e aprovados por unanimidade.

Um dos documentos se refere ao Sistema Municipal de Cultura, com três mecanismos de gestão – Cadastro Cultural, Fundo Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Políticas Culturais; e o outro trata da Lei do Patrimônio Cultural.

A entrega dos documentos à Câmara de Vereadores aconteceu no dia 29 de novembro, pelas Fundações Culturais Elias Mansour e Garibaldi Brasil, Conselho Estadual de Cultura – Concultura e sociedade civil.

O próximo passo agora – além de continuar investindo no Cadastro Municipal de Cultura - é tratar das questões operacionais para a construção das Câmaras Temáticas que vão compor uma das instâncias do Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Em outras palavras: vamos arregaçar as mangas (ainda mais) e trabalhar (ainda mais) !!!

Para isso, a Fundação Garibaldi Brasil continua contando com a parceria e envolvimento (ainda mais) da sociedade civil de Rio Branco.

A construção desse documento teve início em 2005 e culminou na I Conferência Municipal de Cultura, realizada este ano, e na pactuação entre a sociedade civil e o poder público para construção de políticas culturais para a capital acreana.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A cultura e o inverno amazônico

Ou: Levo ou não o guarda-chuva?

Ontem eu trouxe o guarda-chuva e não choveu. Hoje, resolvi deixá-lo em casa, e olha só o “toró” que tá! É sempre assim. Se surpreender porquê?

Cancelem ou apressem os projetos a céu aberto. Ou, se for o jeito realizar nessa época e em local sem cobertura, vamos jogar farinha no quintal desenhando um sol; amarrar lenço no pé da mesa; colocar um garfo dentro de copo com água; deixar um ovo lá fora e cantar para Santa Clara e São Pedro... E utilizar mais um monte de outros remédios que não sei de onde são e se funcionam ou não.

Na verdade, não sei se há muito o que fazer contra as chuvas do inverno amazônico a não ser procurar aproveitá-las sabe-se lá como – cada um tem o seu jeito, afinal. Também não sei bem dizer que tipo de cultura é essa – dessas crenças e desses costumes - sei que, no nosso Cadastro, ela se encaixa em Patrimônio Cultural.

E por falar em Cadastro, é durante esse clima de chuvinha que vem e vai do nada, enquanto a Câmara de Vereadores avalia o nosso Sistema de Cultura, que o pessoal da Fundação Garibaldi Brasil esquenta a cabeça para construir as molduras desse nosso mecanismo.

Esse mecanismo de reconhecimento da cidadania cultural e de gestão das políticas de cultura, que vai organizar e disponibilizar informações sobre os diversos fazeres culturais, bem como sobre seus espaços e fruidores.

O Cadastro vai reunir dados qualitativos e quantitativos sobre a realidade cultural do município, viabilizando a pesquisa, a divulgação, a busca por informações culturais; a contratação de artistas e serviços de entidades culturais, além de auxiliar o planejamento e a avaliação das políticas de cultura.

Essa ferramenta terá a função, ainda, de identificar agentes, comunidades e entidades até aqui não incluídas nas políticas de cultura do município, além de regulamentar o acesso a fontes de financiamento.

Junto com o pessoal do Departamento de Tecnologia de Informação da Prefeitura, estamos discutindo e aperfeiçoando a metodologia desse mecanismo. Ele já foi todo afinado durante a Conferência, sim, claro. Mas quais serão os dados exigidos para o futuro cadastrado?

Cada área e artista têm a sua particularidade, o que acaba exigindo um cadastro ou um questionário diferente. É preciso estudar, analisar e refletir. Estamos falando em Esportes, Artes e Patrimônio Cultural. Falamos em modalidades, segmentos, tipos de culturas... Falamos de um universo de características, jeitos e estilos diferentes. É uma tarefa ousada, isso é.


Mas, independente disso, cada um vai continuar tendo o seu jeito de ser, e é aqui onde está a graça da cultura. A sua liberdade para agir, pensar, acreditar ou desacreditar. Alguém me disse que, no lugar da farinha para espantar a chuva, o correto é usar sal. No entanto, o Seu Aldenor – sim, sim, o seringueiro do Parque Capitão Ciríaco – disse que não, que sal faz é chamar mais chuva!

É, a cultura tem dessas coisas. Dessas coisas que a gente não sabe bem explicar, quanto mais cadastrar assim tão fácil.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Novas cores e tonalidades para Rio Branco

FGB e AAPA abrem inscrições para o III Concurso de Pintura em Tela “As Cores da Cidade”. Os prêmios são de até R$ 1.500,00

Músicas, cores, corridas e exposições são apenas alguns dos elementos que serão utilizados para festejar os 125 anos do município, no dia 28 de dezembro, envolvendo crianças, jovens, adultos e a terceira idade.

As atividades já começam de forma colorida: Até o dia 14, os artistas plásticos devem se inscrever no III Concurso de Pintura “As Cores da Cidade”, e produzir sua obra inspirada nas paisagens, saberes e fazeres de Rio Branco: práticas tradicionais, manifestações religiosas e manifestações populares.

O objetivo é fomentar a produção artística local e, ao mesmo tempo, fortalecer as identidades culturais do município, além de criar espaço para novos talentos.

PREMIAÇÃO

O concurso é dividido em duas categorias: iniciante, daquele artista que nunca fez uma mostra ou uma exposição de seu trabalho; e profissional, daquele artista que já fez pelo menos uma exposição.

Serão premiados seis artistas: Categoria Iniciante: 1º lugar - R$ 500,00; 2º lugar - R$ 400,00; 3º lugar - R$ 300,00. Categoria Profissional: 1º lugar - R$ 1.500,00; 2º lugar - R$ 1.200,00; 3º lugar - R$ 1.000,00.


INSCRIÇÕES

Os interessados devem efetuar inscrição na sede da Associação dos Artistas Plásticos do Acre – AAPA, localizada na Avenida Getúlio Vargas, 526, no prédio da Prefeitura do Centro.

Cada inscrito poderá participar com uma obra que deve ser pintada com técnicas de pintura a óleo ou pintura acrílica.

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora composta por três membros, de acordo com os critérios: Coerência com a temática proposta; Unidade; Originalidade; Proporção; Forma; Simplicidade e clareza; Plano; Técnica; Cores e Valores.

Aniversário da Cidade

O vernissage da exposição destes quadros, bem como a divulgação dos resultados e a premiação vão acontecer durante a programação de aniversário da cidade, no dia 28 de dezembro, entre outras atividades que ainda serão divulgadas.

Mais informações: 32242503 / 32240269

sábado, 1 de dezembro de 2007

Um presente para o futuro

Ou: Rio Branco faz aniversário

... E a capital acreana vai completar 125 anos. Um presente foi garantido na quinta-feira (29), pela Câmara de Vereadores: resultados positivos em relação ao projeto de Lei que cria o Sistema Municipal de Cultura, construído durante os Fóruns Municipais e a I Conferência de Cultura de Rio Branco.

Vai ser um presente para todos nós. Todos nós que dedicamos tanto tempo a este debate; que estudamos as propostas, as experiências nos outros municípios; que trocamos a volta pra casa depois de um dia de trabalho, pelo exercício de cidadania, para fazer parte da plenária, levantar o braço em algum fórum e contribuir com a construção desse diálogo, dessa democracia, dessas novas formas de administrar a cultura na nossa cidade.


Vai ser um presente para o Seu Aldenor, o seringueiro que coordena a Marujada; para a Dona Guajarina, que cuida das Pastorinhas; para a Mãe Laura, que realiza projeto de dança afro-descendente; vai ser um presente para mim, que aqui escrevo, para você que aí lê; para o grupo que está nesse momento ensaiando para lançar a nova temporada de apresentação do seu espetáculo; para o atleta que deve estar no corre-corre não do seu treino, mas para o apoio que custeie o seu preparo.

Vai ser um presente para tantos que nem sabem. E vai ser um daqueles presentes eternos. Não daqueles de porcelana, que ficam de enfeite na estante. Mas daqueles que a gente leva pra onde a gente for. Não daqueles que ficam esquecidos na bolsa ou na gaveta. Mas que a gente usa, sente o gosto e não tem medo de dividir. Porque é um presente infinito, que não tem prazo de validade.

Vai ser um presente que, conforme o tempo passe, a gente vai poder usufruir mais e mais. A gente não vai ver a cor dele logo depois que abrir o pacote de embrulho. Muito menos quando colocarmos a bateria e puxarmos a cordinha. Vamos provar dele ao longo do ano, da história, da nossa vivência, da nossa atuação.

Ah, tem mais, ganharemos não só um presente, mas dois: É que seguindo a recomendação da Procuradoria Jurídica, apresentamos dois projetos de Lei: um do Sistema Municipal de Cultura, com três mecanismos de gestão que todos já conhecem – Cadastro Cultural, Fundo Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Políticas Culturais -, e outro da Lei do Patrimônio Cultural.

O importante depois disso, é cuidar para a manutenção desse nosso bem, e cuidar para que todos também cuidem. Afinal, a construção desse presente é nossa. Nós é que fomos na vitrine e apontamos na prateleira. Escolhemos o tamanho, a cor, o cheiro. O Sistema Municipal de Cultura é um presente nosso, para nós mesmos e que Rio Branco toda vai ganhar.


Foto 1: A Marujada, durante IV Mostra Garatuja de Dança;
Foto 2:O Circo na Praça, d'A Turma do Palhaço Rufino, estreando nova temporada de apresentações no Theatro Hélio Melo - todos os domingos do mês de dezembro, às 17h30.